Latest / Logosofia no Dia a Dia / As Duas Mentes: Como Ativar Sua Mente Superior e Viver em Um Plano Diferente
Transcript
- Oi, é o Ronny, tudo bem? Sabe que da onde eu fico sentado aqui no sofá estudando, eu fico olhando para a janela. Eu vejo muitas árvores, que estão também aqui na frente da janela. E ao mesmo tempo dentro de casa, aqui embaixo da janela, tem as plantas de casa — as que minha mãe cuida e a minha plantinha. E eu fico observando só o fato de olhar para ela. Gosto todo dia e eu gosto muito de, e valorizo muito. Gosto muito de ficar olhando para as árvores também, de contemplar essa beleza toda. Mas ao longo dos anos, o que eu percebo é assim: a vida, claro, dessas plantas é uma vida extremamente restrita. Ou seja, óbvio a gente já sabe disso, mas pensa nisso como uma realidade da vida desses seres. No nível que eles estão de existência, nesse reino vegetal em que eles vivem, do qual fazem parte, a vida é isso. Eles não mudam. Não é só não mudam. Não há na vida das plantas, das árvores — afora o crescimento e a renovação constante — não há possibilidades mais elevadas que essa. Obviamente, que nem caberia. Parece bobo o que eu estou falando, mas agora pensa o seguinte: a gente tem a sensação de que a vida é muito mais importante do que a vida das plantas, claro, óbvio. Por outro lado, eu conheço muita gente e vivi anos da minha vida limitado pelas experiências da vida comum terrena, física, em que elas não tinham outro significado para mim do que aquilo que elas cumpriam. Ou seja, eu dediquei muito tempo, parte da minha vida ao longo desses mais de cinquenta anos — lógico, os primeiros anos não, era criança. Mas assim, vamos dizer, os últimos, vamos dizer facilmente, os últimos quarenta anos, quase — vai, trinta e cinco anos, quarenta — eu dediquei muito tempo desse espaço, uma boa parte desse espaço mental, de vida, de tempo, apenas cumprindo as funções básicas de um ser humano vivendo na Terra. É só assim: "Ah, Ronny, mas isso não é ruim, né?" Ah, não, a gente, né? OK. Mas você imagina que se houvesse um ser de um reino mais elevado, mais evoluído que o humano, observando a minha vida, talvez ele fizesse durante uma boa parte da minha vida uma observação igual, falando assim: "Ah, tadinho do Ronny. Ó, lá. Ele vive a vida dele de humano, achando que está em muita atividade e está em muita atividade." E olha, voltando às plantas — há muita atividade acontecendo por trás do que os olhos veem, obviamente. As plantas e as árvores estão retirando nutrientes do solo, da água, assim como utilizando a energia, o calor e a luz do sol para realizar fotossíntese. E aí o crescimento está correndo. Bom, a minha filha que está se tornando, está se formando em biologia daqui a pouco, poderia dar uma pequena aula para mim nesse sentido e mostrar como há uma vida enorme, enorme — há uma vida intensa ocorrendo nas plantas. Então, não é que não acontece nada. Então, imagina que esse ser, imaginário, digamos assim, tivesse olhando para mim falando assim: "Olha, o Ronny cheio de atividade, uma vida repleta de desafios, experiências, aventuras, viaja, faz, não sei o quê, acontece, legal. Passa o dia na rua de um lado para o outro, falando com um monte de gente, reunião aqui, reunião ali. E já puxa, olha que legal, ele consegue lá no trabalho dele fazer isso, realizar isso ao longo dos anos, muito legal, tal." Bom, OK. Mas do ponto de vista de um ponto de vista de observação superior ao humano ou ao meu atual, pode ser que eu mesmo observasse a minha vida e falasse assim: "Nossa, que vida limitada. Porque ele simplesmente repete as coisas ao longo da vida toda dele. E sem um propósito que o eleve ou que dê um significado permanente ou eterno para tudo isso." Bom, sorte a nossa então, que talvez não tenha ninguém nos observando num reino superior. Mas, se a gente é capaz de fazer essa reflexão, a gente é capaz de alcançar essa condição superior em que a gente pode e possa sempre olhar para nós mesmos — vamos dizer assim — estimular, ou esperar, ou inspirar que nós mesmos nos tornemos um ser superior ao que fomos e ao que somos ainda. Você fala: "Ah, Ronny, mas para que esse trabalho, né?" Faz lembrar até essa pergunta — meio que até eu me pergunto isso. Surge o pensamento na minha mente: "Ah, para que todo esse trabalho, cara? Segue aí vivendo a vida. Você já vive uma vida que você sente super feliz pelo que você já sabe, já conhece, já realiza, já observa, já vive internamente." É, verdade. Mas a gente não pode se contentar com pouco, né? É só: "Ronny, mas não vamos desvalorizar o que a gente já conquistou." Não, não é desvalorizar o que a gente já conquistou, o que a gente já sabe, o que a gente já vive. Mas assim, se há uma potência, uma possibilidade na mente criadora da qual somos parte integrante — como súditos da criação — se há um plano, se há uma possibilidade de cada um de nós transcender em muito essa