Latest / Logosofia no Dia a Dia / Você Está Olhando Para as Estrelas? Ou Deixando Que Elas Iluminem Sua Mente?
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- Oi, é o Ronny, tudo bem? Hoje eu estava pensando em um momento muito significativo da minha vida, e eu gosto sempre de contar esses momentos, né, e recordar de coisas da minha vida, porque é nessa ligação — vamos dizer assim — é costurando, né, cada um desses fatos da vida, fatos que eu digo, experiências e momentos da vida, que a gente consegue... também... e dando um significado... para a trajetória toda de cada um de nós. Esse é um exercício que eu aprendi a fazer com a Logosofia também, de ir assim, deixando de ser um monte de retalhos, né, a vida, e costurando essa colcha. Ainda que pareça uma colcha de retalhos pareça um negócio meio disforme, quando a gente costura os retalhos — que são, nesse caso, momentos diferentes da vida, experiências diferentes da vida — se a gente consegue unir tudo isso, né, esses momentos, esses trechos da vida, experiências, num fio ou com um fio da própria existência, a vida vai deixando de ser um acúmulo de retalhos e vai se tornando um... no caso, uma colcha, né, mas que seria exatamente o quê? Seria algo que nos dê significado. Em especial, que a gente possa ter um olhar, ter a consciência cada vez maior sobre o todo da vida, e não só viver a vida em suas épocas diferentes, como se fossem, de fato, retalhos. Mas uma recordação do que eu me referi — não sei se você sabe — mas há uns 20 anos atrás, eu morei alguns anos fora do Brasil, a trabalho, mas eu morei num lugar muito peculiar, muito peculiar. Eu morei numa... nas Bahamas, isso é ali praticamente o Caribe, né, é a fronteira entre o Caribe e o Oceano Atlântico, já na América do Norte. Bahamas é um lugar que, na verdade, é uma região mais rasa ali do solo terrestre, né, que tem um monte de ilhas, centenas de ilhas. O país é feito de centenas de ilhas, e eu morei na capital, que é uma ilha bem pequenininha também, com pouquíssima gente, mas era um lugar, obviamente, paradisíaco, né, esses lugares que a gente olha em propaganda de agência de turismo, que eles mostram aquela água transparente, azulada, aquela areia branca, né. É um lugar que, obviamente, tão lindo quanto o que existe de mais lindo no Brasil, em termos de praias, mas diferente porque aqui a nossa água é mais desverdeada, no Caribe a água é mais azulada. Mas o ponto não é esse. O ponto é que eu morei num lugar que era um condomínio na beira da areia, de predinhos pequenos, de três andares. Eu morava num apartamento térreo, que eu tinha uma varanda, e a varanda descia uns dois degraus ou três degraus, descia para um gramado. Depois o gramado já dava na areia, aí tinha uma descidinha assim para... ele era um pouco elevado para proteção, né, aí tinha alguns degraus assim que descia na rocha para a praia. Mas era assim, dois metros acima do nível do mar, né, dois metros, uma coisa assim. Nesse condomínio tinha um... engraçado... tinha um, eu não sei como é que chama isso, mas é um ponto, tipo assim, imagina um deck, sabe esses decks igual de marina, de barco, que você vai andando para dentro, assim, do mar, e aí tem os barcos presos no deck, mas é um deck que acabava num... tipo num quiosquezinho, de teto de palha, assim, sabe aqueles negócios bem característicos mesmo? E que tinha os bancos ali dentro, era pequenininho, mas ele ficava assim lançado, né, para dentro da água. Eu adorava ir para esse lugar. Por quê? Se fosse de dia, porque eu tinha uma perspectiva diferente da visão, né, e conseguia não só ver o mar e o horizonte, claro, mas eu conseguia olhar para a terra, porque você andava um pouco nesse deck e olhava de volta para a terra. Agora, a noite era algo incrível. Muitas noites eu fui ficar um pouco lá para olhar para fora, sem a influência das luzes muito fortes lá do condomínio, e eu olhava para o céu, que já é um céu muito mais carregado visualmente de estrelas do que o que eu tenho em São Paulo. Em São Paulo eu vejo em dias que a noite não tem muita nuvem, eu vejo algumas estrelas, só as mais fortes, porque tem muita luz. Mas lá, obviamente, tinha muito menos luz na região, então o céu era muito mais estrelado do ponto de vista visível. E eu adorava olhar para aquele céu