Latest / Logosofia no Dia a Dia / A Missão da Logosofia: Despertar as Potências Espirituais Latentes Que Você Já Tem
Transcript
- Oi, é o Ronny, tudo bem? O risco sempre — eu acho que o pior deles — é esquecer o porquê que a gente está aqui. Aqui onde? Aqui no canal do Telegram. Não, isso é consequência. Mas a gente esquece porque que a gente está aqui na terra. Aí você falou assim para Ronny: "Mas a gente não tem certeza de nada, é? Ninguém lembra de mais nada. Ninguém nunca veio de outro lugar e disse que existe outro lugar." Ou seja, há uma visão cética que é própria da nossa ignorância. Ou seja, aquilo que a gente ignora para a gente não existe. E assim foi desde os primeiros tempos do ser humano — o que a gente não conhecia, a gente ignorava. Agora, depois que a gente começou a compreender as coisas, a gente deixou de ignorar aquilo que não existia. Para a gente passou a existir. Então, todo o conhecimento científico que a gente já desvendou, que é uma unidade já compreendeu, já entendeu finalmente em termos de processos do universo, da criação, da natureza, do ser humano, de tudo, deixaram de ser um mistério e passaram a ser uma realidade. Então, aquilo que não existia séculos atrás, hoje, obviamente, passou, entre aspas, a existir para gente. Talvez um dos exemplos mais gritantes disso seja aquela realidade da vida bacteriológica que antes não existia para a gente, entre aspas, e matava a população humana cedo. A expectativa de vida, por exemplo, uma das razões da expectativa de vida ser muito baixa séculos passados é porque o mundo bacteriológico, microscópico, não era conhecido. Então não é porque não existia para gente que ele não era uma realidade. Então, eu estou dizendo isso para lembrar o seguinte: o porquê que a gente está aqui vivendo essa experiência de viver aqui na terra pode parecer por ignorância nossa uma casualidade, mas o que eu compreendi até agora já é que não é. E a Logosofia tem esse papel exatamente similar, análogo ao que eu estava me referindo, por exemplo, lá da descoberta, da revelação sobre o mundo microscópico bacteriológico. A Logosofia tem a mesma função — que é iluminar a mente do ser humano com um conhecimento que permita cada um de nós realizar os experimentos necessários para revelar em si mesmo. Isso é muito legal, muito legal. Não é revelar no outro. É em si mesmo revelar a realidade que até então a gente ignorava. Na revelação dessa realidade que a gente ignorava, vem implícita uma razão, uma missão, uma lógica, uma verdade. Espera aí, como assim? Por exemplo, voltando ao exemplo lá — eu tenho esse exemplo da bactéria, do mundo bacteriológico porque eu acho que ele é tão gritante que ele serve bem de analogia. Depois que se descobre — entre aspas, porque "descobrir" quer dizer tirar o véu, tirar a cobertura que estava cobrindo da gente enxergar. Depois se descobriu aquela realidade das bactérias, não era possível continuar vivendo as coisas do dia a dia como antes. Aí os médicos passaram a lavar equipamentos, instrumentos, lavar as mãos antes de fazer uma cirurgia, antes de fazer o parto de uma pessoa e outra. Ou seja, o que hoje parece óbvio e é regra óbvia de limpeza, de higiene quando se trata de alimentos, de saúde, de médicos mexendo com o ser humano — abrindo o ser humano, fazendo cirurgias, intervenções dentro do corpo humano. O que hoje parece a coisa mais óbvia do mundo não era óbvio, porque se ignorava algo acerca dessa realidade. Mas aí a conduta humana não mais permanece como era antes depois que o conhecimento revela uma verdade. Ainda que tenha gente hoje que não lave direito as mãos — é, mas isso é uma dificuldade de um ou outro — mas todo mundo sabe porque que deve lavar as mãos antes de comer, depois que vai no banheiro, dinheiro e qualquer outra coisa que faça. Muito bem, então, se isso tem sentido — e tem, é lógico — por isso que a gente mudou o comportamento como sociedade desde então. O que a Logosofia revela — ou seja, o que a Logosofia nos leva a tirar o véu e revelar para nós o que