Latest / Logosofia no Dia a Dia / A Falácia da Solução Rápida: Por Que a Verdade Exige Esforço e Mérito
Transcript
- Oi, é o Ronny, tudo bem? Tem uma afirmação nessa, na primeira metade do capítulo 3, ainda mais voltada a esse primeiro subtema, né? Cada capítulo tem alguns subtemas geralmente desse livro. Esse que é "A nova rota para a realização da vida e destino do homem", que é uma afirmação assim que me faz, me fez refletir muito, me faz refletir muito. "Que não se pode descobrir em instantes aquilo que deve ser fruto do esforço e da dedicação honrosa da vontade individual." Por que que isso me faz refletir muito? Porque a gente acredita na falácia da solução rápida ou do prêmio instantâneo ou da, sei lá, da revelação instantânea, né? Ou aquilo que cai assim, cairia do céu assim no nosso colo. A gente tem uma tendência, acho que é realmente uma propensão ao fácil, e isso acaba nos colocando em posição geralmente de achar que assim: "Bom, agora me dá aí a chave, então, né?" Eu olho para o pensamento logosófico e fica sempre com alguma propensão na minha mente de falar assim: "Bom, agora aí, me dá a chave aí então que vai mudar a minha vida". Como se isso fosse um negócio que no momento transformaria completamente a forma de viver, de existir e, né, despertaria consciência para um estado de vida muito superior. Bom, qualquer dessas coisas, claro que não poderia acontecer assim. Por isso que essa afirmação para mim, ela tem um poder tão grande de me fazer recordar que assim, os resultados daquilo que é a proposta da Logosofia — e já vou voltar sobre esse ponto específico —, mas os resultados desse estudo, dessa prática, dessa aplicação do conhecimento transcendente à vida, é um processo de colher os resultados ao longo do tempo. Aquele mesmo tempo que eu gosto de me referir a um tecido que vai se desenrolando, né, infinitamente, e a gente vai caminhando sobre ele conforme ele se desenrola. Que a sensação que a gente tem é que a gente está sempre parado no mesmo lugar, porque o tecido está passando embaixo da gente. E aí quando a gente tá inconsciente, é como se ele levasse a gente igual esteira de aeroporto, sabe? Esteira que é horizontal. Então assim, se a gente para, a esteira leva a gente para trás. Se a gente anda, a gente vai acima da velocidade, né? Na verdade, quando a gente para, ela não vai para trás porque ela tá sempre andando para frente, mas a sensação é de que a gente tá ficando parado em relação aos outros que tão na esteira, né? Muito bem, tô dizendo isso para dizer o quê? Que a gente tem um processo para realizar, e esse processo é um processo que é unir pequenas chaves ou porções de compreensão ao longo do tempo para que o nosso caminhar no tecido tempo seja um caminhar para frente e um caminhar consciente daquilo que a gente está vivendo no tempo. Bom, então, se isso é uma reflexão importante, por quê? Porque tira a gente, ou deveria tirar a gente, daquela sensação de assim: "Ah, mas eu tô estudando aqui e tô lendo aqui Logosofia, mas não achei aquilo, esse negócio mágico que vai transformar minha vida". Isso é vital, porque a gente se formou numa cultura e a gente tá propenso ao engano. A gente tá propenso a acreditar ou a se guiar pela aparência das coisas. A gente tá acostumado a correr atrás daquilo que é o fruto, né? Os frutos da árvore que estão pendurados mais aqui embaixo é o que a gente tá acostumado. Há uma resistência mental geralmente, né? Há uma resistência mental de buscar os frutos mais altos. Há uma resistência de... Porque a gente está acostumado a se guiar pela lei do menor esforço. Tipo assim, eu faço o esforço necessário para conseguir o que eu preciso. E o ser humano traz isso desde os tempos remotos, que ele fazia o necessário para sobreviver. Depois ele começou a ir em busca daquilo que o intrigava, né, o inquietava, e começou a buscar conhecimento sobre o planeta que ele vivia, sobre o universo. Depois, agora mais recentemente na história humana, sobre as ciências, tudo, sobre