e ver aquelas luzes todas e sentir que, puxa, eu me aproximava um pouco mais do que era mais elevado na criação. Não que as estrelas sejam mais elevadas na criação, mas a sensação que eu sempre tive quando eu olhei para o céu estrelado era de muita elevação. Por quê? Por causa do grande, né? A sensação do grande que um céu estrelado dá é algo que todo mundo já experimentou, pelo menos uma vez. É uma sensação incrível de que a gente — não é que a gente é pequeno, não é isso, porque isso não é, não sei se tem muito sentido — mas é a sensação que existe algo muito grande, muito maior que a gente, que a gente faz parte de algo imenso, sem fim, assim, é algo que a mente simplesmente não tem condição de abarcar. E a sensação é muito interessante, eu adoro, porque é a sensação que sempre me conectou, ou pelo menos me despertou, essa sensação de que eu precisava me conectar com o todo da criação. E obviamente que isso envolve o Criador, a Deus, envolve olhar para a experiência humana com uma lente diferente. E por que eu lembrei desse fato específico e desse lugar específico? Porque eu estava sentindo — eu ainda estava, eu fui reler o prólogo do livro "Introdução ao Conhecimento Logosófico" de novo algumas vezes — e eu fui sentindo essa sensação de que é isso. A Logosofia ela tem essa propriedade, o conhecimento logosófico tem essa condição de nos aproximar, de nos mostrar esses aspectos mais elevados sobre a nossa existência e sobre a nossa vida. E não é uma coisa distante, veja que interessante, porque não é só contemplar um céu lindo, estrelado, ali, do ponto que eu e qualquer pessoa contempla hoje, não é isso. É tornar isso acessível. É enquanto a gente vai sentindo a grandeza do que há de mais elevado — que, por exemplo, as luzes aqui da cidade não deixam a gente ver, no meu caso aqui em São Paulo, muito difícil ver, muito pouco, eu vejo, muitas noites eu olho a janela antes de fechar a janela para dormir e tem algumas estrelas, são poucas, inclusive eu as conheço por nome — mas não é só olhar um céu mais estrelado. É que essa luz das estrelas, vamos dizer assim, ilumine a nossa mente quanto aos aspectos mais elevados e os do dia a dia. É como se a Logosofia fosse, de fato, a ponte. Esse conhecimento permite a construção, ele indica o caminhar, uma jornada, que é exatamente a ponte entre o ponto que eu estava — quando eu só intuía que existia algo maior e um significado mais elevado para a minha vida — ao ponto que eu estou hoje. E veja, eu não cheguei no final de nada. Eu nunca quero que você ache, quando eu narro, qualquer condição que eu tenho hoje melhor do que eu tinha no passado, não significa que eu cheguei no final de alguma coisa. Isso era outro engano que eu tinha, era outra imagem equivocada que eu tinha, de que o importante era chegar no final de alguma coisa. Qual é a importância de chegar no final de alguma coisa? A gente aprendeu errado isso, essa sensação que eu tenho, que a gente aprendeu errado esse negócio que tem que fazer um esforço e no final acaba e descansa. Eu acho essa imagem que está impressa em mim, porque está na nossa cultura, na cultura do ser humano, isso há muito tempo, de que faz esforço, faz esforço e depois descansa e faz nada, como se a gente fosse alcançar um resultado e depois acabou. Mas não está no final da jornada, o tesouro da vida. Isso é algo que hoje para mim está claríssimo: o tesouro da vida, o valor da vida e da existência, não está no final, está exatamente na jornada. Mas é a hora que a gente olha e fala assim: puxa Ronny, mas a jornada às vezes é tão dura, tão sofrida. E você ouve eu falar isso toda hora, porque é uma realidade da minha vida, momentos de angústia, de ansiedade. A jornada também é feita disso. Por quê? Por várias razões, certo? Mas porque eu ainda não consigo compreender o significado daquele momento, daquela experiência e o porquê que eu estou vivendo aquela experiência, que me causa ansiedade e angústia. Por isso que a jornada é em si o grande tesouro que cada um de nós pode coletar. E o conhecimento logosófico, eu entendo que sim, ele faz exatamente isso. Agora, a gente vai entrar na primeira conferência do livro e nas outras seguintes, obviamente, uma por uma. Se você ler a conferência junto comigo — ou, é sempre minha indicação