antes estava ignorado — é exatamente o porquê da vida que a gente vive. E não é do ponto de vista terreno, do porquê, para quê que a gente vai viver, profissões e, enfim, os desafios humanos terrenos. A gente já conhece bem. E o próprio desenvolvimento, a própria evolução da humanidade nos coloca hoje em condição de fazer muitas coisas — até de hoje estar flertando com colocar o ser humano em outro planeta. Então assim, daqui a pouco vai acontecer isso. Então nessa parte material, ou seja, física, a humanidade está se organizando e vai caminhando bem. Ou pelo menos tirando de lado os problemas da convivência humana que nós estamos num pior, pior momento de — talvez só vai afundando mais cada vez. Na parte física, vai evoluindo. Mas aí, esse é o problema. Há um descompasso entre o que a gente vive de avanços na ordem física, material, tecnológica com o caos que o ser humano vive, começando dentro de si mesmo. E que, obviamente, se espelha no convívio com os demais — entre pessoas da mesma família. E aí você pode aumentar esse conjunto até pensar na humanidade — entre as brigas todas, guerras e enfim, esse caos. Bom, estou dizendo isso para dizer o quê? O que a Logosofia está propondo para nós? E aí é isso que eu falo: é fácil esquecer. É fácil a gente se perder às vezes na minúcia do que a gente está olhando e a gente esquecer qual é a grande imagem, qual é a visão mais ampla. Para que a gente não tem que lembrar disso — a gente tem que olhar para a vida no dia a dia de uma forma muito prática e buscando transformar a vida nessa jornada diária. Mas isso é muito difícil se a gente perder o norte ou a gente não tiver o norte elevado que faça sentido, que justifique transformar a vida nessa grande jornada de superação. Então, nessa segunda parte do capítulo 9, ah, tem uma — um pedaço de um ensinamento que eu considero assim uma das coisas mais lindas. E esse eu vou ler. É um trecho pequeno. Olha só o que a Logosofia está afirmando sobre a missão desse conhecimento. Está falando ali, ó: "Encaminhar a vida para o aperfeiçoamento, que significa, de forma definitiva, alcançar as potências do espírito nas máximas possibilidades humanas." Olha que coisa incrível. Em poucas palavras, a afirmação é de que o conhecimento logosófico, ele existe para encaminhar a vida para o aperfeiçoamento. Aí você fala: "Ah, legal." Parece lógico, isso eu já tinha entendido. Mas o que significa o aperfeiçoamento? O que que significa essa evolução, essa superação que a Logosofia propõe e que o método logosófico trabalha em prol disso? Significa, de forma definitiva, alcançar as potências do espírito nas máximas possibilidades humanas. Aí quando a gente olha aí, você fala assim: "Espera aí, então, o que exatamente é isso? Quer dizer, porque isso é muito subjetivo." Esse é um tema. Quando se fala de espírito, como a gente tem uma imagem meio esquisita sobre isso — porque a gente já ouviu coisa desde criança. Eu lembro assim, desde criança, espírito para mim era um fantasma. Eu vi em desenho animado, em história que eu ouvia por aí. Bom, isso não tem nada a ver. Isso ou qualquer outra coisa parecida com isso não tem nada a ver com a concepção que a Logosofia apresenta sobre o que que é a realidade espiritual da nossa existência. Você percebe que não tem nada a ver uma coisa com a outra? Então assim, eu estou fazendo essa advertência porque na minha mente mesmo tinha umas imagens antigamente — quando eu era jovem — meio esquisitas sobre falar de espírito era um negócio esquisito. Não tem nada a ver com aquelas coisas esquisitas que a gente uma vez ou outra viu na vida. A gente está tratando aqui, pela minha compreensão, sobre a essência superior e eterna, permanente, que existe em cada ser humano. E essa essência superior que existe na nossa vida — embora ignorada pela maior parte dos seres humanos — e eu digo por mim ainda, ignorado em boa parte dessa essência, dessa projeção — essa parte é dotada de capacidades que estão latentes. Ou seja, são potências que ainda podem se