Latest / Logosofia no Dia a Dia / Educador e Educando: A Relação Entre Logosofia e Consciência Humana
Transcript
- Oi, é o Ronny, tudo bem? Só que eu tava pensando aqui numa imagem assim clara para mim, como é que eu podia culminar, né, fazer o fechamento dessa do estudo desse livro de uma forma que eu tivesse uma imagem ainda que eu não tivesse pensado sobre tudo isso que a gente viu e especialmente sobre o que que a Logosofia tá fazendo, né, está proporcionando para a gente através de um conhecimento desse. Mais uma vez eu estava pensando e fui longe, fui recordar de coisas da minha vida, várias coisas da minha vida. E como minha vida de certo modo teve muitas influências assim, influências que eu digo houve um esforço de muitas pessoas, né, para poder me ajudar que a minha vida fosse o que hoje é. Eu estava lembrando, por exemplo, que durante a minha infância, eu lembro, é porque o meu pai vivia com a gente, ele, a forma que ele me educava, era uma forma, assim, eu diria hoje, assim, eu não segui essa forma para educar meus filhos, porque meu pai era muito bravo. Mas ele tinha uma intenção obviamente muito muito pura no coração de querer me preparar, me educar para a vida. Só que lógico, assim, era uma forma também que ele conhecia e entendia e procurava que qualquer ato meu que não fosse um ato adequado que eu entendesse, né, bastava só o olhar dele, eu já entendia que o negócio não era por ali, né? O caminho não era aquele. E eu tinha misto de medo do meu pai, o que é ruim, né? É ruim quando alguém tem medo. Então eu não acho nenhuma vantagem alguém ter medo da gente, muito menos um filho. Mas eu tinha um respeito, uma admiração muito grande por ele também. Difícil, né, o pai não ser um herói, né, pro filho. Mas eu lembro assim que muitas coisas eu não entendi. Depois da começo da adolescência, e mesmo que eu ouvi depois dele, quando eu tava com ele na adolescência, já mais distante um pouco, eh muitas coisas eu não entendi e ou me rebelei ou simplesmente ignorei dessa parte que assim, a parte que ele podia fazer da minha educação, né? Bom, aconteceu que depois que eu tive meus filhos, eu, né, me coloquei na posição do educador, né? Inverteu a posição. E eu fiz um papel por um lado inspirado no meu pai, que foi um papel de encher de amor, né, os meus filhos. Isso meu pai fez muito bem também durante a época que ficou comigo em casa. Muito amor e foi muito carinhoso sempre, né, de abraçar, de beijar já, né, de, enfim, de brincar comigo também. E eu procurei, nisso me inspirei e vivi com meus três filhos. Hoje são grandes já, né? Todos três têm mais de 18 anos. É, vivi assim, eu vivi uma aventura, talvez, da vida na parte mais incrível que a vida pode apresentar. Eu vivi com os três filhos. Mas ao mesmo tempo, eu tive que, eu tive, né, não tive. Fiz tudo o que eu podia, né, porque era não era obrigação, era uma necessidade, né, do coração, da consciência. Eu procurei educá-los para vida também de uma forma que fosse ao mesmo tempo eh feliz, mas ao mesmo tempo também que eles tivessem os sinais dos desvios que não podiam ser pegos. Então eu fui muito, eu fui muito firme com eles, tá? Aí você vai falar assim: "Ah, Roni, você tem fama de bravo, né?" Eu tinha fama de bravo na minha juventude, na minha adolescência, juventude, eu tinha fama de bravo e era justa a fama, tá? Eu admito. Mas eu brinco, né? Eu não… tanto é que vocês já devem ter ouvido eu falar que quando eu era um jovem adulto, eu ouvi… um jovem adulto não, já era adulto, né? Eu ouvi uma pessoa falou assim: "Feliz é o Roni que todo mundo tem medo dele". Mas era um… ele estava brincando. A pessoa que falou estava brincando, mas tinha um fundo de verdade nisso, que eu não me orgulho em nada, que é porque como eu era muito bravo, né, na época da juventude, ainda, eh pessoal, né, tinha medo de, assim, medo que eu digo de não queria não queria se envolver em discussão comigo. Então, mas quando eu tive os filhos e os criei, eu não, né, obviamente não segui nada disso, embora uma hora ou outra na adolescência deles eu tenha não consegui outro recurso que não de ser firme e bravo, né, para poder conter algum comportamento que não era adequado. Por outro lado, o que