o mundo microscópico, sobre tudo. Muito bem. Então, continuando. Se não se pode descobrir em instantes o que deve ser fruto do esforço e da dedicação honrosa da própria vontade, tem um processo, tem uma chave, né, nesse processo. Ou seja, há que merecer. Cada um de nós precisa fazer-se merecedor de cada porção de verdade que se revela para cada um de nós, ou que o conhecimento revela, ou que a gente é capaz de perceber sobre a vida e a existência. E fazer-se merecedor disso, dessas porções de verdade, o que que eu tô entendendo? Não é uma questão de ser julgado por alguém. É a questão de realizar um processo. Então, isso é uma coisa muito legal. Olha só, diferente do que a gente acreditava, que assim, a questão de alguém, né, um poder superior me julgar e dizer se eu mereço ou não ser um, né, um ser iniciado, se eu mereço ou não conhecer a verdade, isso já está previsto. O pensamento de Deus, quando criou essa estrutura, o ser humano nessa estrutura maravilhosa, com esse mundo interno, com essa estrutura de uma mente e tudo o que vem nessa configuração psicológica, mental, espiritual, já tá previsto que é de acordo com o esforço. Olha que legal. Isso é muito legal. É de acordo com a dedicação. Ou seja, o que é lógico, né? Como tudo na vida. Isso a gente aprende sobre isso nas coisas comuns, mas a gente talvez, né, tem dificuldade de projetar isso para aquilo que seja metafísico. Então, o conhecimento ou a verdade, como quiser chamar, no mundo que é metafísico, né, não é um objeto que a gente vai conquistar, não é um tesouro físico. É um tesouro metafísico. Ele não vai ser... Ninguém vai conseguir se identificar com a verdade, com a porção maior de verdade, se não for através de um processo que por si só é um processo meritório mesmo. É uma questão de mérito, né? É o que é correto, é o que a lei, é o que as leis que espelham esse pensamento do criador, da criação, determinam. Há que se esforçar para conquistar as coisas. Isso se aplica a tudo. Pega o reino inferior ao nosso, pega o reino animal. Os animais que não se esforçam, morrem de fome. Não é brincadeira, não é uma questão assim, não é uma questão qualquer, é sério isso. Ser humano, se não se esforça, passa aperto. E assim por diante. Quer dizer, e as plantas têm que se esforçar para lutar por sol, por, né, por claridade, no meio às vezes de muitas plantas, pelos nutrientes do solo, e algumas vão morrendo. Umas, né... Esse é, isso, vejam, não tem moleza. Mas a gente tem essa impressão de que em relação àquilo que mais nos inquieta ia ter uma força, né, sobrenatural, ou mesmo se eu pedisse a Deus eu ia conquistar essa verdade, eu ia receber a chave que abriria acesso a essa verdade. O fato é que não. E esse é um fato feliz. Veja, não é para a gente ficar lamentando, né? Eu penso que esse é um fato feliz. Por quê? Porque não, para mim, não existiu nenhuma sensação mais incrível do que é me sentir capaz a cada porçãozinha de verdade que eu fui conseguindo me identificar barra incorporar à minha vida, minha existência. Porque a sensação de ser algo que a gente incorpora à própria vida é uma sensação muito legal. Você sabe, né? Essa sensação de quando a gente conquista alguma coisa, a gente está acostumada a conquistar coisas na vida normal, comum, né, na vida terrena, que já é legal a sensação, né? Agora a sensação disso... E acho que você pode até pensar em tudo que a Logosofia até agora... Ah, Ronny, conheci Logosofia outro dia, legal. Ou tá conhecendo Logosofia agora, né, aqui no canal, ótimo. Desde o primeiro dia, desde os primeiros ensinamentos de Logosofia que você leu. E se você não leu ainda, por isso que a gente recomenda, né? Eu recomendo sempre a leitura. Porque assim, a sensação de começar a incorporar pequenas porções de conhecimento e começar a sentir que vai se revelando devagarzinho, aos pouquinhos, aos pouquinhos mesmo, mas vai se revelando uma porção de verdade, da verdade... Ou seja, o conhecimento que sempre intrigou o ser humano, que