vida que basicamente é uma vida limitada a viver os problemas e os fios, experiências terrenos, per se, como se eles fossem o próprio objetivo da vida. Se há uma possibilidade de cada um de nós religar o sistema, esse mundo interno, religar todos esses sistemas, a engrenagem que está pronta, mas em desuso, em ferrugem, esperando para ser colocada em movimento. E cada um de nós alcançar essa condição de viver a vida terrena, mas de um plano superior ao atual, com a consciência já desperta e a consciência determinando já um novo significado para cada experiência humana. Poxa, o que diabos eu estou fazendo ainda vivendo uma parte da minha vida no plano inferior. É essa a pergunta que eu me faço com sinceridade. Por que que eu ainda vivo uma parte da minha vida, do meu dia desconectado a essa realidade — ou seja, inconsciente — e simplesmente cumprindo ou fazendo coisas, resolvendo coisas, alcançando coisas às vezes e vivendo experiências per se, como se o objetivo da vida fosse viver só essas experiências e passar por elas. E ainda muitas vezes — não mais, mas eu reclamei das experiências. Muitas vezes eu lamentei as experiências, especialmente as que não eram favoráveis ao que eu queria. E quem não, né? Se alguém não faz isso, é só olhar ao redor e vai ver quanta gente reclama ou lamenta das experiências que passa na vida ou das circunstâncias e fatos que não são favoráveis atualmente em algum sentido, em algum quesito da vida. Faz sentido isso que eu estou te falando? Faz, né? A gente vai se mover agora. A gente já se move para o próximo capítulo. E o próximo capítulo — é — essas reflexões todas, obviamente, surgem desse estudo desse próximo capítulo. Ou seja, do estudo do avanço dessa lógica que a Logosofia vai apresentando, nos colocando cada dia numa condição um pouco melhor de compreender o todo. Mas o capítulo 8, ele trata do sistema mental. Trata das duas mentes, trata do próprio funcionamento desse sistema, do uso desse sistema e das possibilidades conscientes de se viver ou de se operar esse sistema, de se experimentar o que que é a vida espiritual. Que nada mais, nada menos é que dar o conteúdo essencial, transcendente para a vida, onde a gente deixa de participar apenas com uma parte de nós da vida terrena. E a gente coloca em movimento toda essa engrenagem que, obviamente, não é física, é metafísica. E que, vamos dizer assim, traduz-se, pode-se traduzir no conteúdo espiritual da vida. Então, o capítulo 8 vai dar uma explicação tão clara, tão lógica sobre o funcionamento desse sistema. E é quando fica claro, obviamente, igualmente, que eu estou desperdiçando uma parte da minha capacidade, uma parte dessa engrenagem. A gente usou uma parte minúscula dessa engrenagem até hoje. Ou até hoje não. Mas durante boa parte da nossa vida, a gente usou uma parte minúscula da engrenagem, dessa máquina, desse sistema todo mental. Que a gente usou, como eu falei, para sobreviver durante todos esses anos. E como eu falei, muitas vezes eu reclamei, lamentei estar apenas sobrevivendo. Mal, mal sobrevivendo. Quando eu falo sobrevivendo, não é passando necessidade. É apenas assim, passando os apertos da vida. E ele falou: "Ufa, nossa, que aperto que foi isso, hein? Que experiência dura, que difícil, que sofrimento, que angústia, que ansiedade que essa experiência me dá." Quantas e quantas experiências que eu vivi, eu não vivi assim apenas. Mas o que eu posso te dizer com tranquilidade é assim: ao longo dos anos em que eu fui me aproximando cada vez mais e sigo me aproximando desse conhecimento que eu busco — e não paro de buscar, porque são as porções de verdade, da verdade que eu sempre busco, sempre busquei e continuo buscando — esse sistema mental, ele vai entrando em funcionamento como nunca esteve antes. E aí dá para compreender claramente por que esse sistema se organiza em duas esferas. A mente que trata dos assuntos comuns da vida — e que foi a mente que eu passei a maior parte da minha vida funcionando com ela, trabalhando só com ela — mas então há a possibilidade de que a mente superior, essa outra esfera do sistema mental, trate da vida de uma forma agora única, vamos dizer assim, divinamente única. E a gente passa, começa, ou passa a começar e inicia e segue podendo experimentar a vida humana de uma forma que a gente nem imaginava antes. Eu tenho certeza que se você ler esse capítulo, ao ler esse capítulo, com essas reflexões iniciais, você vai sentir — você vai — desse tempo você vai sentir alguma coisa assim que fala: "Puxa, tem algo aqui que é muito grande de conceito e de conteúdo e de valor." E a gente precisa junto ir atrás desse tesouro. Ou seja, a gente precisa ir cavocando aqui para poder encontrar esse tesouro, entender o valor disso. Porque é o conhecimento que transforma completamente a experiência da vida humana. Bora? Bora junto, né? Boa leitura, boas reflexões, fique bem. Até o próximo podcast.