eu fiz mais dentro da minha capacidade foi mostrando para eles que há caminhos ou há escolhas que não fazem sentido quando se tem uma visão da vida, ou quando se tem um norte para vida, como eles deveriam construir ao longo do tempo. E que independente de qual fosse as escolhas da vida terrena deles — tanto é que hoje cada um, né, foi para um lado diferente de conhecimento comum, né, profissão, estudo, essas coisas — mas por outro lado, eu acho que todos eles têm uma visão da vida hoje eh muito melhor do que eu tinha quando eu tinha a idade deles. Bom, o ponto é que assim, quando eu me tornei o educador, na minha capacidade, na medida que eu pude fazer isso, claro, né, eu tinha uma imagem clara já do quando e porquê e o que fazer e falar para eles nos momentos vários do dia a dia da vida deles, do crescimento. Porque embora eles não tivessem uma imagem do que que é a vida ainda, do que que seria a vida em todos os seus aspectos, eu tinha. Então, é o interessante: o educador tem muito mais conhecimento, óbvio, né, que aquele que está sendo educado, né? Isso parece a coisa mais lógica do mundo e é. Só que quando a gente está sendo educado e a gente não tem essa imagem, aquela ação que a gente recebe ou a correção que a gente recebe, seja de um professor, seja de um pai, mãe, de um ser que tá cuidando da gente, a gente muitas vezes não entende o porquê daquela instrução, não entende o porquê daquela correção, não entende o porquê do chamado da atenção da gente para alguma coisa. Porque é isso mesmo: na falta de uma imagem mais completa, parece só eh, vamos dizer assim, conselhos a mais, né? Ou aparecem só correções a mais. Às vezes parece até uma chatice. Ah, por que que tá corrigindo isso? Por que tá me falando isso, né? A gente que foi filho, a gente sabe. Cada um de nós, lógico, a nossa psicologia é diferente um do outro, todos nós. Mas a gente, né, certamente teve conselhos ou correções dos pais que a gente não concordou, não entendeu, não sabia por quê, achou chato, achou que era exagero. Sei lá, eu lembro várias vezes certamente isso foi uma frequência na minha adolescência, né, eu achar isso. Hoje, então, eu olho para minha fase de crescimento e para os meus filhos e eu observo que realmente esse é um processo natural. Quem tem o conhecimento quando tá mentorando, né, tutelando, quando tá ensinando, quando tá educando o que não tem o conhecimento sabe o porquê de cada uma daquelas instruções, conselhos, correções que sugere ou que aplica naquele que tá sendo educado. Muito bem, dito tudo isso, se isso faz sentido para você, se tem lógica que eu tô falando e você se recordou de muita coisa na sua vida, sobre tudo isso, espero que sim. Eu penso que a gente pode olhar para o que a Logosofia nos apresentou no Mecanismo da Vida Consciente de uma forma similar. E aí me assim me pegou assim e ficou comigo uma das afirmações dessa parte final que é exatamente essa: quer dizer, eu não tenho uma imagem — eu por conta, né, da minha ignorância que eu tive e ainda tenho acerca da vida consciente, espiritual, dessa realidade metafísica que eu só fui conhecer com a Logosofia. Vejam, eu passei… se a gente pensar nas horas do dia, nos dias do ano e nos anos da minha vida, eu devo ter passado 90%, 95% da minha vida, das horas da minha vida, sem saber disso, sem ter muita noção ou quase nenhuma noção que existia uma vida ou existia a possibilidade de viver a vida, de experimentar a vida de uma forma totalmente diferente do que a forma comum, de apenas seguir os padrões da cultura e da sociedade atual. Então assim, é de um modo de outro, para mim também é tudo isso muito novo, né? E pior, né? Não é só de uma vida. Hoje já tá para mim muito claro, assim, eu tenho isso de uma forma profunda, né, sentida e observada na minha vida, que certamente eu sou fruto de muitas outras voltas que eu dei nesse aqui da terra já, né? Não é à toa que desde pequenininho eu tenho características muito próprias, né, que não são… que são diferentes da minha irmã, que são diferentes da minha mãe, que são, enfim, diferentes do meu pai também, né? Embora alguma coisa a gente herda dos pais, nessa parte psicológica, é lógico. Mas a gente define, já que desde