Latest / Logosofia no Dia a Dia / A Internet, o DNA e o Humanismo: Como Ignorar Nossas Potencialidades
Transcript
- Oi, é o Ronny, tudo bem? Eu penso que não tem fato mais claro e mais elucidante para a gente entrar no próximo capítulo — que é o capítulo de um tema único, que eu nunca vi, nunca tinha estudado em outro lugar na vida — do que, por exemplo, observar como a gente está acostumado apenas ficar na superfície das coisas. Eu estava observando, por exemplo, em geral, a gente usa só uma parte muito limitada das ferramentas que a gente tem. Seja qual for. Por exemplo, internet. Em geral, a internet é usada desde que ela surgiu para o público, na década de noventa. Ela é usada para pesquisa de site, de compras, de entretenimento, especialmente hoje em dia. Ela acabou derivando para ser um devorador de tempo. Então as pessoas usam a conexão com a rede mundial. Vamos recordar que a internet é uma conexão, é um sistema de conexão de computadores no mundo inteiro. E imagina, hoje não são só computadores — são bilhões, bilhões de celulares e de computadores conectados e de coisas que já hoje em dia se conectam à internet automaticamente também. E tem uma boa parte da humanidade que usa essa conexão, esse sistema para matar o tempo, para ficar rodando para baixo na tela em várias redes sociais, por exemplo. E poxa, a gente sabe como se a gente se deixa fazer isso — ele é literalmente uma devoradora da vida. Porque devora o tempo, o tempo é vida. Mas eu estou dando exemplo de que assim, obviamente que há um uso muito útil dessa ferramenta. Óbvio. E a gente faz também, cada um de nós mais focado naquilo que usa, que tem interesse e tudo isso. Então para compras, por exemplo, é sensacional. Para quizzes, é sensacional. Enfim, acho que todo mundo hoje tem já um uso bem diverso dessa ferramenta. O ponto é que todas as pessoas que acabam usando a internet apenas para matar o tempo, por exemplo, basicamente matar o tempo, e as pessoas que usam a internet para facilitar a vida de várias formas estão usando a mesma ferramenta. Mas a limitação no uso ou o desconhecimento que se tem sobre a ferramenta que se está usando limita em muito a experiência. Concorda? Faz sentido o que eu estou falando? Faz, é? Eu vejo minha mãe, por exemplo. Minha mãe — eu moro com a minha mãe e minha mãe é uma senhora. E ela tem um uso de internet mais limitado. Não é para ficar só se entretendo, vendo coisa que ela se entretém. Mas ela faz uso para e-mail. Se ela se comunica muito por e-mail com as pessoas, com as coisas que ela atende, as atividades que ela atende ainda, tal. Mas ela não usa a internet muito para outras coisas da vida do dia a dia. E isso limita, acaba assim deixando na mesa um monte de possibilidades de facilitar a vida dela. Mas por quê? Porque é um hábito que ela não se adaptou necessariamente a esse hábito, não conhece, não entende muito o funcionamento. Então ela desconfia com razão, porque obviamente tem gente que usa ferramenta para dar golpe e tudo. Então a gente sabe como é que é. Então assim, o uso que eu faço dessa ferramenta e o uso que a minha mãe faz, por exemplo, são muito diferentes. Tanto é que eu estou aqui falando com você por conta dessa ferramenta. Vamos fazer um — vamos — então, ficou claro, a imagem. Está bom. Vamos pegar uma outra analogia. O nosso, a nossa partícula básica da vida fisiológica, da vida humana, é o código fonte da vida do corpo — ou seja, o DNA. Um DNA tem toda a instrução. Nesse tamanho gigantesco dele, ele tem toda a instrução que o corpo precisa para ir combinando elementos, proteínas, em geral, para realizar instrução dos tecidos, órgãos e tudo. Você fala assim: "Nossa, é verdade, Ronny? Está aí um negócio misterioso. Como é que aquele DNA tem essa instrução toda e sabe fazer tudo isso?" Belíssima pergunta. Se a gente não abre um parênteses — se a gente não aproveitar para se surpreender nessa realidade do DNA com a inteligência do criador — fecha parênteses — a gente está perdendo uma bela oportunidade de reconhecer essa inteligência presente, onipresente, onisciente. Mas voltando ao ponto: o DNA tem todo código. Ele é um código, um código fonte que deriva toda potência que tem lá em potência o desenvolvimento de uma vida humana no seu aspecto fisiológico, nas suas melhores condições. Tem um monte de gente que desenvolve essas potencialidades e tem uma saúde maravilhosa. E eu, por exemplo, passei a maior parte da minha vida não aproveitando essas potencialidades. Então, ainda que exista um plano — existe, um plano para que o ser humano aproveite o corpo e tenha uma saúde muito boa para poder realizar o que ele veio realizar aqui na terra, da forma mais saudável possível, e viver cuidando desse corpo e desenvolvendo da forma mais saudável possível — eu simplesmente ignorava toda essa informação, essa capacidade do corpo. E eu simplesmente arrastava meu corpo da forma como eu queria durante décadas. Isso é assim. Eu olho para trás e falo assim: "Poxa, por que que eu demorei tanto para decidir e atuar ou viver de acordo com a capacidade, a potencialidade e o plano que o meu DNA prevê para mim? Por que que eu demorei tanto tempo para poder me alinhar? Por que que eu demorei tanto tempo para me ajustar ao plano divino para o desenvolvimento do corpo humano saudável?" Saúde traz tudo. Se você