manifestar. "Ah, mas fala assim: 'Ronny, que potências são essas?'" São quase como super poderes de seres humanos. A gente pode pensar nas — talvez assim — na capacidade de ter um conhecimento e a capacidade de amar, de compreender o que é o que é mais elevado no universo, na existência, a sabedoria, na sua concepção mais ampla, de se aproximar e se identificar com a verdade que é o conhecimento que representa o pensamento do criador. Essa paz que eu falo — ter uma paz, sentir uma paz interna que seja assim inalterável pelos fatos terrenos, pelas experiências do dia a dia, especialmente o domínio sobre esse mundo interno que vive em convulsão muitas vezes ou que muitas horas do dia está em convulsão. Ou seja, estou me referindo a alguma dessas capacidades que são assim muito além do que a capacidade de resolver problemas diários. São capacidades que são próprias dessa realidade, dessa essência que é espiritual e não física, que não tem nada a ver com os problemas físicos terrenos que a gente vive no dia a dia. Ou seja, a Logosofia está propondo ou ela vem para resolver um problema que é o problema da nossa ignorância quanto às potências espirituais da nossa vida. Olha só o que eu estou dizendo. E aí acho que fica mais claro que quando a Logosofia trata sobre a realidade espiritual, está falando de algo muito palpável. Não está falando de nada sobrenatural, esquisito e fora da gente. Não. Está falando dessa essência, dessa potência latente que existe na configuração biológica, psicológica, espiritual humana. É que a gente só revelou uma parte da concepção biológica e psicológica. Mas a gente estava até então restrito e cegos praticamente a essa parte da nossa existência que é essa parte espiritual. Então, olha que interessante: essas potências do espírito humano não são adquiridas fora, não vem de fora. Não é uma coisa que a gente — "Ah, então o conhecimento logosófico ele vai nos dar uma potência, uma capacidade que a gente não tinha." É incrível, não? Olha aqui, olha o detalhe. O conhecimento superior, esse conhecimento transcendente que a Logosofia oferece, não vai dar para gente uma potência, uma capacidade que a gente não tinha. Vai despertar o que já existe. Sério, pensa nisso. Isso é uma das coisas mais lindas que eu vi a Logosofia revelar. Não é que vai vir de fora essa capacidade. Essa potência não vai — não vai, não é externa. Não é algo que a gente vai pegar de algum lugar ou alguém vai nos dizer e vai nos dar. O método logosófico, ele é exatamente o método que faz despertar essas potências latentes. Não podia ser mais lindo que isso? Podia? Não. Na minha compreensão, não. Por quê? Porque é de uma — ah, assim, eu fico emocionado de pensar que finalmente eu vou me tornando capaz de compreender o porquê que eu estou aqui. E essa capacidade latente da realidade espiritual, da nossa essência espiritual, esses superpoderes, essa vida que vai se mostrando como uma possibilidade de viver e experimentar esta vida terrena que a gente sempre viveu, mas agora com o significado totalmente elevado, muito mais elevado. Ou finalmente o significado de essência também eterna e permanente transforma completamente a forma como a gente acorda e passa o dia durante cada jornada diária. Então transforma muito mais do que isso. Transforma essa perspectiva de que o nosso destino não é cumprir jornada diária por dias, meses, anos, décadas até o dia que o corpo desligar. Não é isso. O nosso destino é muito maior que esse. Por isso até que essa realidade, essa essência espiritual transcende a vida física. Essa porra — mas tanta coisa que eu não sei sobre isso! Eu sei, eu também. Mas é por isso que a gente está aqui. Eu não vou nem te contar sobre o que que não vou nem dar o spoiler. Mas você não tem ideia — e a surpresa que vai ser boa quando você descobrir qual é o próximo capítulo do livro O Mecanismo da Vida Consciente que a gente entra a partir do próximo podcast. Aposto que você vai ficar surpreso. Boas reflexões, boa leitura. Até o próximo podcast. Fique super bem.