pequenininho, desde logo pós-nascimento, já se define como um ser próprio, indiferente… é, indiferente não, pendente em termos de características psicológicas. Então, essa característica vem obviamente de uma herança. E essa herança diz que a gente, obviamente, né, mostra que a gente já deu muitas voltas nesse circuito aqui. Bom, mas eu estou dizendo isso para dizer que, ou para chegar a conclusão, que é a que eu cheguei, que é assim: o que a Logosofia está fazendo? Ao ir instruindo cada um dos seres humanos acerca de um conhecimento como esse, no caso desse livro, né? A gente vai para o próximo livro, mas acerca desse livro sobre esse Mecanismo da Vida Consciente, ela o faz com pleno domínio dessa imagem maior e completa sobre o que que é que a vida pode ser para o ser humano consciente. Mas como eu não tenho essa imagem completa, às vezes eu vou lendo as instruções, os conselhos, os ensinamentos da Logosofia e tenho o risco, né, de cair naquela posição que eu caí, que eu tive quando eu era adolescente ou que meus filhos tiveram também durante essa fase de educação, eventualmente ainda cada um de nós pode ter, que é uma posição de dizer assim: "Ah, não tô entendendo para que que é isso", "Ah, isso aqui não parece tão importante", "Ah, isso daqui, sei lá, depois eu vejo isso, né?" Então, o alerta, eu penso que fica assim: fica o alerta para mim e de que esses ensinamentos obedecem de fato a um plano, há uma construção de algo muito maior para mim, para mim e para cada ser humano. Tanto é que a afirmação que González Pecotche faz sobre isso é uma afirmação dessas que a gente fala assim: "Puxa, isso é forte, né?" Ele afirma que os ensinamentos, né, o conhecimento logosófico responde a um plano de reeducação do espírito. Eu achei isso simplesmente lindo. Olha só: o plano que inspira e que determina e que estrutura esses conhecimentos que a Logosofia apresenta é um plano de reeducação do espírito humano. Olha que coisa mais linda que é isso. E de fato ele continua dizendo que a tempo se vem realizando com o maior dos êxitos lá na Argentina e outros países do mundo — isso já falando desse trabalho que a Logosofia tá realizando com todos aqueles que já estão se beneficiando desse conhecimento. Eu sou prova viva de que a Logosofia vai realizando isso e vem realizando isso realmente com êxito, porque assim como meus filhos e eu fomos preparados pelos respectivos pais, especialmente pelos respectivos pais para se colocar bem frente à vida na terra dentro da possibilidade, obviamente, que cada um desses pais foi teve, né, e foi capaz de fazê-lo… O que hoje eu tenho de maior valor que é já uma pequena porção de consciência acerca da vida metafísica, de poder olhar para minha vida, de viver minha vida diária, sentindo, pensando, refletindo, percebendo o que ocorre dentro de mim, me diferenciando dos pensamentos que existem em mim, vivendo uma vida que já não depende mais tanto das circunstâncias e fatos terrenos para determinar minha felicidade. Eu não poderia deixar de sentir assim uma gratidão profunda, profunda. Há um conjunto de conhecimentos, né, há uma sabedoria como a logosófica que por ter o conhecimento claro desse plano que o criador tem para cada um de nós, vem conseguindo me educar nessa perspectiva espiritual para viver a verdadeira vida que eu sempre quis viver e não sabia como é que era, que tinha, como é que alcançava isso, como é que eu tinha acesso a isso. Então eu espero que você possa também olhar para essas porções de conhecimento, essas porções de conselho, essas porções de indicações que a Logosofia vai fazendo e você possa, como eu, a gente se ir formando essa imagem de que a gente não tem ainda essa ideia clara desse plano, né, de educação do ponto de vista espiritual, mas a Logosofia tem essa imagem claríssima. E que a gente possa ir experimentando cada um desses benefícios que o conhecimento transcendente dá à vida e que certamente cada um de nós pode olhar para si mesmo e perceber como cada um desses dessas porções que a gente vai absorvendo desse conhecimento vão transformando a forma como a gente vive e experimenta a vida todo dia e sempre para melhor. Boas reflexões, fique bem e até o próximo podcast.