perde saúde, não adianta ter mais nada. Saúde é básico, é essencial. Mas veja que interessante. Ter uma potência, uma potencialidade ou descobrir que a gente pode ser — como eu falei — ou seja, o uso daquela ferramenta, qualquer ferramenta, como a internet, ou descobrir a potência, a capacidade que podemos ser do ponto de vista do corpo físico, por exemplo, fisiológico. Qualquer um desses exemplos mostra o seguinte: uma coisa é saber que existe a potência, existe a possibilidade de uso, de vivermos com o benefício máximo dessas ferramentas ou dessa potência. Mas é uma opção que cada um de nós realiza — se vai desenvolver essa potência, essas possibilidades ou não. Quer dizer, é uma opção. Eu acho que não é uma opção, porque assim, no caso, a internet é uma opção. Mas no caso do corpo é que a gente só vai desenvolver e ficar mais alinhado ao plano, ao que as potências previstas, quando a gente está mais consciente delas e quando a gente começa a se preocupar mais com a vida. Muito bem. Agora, o que que isso tem a ver com o capítulo doze que a gente entra nele hoje? O capítulo doze é sobre o humanismo. Aí você fala assim: "Nossa, Ronny, o que que é o humanismo?" É a ciência que estuda o ser humano. Humanismo é um movimento que acho que, se não me engano, nasceu no Renascimento. Surgiu no Renascimento, quando começou a se olhar para as capacidades da inteligência humana, da sensibilidade humana em arte, em conhecimentos, em avanços. E perceber que o ser humano deve — a gente deveria valorizar em nós mesmos essas capacidades inteligentes. Mas eu penso que foi um movimento realmente que eu mesmo não vi ele ser citado para mim ao longo da minha trajetória de escola. Esse não foi um movimento que conseguiu estabelecer um conceito claro sobre o que ele buscava. Eu acho que a origem do movimento eu entendo. Quer dizer, era preciso ressaltar as qualidades e capacidades humanas na medida que elas iam se manifestando a partir do Renascimento em muitas criações e soluções e avanços. Mas a gente não — acho que a gente perdeu essa linha. E a Logosofia agora ela joga uma luz sobre o humanismo. Porque assim, o humanismo do ponto de vista logosófico é o que eu não tinha nem pensado. Por quê? Porque eu realmente não tinha pensado do ponto de vista espiritual, consciente, qual é a potencialidade da minha vida como ser humano e o que que isso derivaria de possibilidades para a humanidade. Eu não sabia de nada disso. Veja, ninguém tinha me instruído sobre isso antes. E quando a Logosofia vem e faz uma explanação tão clara, tão direta sobre esse ponto e foca o humanismo nessa óbvia realidade de que ele — o humanismo — parte do conhecimento de si mesmo, na profundidade do próprio mundo interno. E esse conhecimento logosófico ele parte dessa — ele joga luz nessa realidade. Mas ele conduz cada um de nós a desenvolver essas aptidões e qualidades que determinam o ser humano na sua potência máxima. O problema é que eu não sabia quais eram as do ser humano, minhas. Eu não conhecia nada. Eu vivia alheio a essa realidade. Eu vivia a minha vida terrena praticamente alheio às potências, a essas possibilidades mais elevadas e mais divinas que cada um de nós já tem. Mas que enquanto não se joga uma luz sobre elas, elas ficam ali no escuro. A gente ignora. E enquanto a gente ignora, a gente não vai conseguir aproveitar nada delas, praticamente. É como se a gente não conhecesse. E essa é uma afirmação que eu posso fazer com tranquilidade, porque obviamente eu converso e convivo com um monte de gente faz décadas na vida. E eu sempre tive interesse de falar sobre a vida, sobre os mistérios da vida, sobre os desafios da vida desde de jovenzinho. E o que eu encontrei sempre foi um desconhecimento do que que é a essência humana. A ponto de realmente se aceitar a ideia de que nós somos apenas um animal racional. Veja só, tem a Ronny, mas biologicamente nós somos muito parecidos com os animais. Sim, claro que sim. Mas o fato da gente ser parecido com o macaco fisiologicamente e com os animais em geral na construção do corpo fisiológico — a característica humana determinada por essa essência espiritual consciente nos lança anos luz de distância do reino animal. O problema é que como eu ignorava essa essência, essa capacidade humana, essa configuração, essa realidade, eu podia continuar vivendo minha vida apenas como um animal racional. E pior — a gente vê como uma parte da humanidade vive praticamente como um animal quase irracional. Haja vista a quantidade de problema na convivência humana no mundo, partindo da convivência que eu sempre recordo nossa com cada um dos que se vincula à nossa vida. E até o caos dessa convivência entre povos e as massas sendo manipuladas por pensamentos de fundos. E o caos que a gente está metido atualmente. Nunca foi tão importante — nunca foi, para mim, na minha compreensão, tão importante — se descobrir, se compreender o que que é o humanismo sob a ótica da Logosofia. E como é um tema que praticamente eu não tratei em lugar nenhum da minha vida, eu sugiro fortemente que se aproveite o final de semana ou quando você estiver ouvindo esse podcast para fazer a leitura desse capítulo. Vai, como sempre, vai demandar poucos minutos, mas vai valer anos. Eu te garanto isso. Boa leitura, boas reflexões, fique bem e até o próximo podcast