Latest / Logosofia no Dia a Dia / O Erro Que Me Fez Perder Anos no Autoconhecimento (E Como Você Pode Evitá-lo)
Transcript
- Oi, é o Ronny, tudo bem? A vida... A gente tem que se adaptar, né? Aliás, a vida é um constante desafio — ou pelo menos uma constante oportunidade, vai — da gente se adaptar. E se adaptar significa... O que significa se adaptar? Ceder? Não, não é ceder. Isso é importante notar essa diferença. Se adaptar é exercer um poder sensacional, que é esse poder de... Não dá para lutar. É o poder de entender que não dá para lutar contra o que a vida vai oferecendo, as experiências e os fatos que ocorrem. O que a gente pode fazer, obviamente, é ir construindo uma vida que vai evitando fatos ruins dentro do possível, favorecendo fatos felizes. Mas ainda assim, vão vir fatos, circunstâncias, acontecimentos, experiências que a gente não quer viver. Desde as mais simples às mais complexas. A mais simples, por exemplo: ó, hoje eu tô... Não consegui dormir porque tô congestionado e não consigo dormir ainda. Isso é meio da madrugada. Para mim já é hora de estar dormindo há muitas horas. E aí eu falo: "Bom, o que que eu faço então?" Eu posso ficar nervoso, ansioso, mal, de qualquer coisa. Ou o que eu decidi fazer foi: então, vai, vou estudar, vou aproveitar e vou gravar o podcast já da manhã, daqui a pouco. A adaptação é um poder que se exerce. Eu falei... Dei um exemplo bobo, que é esse do momento atual meu. Mas eu lembrei disso porque a adaptação ela só pode ser quando a gente começa a compreender que a experiência da vida é algo que a gente não tem o controle total. Isso é uma coisa que eu demorei para... Demorei para aceitar, sabe? Eu sempre achei, desde a juventude — especialmente depois, nas duas, quase 2 décadas seguintes — eu achei que a vida ia ser o que eu quisesse. Eu já falei isso aqui antes para você. E foi um engano, claro que foi. Eu tinha essa crença, essa... É uma crença mesmo em mim mesmo, achando que eu era quase um Deus de mim mesmo, que as coisas iam acontecer de acordo com a minha vontade. O fato é — e nós sabemos disso — que as coisas não acontecem somente de acordo com a nossa vontade. Então, olha só que interessante: eu podia continuar acreditando nisso, de que eu tinha o controle da minha vida, e eu estaria vivendo os últimos anos, muitos anos, sofrendo muito. Por quê? Porque a vida aparentemente saiu do meu controle em vários pontos de vista, ou em várias formas de se conceber o dia a dia. Ou pelo menos, vamos dizer assim, que por conta das minhas escolhas — vamos dizer melhor do que "sair do controle" — por conta das minhas escolhas e por conta das circunstâncias e fatos que eu não controlo, eu entrei em caminhos e fui vivendo experiências muito específicas. Se eu não tivesse mudado mesmo o meu conceito sobre a vida, eu estaria hoje tentando dar de cabeça com a parede da realidade. E quanta gente a gente não vê que olha para a realidade, olha para os fatos que vive e bate de cabeça com esses fatos. E machuca. Claro que machuca. Não machuca fisicamente, mas machuca de diversas formas, de várias formas. A gente precisa ir mudando o conceito que a gente tem sobre tudo ao longo da vida. Isso é um fato que para mim é muito claro, hoje é muito óbvio. Exatamente porque a nossa compreensão sobre a vida vai se ampliando, vai se superando, vai melhorando, vai ampliando. E não é possível permanecer com os conceitos que serviam quando a gente tinha uma compreensão mais limitada. Você concorda comigo? É igual pegar uma criança. Que conceito de planeta Terra tem uma criança? Aquele conceito do desenho do planeta Terra desenhado, bonitinho, tal. Ela não tem ideia das dimensões, a criança não tem ideia das proporcionalidades. A criança acha que... Quando vê o globo assim ou vê um desenho da Terra, acha que basicamente essa bola é uma bola cheia, feita de água. Enquanto quando a gente cresce, a gente descobre que a água é uma camada finíssima. Nem uma unhazinha ela é no planeta. É nada. Tem muito pouca água. Na superfície tem muita água, mas o planeta é um planeta rochoso, com uma camadinha minúscula de água na superfície, bem minúscula mesmo. Ou seja, eu tô dando um exemplo só para lembrar de como é que eu via quando criança o que que era o planeta Terra. E assim como eu via e entendia de forma muito limitada sobre o planeta Terra, eu vim sempre de forma muito limitada tentando entender minha vida. Eu acho que o ser humano em geral faz isso. Ele vai tentando entender a própria vida e as experiências que vive sob a luz dos conceitos que tem. Não é à toa que a gente de vez em quando fala assim: "Ah, fulano parou no tempo". A gente não fala isso? Fulano parou no tempo. Quando a pessoa se manifesta de forma assim meio... Ah, o cara tá com um conceito lá de antigamente, já mudou, já descobriram coisa nova. Já se avançou, a ciência avançou muito em tanta coisa, e a pessoa às vezes parada no tempo. Por quê? Porque a sensação é essa. É que a gente às vezes para