Latest / Logosofia no Dia a Dia / Os Termos de Uso da Vida Terrena: A Cláusula Que Você Não Leu
Transcript
- Oi, é o Ronny, tudo bem? Vou fazer uma pergunta para você, tenho certeza que você vai responder que sim. Quantas vezes — vou já vou dizer quantas vezes — eu nem sei se já aconteceu com você, mas quantas vezes aconteceu já de você clicar naquela caixinha escrito: "Eu aceito os termos de uso", sem ler os termos de uso e dar OK? E se não aconteceu no mundo online, é, eu aposto que você nunca pediu para sua corretora de seguros o livro que é o manual do seguro do seu automóvel, da sua casa, o seguro de vida. Se pediu, você não leu aquelas dezenas e dezenas de páginas inteiras, né? Então, a pergunta é genérica, assim: quantas vezes a gente não aceitou — cada um de nós — algum termo de algum serviço, alguma coisa que a gente usou, comprou, enfim, né, se serviu ou alguma coisa que a gente contratou que tinha os termos de uso, que tinha um contrato e a gente não leu o contrato inteiro? Aí você pode falar assim: "Ah, a culpa é daquelas, né, das letrinhas pequenas". Bom, letrinha pequena então nem se fala, né? Em geral, quando eu olhei, eu bati o olho só e li por cima, assim, os pontos principais. Mas no mundo online então esquece, né? Quem que não, né, não faz isso automático? Bom, até porque a gente geralmente faz isso em confiança àquela empresa ou àquele site que a gente está acessando, né? O que obviamente traz riscos, claro. Bom, se isso parece um negócio rotineiro, se a gente faz isso muitas vezes, já fez isso muitas vezes, a gente sabe que existe um risco nisso, né? O risco é não saber o que se espera ou o que pode, né, ser usado naquele assunto. Mas em geral, a gente faz isso quando não vai oferecer nenhum perigo, nenhum risco, né? Bom, tem outro exemplo também engraçado. A lei, as leis, tudo, né? Seja lei de trânsito, seja as leis do Código Civil, o criminal. Não, não importa. As leis da nossa que regem a nossa sociedade, elas também não se importam. Isso é outra coisa curiosa. Elas não se importam ou o juiz não se importa se você conhece a lei ou não. Teoricamente, nós deveríamos conhecer todas as leis que possam impactar nossa vida. Se a gente for acusado de alguma coisa e disser que não sabia da lei, isso não é defesa, né? Isso aí é balela. Então, teoricamente, a gente tinha que saber esse termo de uso da sociedade, né? É como se fosse um termo de uso da sociedade também. Que a gente vai crescendo e vai… tem um momento lá que a gente faz 18 anos, você clica lá no "Ah, OK, aceito os termos", mas, né? Nem sempre a gente conhece os pormenores, especialmente numa sociedade como a nossa que é cheio de brecha, né, cheio de lei esquisita. Mas o ponto não é esse, né? Eu tô dizendo… eu tô trazendo esses exemplos que eu acho assim até engraçados, porque são esses exemplos de que a gente quer fazer uso de alguma coisa. A gente não tá preocupado direito em ler os termos de uso, porque a gente quer fazer o uso daquilo, né? Há uma pressa, há uma vontade de fazer, mesmo porque também às vezes o negócio é gigantesco. Quem vai ler esse negócio? Ninguém. Bom, dito isso tudo e se você se identifica comigo de tendo já obviamente feito isso, né, clicando no "aceito, já li, aceito" sem ter lido, mas aceito direto. Eu tenho a impressão que essa é a maior dificuldade nossa na vida. Não em relação aos sites que a gente usou e usa, lógico, nem em relação ao seguro que a gente já contratou. Eu tava pensando na vida, nessa nossa vinda, nossa vinda para a terra, né, nossa vida terrena, nossa vinda para a terra. E eu tenho a sensação que a gente tava com pressa naquele momento que a gente sentou para olhar o contrato de uso da vida terrena, sabe? Os termos de uso da vida terrena. Você parou para ler? Não? Não lembra? Eu é, então, eu também não lembro, mas eu acho que se eu tivesse lido, que eu lembraria que eu tinha lido. Então assim, o fato da gente não lembrar que a gente parou para ler, eu tenho a impressão que a gente clicou… eu não sei se foi online ou se era só no papel ou se não era nenhum dos dois. A gente aceitou os termos de uso da vida terrena e veio falar: "Não, quero logo, quero nascer logo aí, bora, bora que eu estou querendo é usar essa vida aí, né? Quero viver. Quero voltar para a terra mais uma vez". E a gente acho que aceitou os termos de uso e não deu muita bola. O problema disso é que, diferente do site que a gente usa aqui ou do seguro que a gente contrata e que a gente não leu, em geral, essas coisas não causam