mais uma vez — o que esse conhecimento faz com cada um de nós é ir tirando a gente do lugar que tem muita luz, levando a gente para um lugar em que a gente vai conseguir contemplar o todo de uma outra forma. Consequentemente, a gente vai contemplar a própria vida e o dia a dia das experiências que a gente vive também de uma outra forma, porque a Logosofia é extremamente prática como ciência. Não é aquela ciência que você fala assim: ah, é a ciência do que está longe. Não, de jeito nenhum. É a ciência do todo e que a compreensão e o deslocamento — quer dizer, quando a gente sai ali da areia, da frente da praia onde eu morava, e a gente anda pelo dequezinho e chega ali no quiosquezinho que fica para dentro do mar, e olha para fora num lugar totalmente escuro — a gente começa a ver, ou seja, começa a entender e compreender aquilo que a gente não via e compreendia na posição anterior. Então, o conhecimento logosófico tem essa propriedade claríssima. O estudo que eu realizo desse conhecimento me possibilita todo dia, independente do que é, de qual tema, qual é o mote que eu estou estudando, o motivo, todo dia, quando eu mergulho nesses ensinamentos, eu saio daquela posição que em geral tem limites — é a posição que eu estou ainda, no momento, no dia, na vida — e me desloco para uma posição que esse conhecimento outorga. A Logosofia vai despertando a mente, a inteligência e a própria consciência de cada um de nós para aquilo que a gente não tinha condição sozinho ainda de verificar, de observar e de experimentar. Ou seja, como é que a gente define algo assim, se não como uma oportunidade maravilhosa para que a gente siga vivendo, cada um de nós, a vida que cada um de nós escolheu viver, mas mais especialmente que a gente possa fazer escolhas a cada dia, a cada momento, experiência da vida, que estejam cada vez mais alinhadas, mais de acordo com o que de verdade cada um de nós busca, sabe? É muito triste pensar eu, no meu caso, quantas opções eu fiz que no final eu fiz de forma, assim, lógico, com as limitações que eu tinha em cada um daqueles momentos da vida. E quanto que eu me afastei, às vezes, do que eu intuía, do que eu sentia que devia viver e experimentar, das escolhas, por ter outros pensamentos na mente, por preconceitos — quando eu digo preconceito, é conceitos que já não são válidos, são conceitos antigos que me limitam de várias formas — por deficiências psicológicas que não me permitiram ser eu mesmo no momento que eu tinha que fazer uma opção. Ou seja, são vários. Eu olho para trás e eu olho sem nenhum — não é com mágoa, nem tristeza — mas eu vejo assim: quantas oportunidades eu perdi de ser mais feliz ainda, porque eu tinha uma visão muito limitada da vida, muito limitada. E essa visão só foi enriquecida porque a minha inteligência foi sendo ampliada por esse conhecimento, como é a inteligência de qualquer ser humano quando o conhecimento a ilumina, seja às vezes em uma questão técnica ou específica da ciência comum, como tem mentes brilhantes que são expoentes de inteligência naquilo, naquele campo da vida. Mas eu estou falando, obviamente, naquilo que é a existência e a vida como um todo. E nisso também a consciência desperta. Então esse é outro — você vai ver isso, se você já viu, já percebeu em si mesmo, ótimo, porque a gente vai repetir isso, a gente vai viver isso de novo. A cada conferência o conhecimento vai despertar a consciência para uma realidade que a gente antes não tinha condição de perceber. E nisso, puxa vida, a sensação é tão boa. A sensação da gente se agigantando, sabe? Os problemas da vida irem se tornando cada vez menores porque vai se agigantando a capacidade individual e vai se agigantando o horizonte. Então a gente vai compreendendo e percebendo a vida num horizonte tão mais amplo, tão mais elevado de fato, que os problemas da vida cotidiana, sejam quais forem os seus tipos, vão ficando pequenos. E isso vai trazendo um — é um bálsamo para a alma, né? Eu espero que você possa aproveitar isso, assim como eu estou determinado a aproveitar também, a usufruir de tudo isso e experimentar e viver tudo isso cada vez mais. E obviamente pode partir para a leitura da primeira conferência, não precisa me esperar não. Boa leitura, boas reflexões, fique bem e até o próximo podcast.