Latest / Logosofia no Dia a Dia / Por Que Sua Mente Tende ao Caos (E Como o Bem Reverte Isso)
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- Oi, é o Ronny, tudo bem? Você sabe que eu não sou bom em física e química, né? Eram das últimas matérias de que eu gostava — acho que porque não tive bons professores —, mas realmente não consegui gostar da parte teórica e, por conta disso, achei complicado demais e dediquei pouco esforço a elas. Eu gostava muito mais da parte de humanas e de matemática. Mas tem um conceito na física e na química, ligado à termodinâmica, que eu acho tão interessante e que o tópico seguinte do livro Exegese Logosófica me levou a pensar nele. Chama-se entropia. Eu sempre achei o nome tão legal e o conceito, interessantíssimo. Entropia, de forma resumida, é uma medida de desordem ou de aleatoriedade de um sistema fechado. Por exemplo, um cubo de gelo no estado sólido está em ordem, com as moléculas todas organizadas. Conforme se deixa o cubo de gelo fora do congelador, ele começa a derreter e a entrar em desordem, com a água se espalhando por todo lugar. Essa é a entropia: a tendência de um sistema começar a entrar em desordem quando não é mantido ou atendido o suficiente para manter a ordem. Muito interessante, né? E se você tem conhecimentos reais sobre isso, me desculpe se não consegui ser fidedigno, mas eu queria mais dar essa imagem. É um conceito super legal, porque, quando o transportamos para a nossa vida, eu penso: "Poxa, tem tanta coisa que parece estar nesse estado de entropia". Outro dia, fiz uma grande arrumação e limpeza aqui em casa e me dei conta de que onde estava mais sujo, acumulando mais pó, era onde eu não tinha cuidado. Faz sentido. Tinha livros que eu não pegava há tanto tempo que estavam cheios de pó. Se eu não cuidar, se não voltar constantemente para manter tudo limpo, vai ficando uma desordem. Ou pior: quando a gente não arruma e só vai usando. Quando você vai ver, fica uma desordem tão grande que o lugar se torna quase inutilizável. Quando pensamos agora na vida interna, olha que interessante, porque isso se aplica de forma muito clara. A mente é um espaço que tende, no comum, à desordem. É como se não tivéssemos encontrado ainda uma força capaz, ou o conhecimento, para mantê-la em constante ordem. O fato de nem sabermos sobre a própria mente, sobre o que a habita, sobre os pensamentos e as deficiências psicológicas, contribui para isso. Se a mente for deixada sem atenção, o estado de desordem é uma tendência clara. Poderíamos dizer que a mente é um sistema que tende a ser entrópico. É como se fosse garantido que ela vai tender à desordem quando não tem uma força anti-entrópica, uma força que mantém a ordem. Qual é a força que pode atuar contra essa tendência à desordem, contra a entropia psicológica? Eu entendi que o próximo tópico, sobre a concepção do bem, trata disso. Lendo esse tópico — que talvez seja o menor do livro, não dá dois minutos de leitura —, ele traz um conceito que me fez pensar sobre a entropia. O bem, na concepção que a Logosofia apresenta, é uma força que tem exatamente essa propriedade de organizar e evitar a tendência à desordem, ao caos. O bem tem a capacidade de manter unido o que deve estar unido e de dispersar o que não serve. Ele atua dentro de cada um de nós como uma força universal. E é. O bem é a força que se opõe ao mal. Isso parece um clichê de filme, mas não é à toa que todas as lendas e histórias sobre o conhecimento da Criação se referem ao bem e ao mal. Qualquer história basicamente gira em torno dessa luta. Isso tudo espelha uma realidade: na minha mente, na mente do ser humano, há essa disputa de espaço entre o bem e o mal. E o mal não é o do vilão; é o mal da desordem. É o mal que, ocasionado pela desordem, vai nos impedindo de sermos verdadeiramente felizes. Outro exemplo claríssimo: pegue um ferro e deixe-o no quintal, exposto ao tempo. Com o tempo, ele vai enferrujar. A ferrugem é essa desordem nos elementos do metal. Se isso acontece com tudo o que é físico, tinha que ser um reflexo do que existe na causa, no mundo metafísico. A minha vida tende a espelhar isso também. Então, como fazemos para evitar que a vida interna entre em estados de desordem? Entra aí uma força do bem sensacional. Entra o herói. E o que o herói precisa? Encontrar uma arma, um poder, a coragem. Ele precisa de um elemento novo que possa se opor a esse mal. E esse elemento, eu entendo, é o conhecimento logosófico. É como se o conhecimento transcendente que a Logosofia apresenta fosse essa força do bem. Se cada um de nós souber utilizá-la com a coragem do herói, com a disciplina de trazer para dentro do nosso mundo interno porções maiores desse bem, desse conhecimento, em prol da evolução, vamos anulando essa tendência à entropia, ao caos. É como se pudéssemos nos transformar, de fato, num grande herói dessa história épica sobre a nossa própria vida. A grande luta não está fora; está em incorporar porções de bem cada vez maiores para anular a presença de elementos negativos dentro de cada um de nós. O bem precisa triunfar primeiro dentro de mim para que possa triunfar na humanidade. Hoje, me parece tão claro que o meu processo está vinculado ao processo de toda a humanidade. É uma luta que cada um realiza em si mesmo, primeiro, mas que precisamos realizar em conjunto, para que possamos olhar para o futuro com uma esperança cada vez maior e mais renovada na família humana. Boa leitura do tópico, boas reflexões. Fique bem e até o próximo podcast.