mal nenhum para a gente, né? Ou não causam problema. Trançados para a gente. Por outro lado, se a gente fez isso, né, antes de vir para a Terra dessa vez, a gente talvez deixou de observar algo que é essencial para a vida terrena. Porque a vida terrena, e olha que curioso isso, né, a gente observa com facilidade as regras físicas. Bom, com facilidade eu não sei, mas a gente observa as regras físicas, as regras materiais, ou a gente aprende elas bem no decorrer dos anos todos iniciais, né, desde as regras, as leis que regem, por exemplo, a gente ficar em pé e não cair, né, a gravidade, o equilíbrio, outras coisas, até depois sobre como é que a matéria funciona, como é que a gente, enfim, se coloca nesse mundo que é cheio de acontecimentos do ponto de vista terreno material, né, externos a nós. Mas a gente tem muita dificuldade de perceber as leis que atuam no mundo causal. Ou seja, no mundo metafísico e na parte que nos cabe na nossa mente. E esse é o maior problema, porque ao pular… vou afirmar aqui, né, ao pular essa leitura que a gente pulou, né, das instruções ou talvez não… a gente não tenha pulado, a gente não tenha só encontrado, né? A gente veio viver num mundo que é repleto, continuar e suceder-se de experiências. E você vai assim: "Pô, onde já sei, você vai falar dos fatos e circunstâncias da vida terrena". Claro, lógico. Porque a gente poderia definir a vida terrena como uma sequência de fatos e circunstâncias que ela vai apresentando para gente e a gente vai vivendo e a boa parte delas a gente não controla, né, não escolheu. Então, aonde… o problema é o seguinte: aonde que estava, né, essa explicação clara de todas as leis, né, que governam essa experiência humana do ponto de vista metafísico que a gente talvez não tenha encontrado e por isso que a gente não entende o que é para fazer aqui? Na falta desse conhecimento, que que a gente fez? A gente falou assim: "Bom, entre outras coisas, tem essa parte material física, é, para cuidar e para desenvolver. Ah, bom, legal. Vou mergulhar nisso daqui, ó. Puf e fui". Então, o que que eu percebo que eu fiz? Na ausência de ter, né, me inteirado do conhecimento sobre essa engrenagem metafísica que governa as causas e que determina as causas e consequências de cada uma das minhas ações perante as leis universais, eu acabei olhando para a vida fora de mim mesmo, essa vida terrena e falei: "Bem, legal. Então, as regras são essas aqui, ó. Então, é para viver a vida assim." Só que imagina, imaginemos nós: se nesse contrato que a gente aceitou os termos, né, e diz que estava lido e demos OK, se tinha uma cláusula que era uma cláusula inegociável, que era uma cláusula assim… a cláusula, posso talvez chamar de cláusula pétria, né, uma cláusula assim principal que dizia o seguinte: "A sua vida deve ser uma vida de cumprir como tudo que no universo tem que cumprir um processo de evolução, no seu caso, consciente, porque você tem estrutura mental, psicológica, espiritual para ser consciente desse processo." Essa é minha sensação, assim, que eu cresci, cheguei no mundo adulto, tipo assim, nem não tenho noção disso. Eu nem sabia que tinha essa lei, essas leis que rege a evolução de tudo no universo, em especial a própria evolução da consciência, né? E ao ignorar isso, ao não, né, ao ter clicado… eu estava perdido em relação a isso. E qual o problema de não saber que essa era uma cláusula base do contrato de uso da vida terrena? O problema é que ao não saber, eu fui infringindo essa cláusula do contrato. Obviamente, claro, inconsciente que eu era, que que eu ia fazer? Como é que eu ia atuar de acordo? Não ia, claro. Então, eu acreditei que eu podia viver a vida de qualquer jeito. Quando eu falo de qualquer jeito, não veja, dentro do conceito de bem, de normal que a gente tem, que gente como eu e você temos, né? Eu não fui roubar, mas tava nada disso, não é isso. Mas assim, eu achei… eu mergulhei nessa vida terrena aí, nessa vida material e falei: "Ah, é isso aqui, legal". Bom, você falou assim: "Ah, tudo bem, Roni, também a maior parte dos seres humanos fizemos isso, né, com eh honrosas exceções, daquelas pessoas que perceberam que existia uma missão maior." O problema disso é que primeiro, perdi muito tempo sem saber disso. Segundo, por perder muito tempo, infringi essa cláusula muitas vezes. Aí você fala: "Ah, mas quem tá cobrando isso?" Pois é, essa é uma boa pergunta. Quem nos cobra viver de acordo com essa… com essa cláusula especial, né, a mais importante talvez do