no tempo e a gente não evolui junto com os conceitos que a gente poderia contemplar já, porque já tem acesso a novos conceitos melhores. E quanto mais conhecimento a gente busca, vai mudando a forma como a gente compreende tudo. Aí eu lembrei de outro exemplo aqui. A humanidade durante muito tempo achou que a gente era... Que a Terra era o centro do universo. A gente devia se sentir muito importante quando a gente acreditava nisso. E depois a gente foi descobrindo o funcionamento do universo — que a gente consegue perceber, consegue observar — e viu que não era bem isso, longe disso. A gente não era o centro de nada. Aliás, bem o oposto. E muitas outras tantas coisas que a gente foi aprendendo ao longo da vida. E quanto mais conhecimento a gente adquire, maior é a possibilidade da gente receber a vida de uma forma mais ampla. Então, não é à toa que a gente viaja. Quando a gente viaja para um lugar que a gente não conhece, de alguma maneira a experiência da vida terrena se amplia. A gente passa a conhecer um lugar que a gente não conhecia — às vezes é um país, é uma região, não importa. Então, vamos pensar que se tudo isso que eu falei tem sentido — é lógico, e a gente já experimentou isso de diversas formas, experimenta isso em diversas formas — a gente precisa olhar para essa parte mais importante dessa jornada humana. Porque não é a minha jornada, nem a sua. A jornada humana, me parece, que não tem como escapar de ser a jornada pela busca da compreensão sobre o todo. Você concorda comigo? Claro que tem exceção. Tem gente que parece que tá totalmente desconectada dessa busca. Mas vamos pensar assim: em geral há uma inquietação, uma ansiedade, uma alguma coisa incomodando todo mundo, porque se quer entender a experiência humana. E daí vem muita ansiedade, muita inquietação, muita angústia, porque a gente não entende. Até que a gente tenha mais conhecimentos e adquira conhecimentos à altura dessa explicação, a gente fica nessa condição de "eu preciso encontrar esse conhecimento, eu preciso entender, eu preciso saber". E aí a gente se depara... E eu quero... Estou fazendo essa reflexão para dizer o seguinte: eu demorei muitos anos para valorizar como eu valorizo hoje o conhecimento logosófico, a potência que os conceitos que a Logosofia oferece. Demorei muitos anos para perceber o tamanho, a potência desses conceitos. E você não... Eu não queria que você demorasse também, nada. Que se perdesse seu tempo com distrações. Os conceitos logosóficos são conceitos que permitem cada um de nós dar passos largos, decididos, firmes. Porque de fato, quase todo ensinamento que eu consigo compreender é de uma lógica muito grande. E às vezes eu demoro um pouco para perceber a lógica, mas assim, não tem um conceito logosófico, um ensinamento que a Logosofia apresenta que é ilógico. Eu sempre sinto esse aval da minha mente avalizando pela lógica, pela clareza, pela justa medida em que o conhecimento logosófico, o conceito que a Logosofia nos oferece, vai fazendo... Vai encaixando nas minhas observações, nas minhas reflexões e nas experiências que eu vivo na vida. Se a gente começar a perceber que a gente tem nas mãos um conceito extremamente potente — e é um conceito que é potente porque é um conceito que vem para que a gente realize um processo de Evolução Consciente — quando a gente começa a entender isso, a gente tem capacidade de extrair muito mais. Porque eu perdi muito tempo, como eu tava falando, achando que o conhecimento logosófico era mais um conhecimento. E isso foi uma perda de tempo. E eu não quero que você perca uma fração do tempo que eu perdi. O tópico seguinte, nessa primeira lição sobre a Logosofia, trata exatamente disso. Ele chama Potencialidade dos Novos Conceitos. Porque é uma reflexão — na verdade, é uma reflexão, mas gera reflexões muito claras de que, se esses novos conceitos que a Logosofia apresenta têm a potência, a capacidade de nos abrir um horizonte que é muito mais amplo do que o que a gente tem até então, ou viver uma vida de forma muito mais ampla do que a gente viveu até agora, a gente precisa olhar para esses conhecimentos, para esses conceitos dessa forma, para que a gente não desperdice nem mais um dia, ou uma semana, um mês, nada. Para que você e eu possamos cada vez mais mergulhar nesse conhecimento, entendendo que eles têm essa potência transformadora da vida em cada um deles, desses ensinamentos, tópicos, temas, o que seja. E tratá-los assim como uma potência, porque eles vêm para modificar a forma como a gente percebe, vive e sente a própria vida. Vale a pena fazer uma reflexão detida sobre o que o González Pecotche tá explicando nesse tópico. E espero que você sinta esse estímulo que eu também tô sentindo de falar assim: "Eu preciso aproveitar mais esse conhecimento. São novos conceitos para edificação de uma nova vida, uma nova forma de viver a experiência terrena". Boa leitura, boas reflexões, bom estudo. Fique bem e até o próximo podcast.