sempre inquietou o ser humano desde sempre, que o move, nos move a buscar conhecimento, a compreender o cosmo. Não é à toa que a gente quer compreender a criação física. Porque no fundo, a gente quer compreender a própria experiência da criação e a nossa razão, ou a razão de sermos, de existirmos, do ser humano nessa experiência. E para isso, o conhecimento do mundo mental, esse para mim é o ponto principal dessa primeira parte do capítulo 3. O conhecimento do mundo mental é a chave e é o ponto crucial dessa possibilidade. Porque a Logosofia coloca realmente a mente de cada um de nós, né, frente a si mesmo. Coisa que a gente nunca fez na vida, pensa nisso. A gente nunca viveu uma vida antes... Senão a gente não precisava nem estar aqui juntos, a gente não estava buscando o que a gente busca. A gente não tinha experimentado antes o que que é colocar a própria mente frente a si mesmo, ou seja, iluminando a própria mente com conhecimento que finalmente explica o porquê das coisas que acontecem na nossa mente. Conhecimento que explica, como a gente tava vendo no último livro, um livro passado, Logosofia, Ciência e Método, explica sobre os pensamentos como principais agentes da vida mental. E esse é talvez o conhecimento assim... Na, desde a fase inicial que a gente começa esse processo de evolução consciente, é o conhecimento mais gritante assim de todos, porque a gente começa a perceber que a própria vida tá menos nas próprias mãos e muito na mão de vários pensamentos que têm nos guiado. Sem que a gente tenha feito um trabalho detido de identificar, aplicação desses pensamentos e seleção desses pensamentos. Porque muitos pensamentos parecem que são o que tem de melhor, né? Por exemplo, pensamentos de trabalhar, de conquistar uma posição, né, econômica folgada, de conquistar uma posição na própria hierarquia do trabalho, da empresa, o que seja. São pensamentos bons de trabalho, não são? São. Mas quando eles se tornam, ou quando eles ocupam a maior parte do espaço mental e drenam — e precisam por conta disso drenar — a maior parte da energia mental de cada um de nós, deixando pouquíssimo espaço e energia para tratar da própria vida e existência na busca desses conhecimentos, da aplicação, da experimentação desses conhecimentos transcendentes, aquele pensamento que nos faz dedicar tanto ao trabalho se torna um problema. Ah, Ronny, mas a gente vai deixar de trabalhar então? No caso, se a gente ganhar na Megasena, ok, pode até pensar em mudar, né, a forma como usa o dia. Mas não, enquanto isso a gente vai continuar trabalhando. Só que essa compreensão e essa capacidade de identificar como é que cada um desses pensamentos, das atividades que a gente tem que atender e precisa atender, vão ocupando a mente... Vão deixando... Então, precisam deixar de ser os donos da mente e podem passar, devem passar a ser hóspedes na própria mente, para que a gente dedique a eles o que precisa sem o exagero normal de que pensamentos acabam fazendo com a gente, exigindo cada vez mais atenção, mais energia. Porque eles ainda vendem para gente a ideia de que é nessas realizações terrenas que a gente vai finalmente encontrar aquilo que a gente sente que tá vazio. Mas não são. Não é nessa realização terrena, né? É no processo que a gente vive todo dia de viver, experimentar tudo aqui na Terra, sim, que a gente vai conseguir encontrar aquilo que a gente busca e que está hoje ainda meio vazio. Mas não é na realização em si das coisas terrenas. E sim, nesse processo interno enquanto essas coisas terrenas se desenvolvem. Bom, o livro trata disso mesmo, explica exatamente sobre esse processo, esse mecanismo da vida consciente. Então, a gente ainda permanece no capítulo 3. Eu tô sempre relendo todo dia ele para poder ir vendo como é que a gente consegue retirar desses ensinamentos o que possa hoje, nesse momento do processo de cada um de nós, ser mais útil e nos aproxime um pouco mais da verdade. Boa leitura, bom estudo, fique bem e até o próximo podcast.