nosso contrato de vida, que é de que a gente deve seguir o mandato das leis de evoluir conscientemente? Porque chega a ser até estranho, porque ninguém tinha dito isso para mim, eu não sabia disso. Aí você fala assim: "Ah, então você é inocente, né, Roni? Ninguém te disse, você pode alegar inocência". Bom, eu posso até alegar que eu não sabia, mas pergunta para mim se alguma vez na minha vida eu fui poupado das consequências disso, de atuar sem saber disso. Não, claro que não. As leis que governam o universo, né, que expressam o pensamento criador, elas vão fazendo com que cada um de nós viva as circunstâncias e fatos de acordo com as nossas ações e as ações da humanidade como conjuntos e subconjuntos que temos. Às vezes não é a gente que escolhe alguma coisa, né? A gente não escolheria viver algumas coisas como ser humano, mas a sociedade, a humanidade escolheu de alguma forma ou um conjunto escolheu e a gente é tragado para isso junto, né? Não tem como escapar. Mas voltando ao ponto principal: se há um mandato supremo para evoluir conscientemente, não dá para ficar ignorando isso eternamente. Talvez bem seja de fato a causa principal de tantos erros, dores, sofrimento, angústia e ansiedade que eu vivi. É sério isso, né? Você percebe como é sério? Você tava assim: "Porra, por que que a gente não viu isso antes?" Bom, tudo bem. Eu também já me fiz a pergunta. Por outro lado, eu vou dar boa notícia para você. A boa notícia que a ideia não era lamentar que a gente não leu o contrato direito. A boa notícia é que assim, o que eu entendo que a Logosofia faz é exatamente isso. A Logosofia vem e começa a explicar o contrato que eu não li, que eu não tinha prestado atenção. Sei lá, não achei, eu não sei se eu achei também, talvez eu não tenha nem achado. Eu não tenho nem procurado, eu não sei. Eu não consigo explicar isso porque eu não tenho essa consciência do que aconteceu, né? Mas o que eu tenho a possibilidade hoje, cada um de nós tem e todo ser humano tem, é de poder agora começar a compreender o contrato, a regra, a razão, a lógica, a missão própria de ser humano na Terra. E essa cláusula da evolução consciente como mandato supremo, para mim é uma das imagens mais fortes que eu tenho, que eu tenho assim procurado refletir sobre e entender a fundo o significado disso. Para parar de cometer erros, sabe? Então, para parar de me equivocar, ou parar de atuar como se não tivesse nenhuma regra maior, como se fosse como se qualquer coisa pudesse fazer, tanto faz se você escolheu assim assado. Você sabe, faz tempo que eu não falo isso, mas você já ouviu falar que eu busco a verdade. Eu busco a verdade mesmo. E eu tenho procurado ficar o que for necessário para isso. Isso significa o quê? Significa tentar me identificar cada vez um pouquinho mais com essa imagem arquetípica do pensamento criador para o ser humano, né, para mim. Eu não consigo explicar talvez as coisas do cosmo, as coisas do universo, o tamanho do universo, se são muitos e não são, se buraco negro. Essas coisas eu não sei explicar, mas naquilo que concerne a minha vida terrena, eu tenho procurado compreender esse mandato e compreender essas leis cada vez mais para que a vida deixe de ser apenas uma sequência de fatos e circunstâncias em que a gente vai torcendo para serem felizes e vai lamentando quando não são. Para passar a ser uma vida cada vez em que eu sou mais dono de mim mesmo. Que cada vez mais eu possa encontrar essa felicidade dentro de mim que independe dos fatos e circunstâncias da vida. E começar a errar menos por conta disso. Eu tenho errado menos já, muito menos do que eu errava quando eu era um jovem adulto, muito menos do que eu errava há 20 anos atrás, há 10 anos atrás. Também parece que esse tema — e a gente combina aqui o estudo do capítulo 14 — é um dos temas talvez de maior transcendência para vida espiritual. Talvez não seja realmente uma coincidência que ele é o último capítulo do livro sobre O Mecanismo da Vida Consciente. Tem uma parte final que eu vou me dedicar no próximo podcast, mas eu espero que essa reflexão te sirva assim para pensar nesse… talvez seja a hora da gente buscar esse contrato, né, cada vez com mais clareza. Eu penso que a Logosofia oferece exatamente isso: nos explicar qual é a regra, qual é o jogo, qual é a engrenagem, quais são as leis, o que que é que a gente está fazendo aqui para cada um possa decidir por viver uma vida cada vez mais elevada, plena e feliz. Boas reflexões, fique bem e até o próximo podcast.