Latest / Logosofia no Dia a Dia / Hemograma da Mente: Glóbulos Vermelhos e Brancos dos Pensamentos
Transcript
- Oi, é o Ronny, tudo bem? Sabe que no último podcast eu fiz essa analogia do sangue em relação aos pensamentos? Eu fiquei pensando muito sobre ela, porque não tinha me dado conta do quão boa essa analogia é para eu entender tantas coisas da minha vida. Eu já me senti várias vezes meio "anêmico" mentalmente, sabe? Anemia, aquele problema da falta específica de ferro no sangue. É uma característica fácil de identificar porque a pessoa fica mais amarela. Mas nós não damos muita importância para os problemas no sangue, só quando temos algum sintoma. E muitas vezes não sabemos qual é o problema. Talvez seja uma das coisas mais difíceis de sabermos, pelo menos como leigos. Eu tenho muita dificuldade de entender quando tive ou se tenho um problema no meu sangue, porque dependemos dos sinais que o corpo dá, e isso já é tardio. Essa parte fisiológica do sangue é um negócio meio misterioso para nós. Como roda no automático, não conhecemos, não entendemos, não acompanhamos. Eu não sei o que está acontecendo neste instante no meu sistema circulatório. Só sei que está tudo bem porque, pelo menos duas vezes por ano, eu doo sangue e saem exames básicos. E quando vou ao médico, ele pede exames supercompletos, e se tiver algo desequilibrado, ele pega. Agora, se temos dificuldade de perceber qualquer desequilíbrio na saúde do corpo, quanto mais identificar problemas mentais, psicológicos, anímicos em nossa vida. Mas vou te falar uma verdade: aquela sensação de cansaço mental, de confusão, de pessimismo, de falta de vontade... Quantos estados mentais nós não vivemos, cujos reflexos duram um tempão? Podemos viver anos assim, sem nos dar conta de que estamos com uma deficiência, que está faltando algo ou que há algo errado nesse elemento que circula pela mente: os pensamentos, que são como o sangue material da mente. Esse problema é mais sério do que não saber como está o sangue do corpo, porque os exames de rotina resolvem. Eu mesmo percebo que na minha mente circulam, às vezes, ideias e pensamentos que não estão nutrindo nada. Começa a haver aquela luta interna, aquele cabo de guerra. Pensamentos de preocupação roubam uma energia enorme. A crítica inflama o ânimo. E há aqueles pensamentos que são só inúteis, mas que ocupam um espaço danado. Ao entender a concepção logosófica sobre os pensamentos, vemos que eles não são apenas impulsos; eles têm vida própria. Atuam como as células do nosso organismo mental. É uma analogia muito boa, dá um match muito bom. Imagina que os glóbulos vermelhos no sangue são os pensamentos bons, construtivos, de bem. Eles carregam oxigênio, propósitos, alegria, conhecimento. São esses pensamentos que nutrem e dão cor, dão vitalidade ao nosso estado interno. Temos que nos esforçar para ter uma população saudável de "pensamentos-glóbulos vermelhos". Temos também os glóbulos brancos, que são os elementos de defesa do organismo. Na mente, temos os pensamentos de defesa e de seleção. São aqueles que observam, analisam. Às vezes, eu não consigo perceber, estou com a mente com poucas defesas, como se os pensamentos de defesa estivessem de folga. É horrível, porque fico muito vulnerável, como se o sistema imunológico da mente estivesse enfraquecido. O grande insight que um conceito como esse nos apresenta é que é preciso desenvolver a capacidade de identificar e selecionar esses elementos. Não podemos ser atores passivos. Do ponto de vista mental, não dá para ser essa figura passiva, esperando que os "órgãos" da mente realizem a limpeza. Porque, diferente do corpo, nós temos um órgão interno maravilhoso: a consciência. Do ponto de vista da concepção logosófica, a consciência deve exercer essa função determinante na vida interna, como uma gestora. É quase como se fôssemos o cientista da própria mente, observando o que circula nela, aprendendo a identificar cada "célula-pensamento". O método logosófico apresenta exatamente o que é necessário para nos capacitarmos a ter pensamentos da melhor qualidade. A prática e o estudo desse conhecimento cumprem a função que os rins e o fígado realizam: eliminar toxinas e fortalecer o que é nutritivo. A realidade dos pensamentos, quando começamos a entendê-la, vai nos mostrando que temos a capacidade de escolher quais elementos vão circular na mente. É como se eu te perguntasse agora: como está a qualidade do seu "sangue mental" hoje? Se você fizesse um hemograma da sua mente agora, o que encontraria? Mais elementos nutritivos, mais oxigênio, ou mais toxinas? Fica essa reflexão: precisamos assumir uma função mais direta e determinante na nutrição da mente e dos elementos que circulam nela. Ou corremos o risco de seguir experimentando as consequências negativas de uma série de elementos que não devem mais circular ali, pois não se alinham a uma vida cada vez mais elevada, feliz e consciente. Bom, boa leitura, boas reflexões. Fique bem e até o próximo podcast.