Latest / Logosofia no Dia a Dia / O Órgão Adormecido — Você Deixou Sua Mente Superior Atrofiar?
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- Oi, é o Ronny, tudo bem? Uma das situações ou uma das realidades que eu considero mais sérias que a gente vive como humanidade em geral, e obviamente eu vivi isso assim com muita intensidade e sofri muito com isso, né, por um bom tempo, é o estado, assim, de falta de confiança num futuro melhor em termos de... não estou falando de vida física, não, nem de econômica, nada disso. Sim, a falta de confiança em que a vida seja uma experiência feliz e que a vida seja uma experiência que preencha, né, que entregue a felicidade que todos querem viver. E eu fiquei pensando por que que hoje, e por que que não é só de hoje, mas por que que talvez venha de muito tempo, uma angústia e ansiedade generalizadas ao sentir que a vida não tem muito sentido. E ainda que a gente perceba que não faz muito sentido, a angústia vem exatamente de não entender o que que é então que faz sentido. Claro que é esse tipo de reflexão que nos surge toda hora, a todo momento, porque geralmente é uma sensação que eu tinha, e que a gente tem talvez, as pessoas têm, quando finalmente conseguem fazer um respiro, né, do caos do dia-a-dia. E ou, às vezes, é no caos do dia-a-dia, ou no final de um dia desses difíceis, que as pessoas se perguntam e se questionam o que que é que aonde vai levar tudo isso, né? Ou seja, o que que é que estão fazendo e que valor que tem isso que estão vivendo e fazendo. É aquele talvez famoso qual é a razão da vida, né? Qual é a razão de tudo isso. Quem nunca se perguntou qual é a razão de tudo isso? Eu me perguntei isso muitas vezes. E eu lembro de ter me perguntado isso, especialmente em uma condição frágil, sabe? E quando eu olho pra essa fase da minha vida, eu vejo, assim, que claramente faltava uma confiança no futuro, né? No meu futuro, de novo, não diretamente ligado a nada da vida material. Faltava confiança de olhar pro futuro e falar assim: eu vou ser feliz e eu vou sair desses estados de ansiedade, de angústia em relação à vida. Eu não tinha confiança que eu ia sair desse lugar, sabe? E muitas vezes esse lugar é um lugar escuro, né? É um lugar solitário, é um lugar que a gente tem a sensação que não vai sair. Esse é um lugar muito difícil de se encontrar, né? Tem uma causa que eu fui observando de forma cada vez mais clara e entendendo de forma cada vez mais clara com conhecimento logosófico, que é assim: há um resultado nessa situação, há o resultado da humanidade ter, de alguma maneira, terceirizado ou deixado pra que outros resolvessem as questões mais vitais, mais importantes, mais elevadas da vida e da existência. É como se a gente tivesse realmente, assim, terceirizado aquilo que é vital pra cada um de nós. E como é que a gente fez isso? Acho que a gente fez isso aceitando, né? Tipo assim, acreditando em muita coisa que nos foi dita, nos foi falada, aceitando as ideias sobre o que que é as grandes questões humanas, né? Especialmente, acho que o maior mal disso se encontra no fato da gente ter aceitado ideias prontas em que a gente não questionou a maior parte delas ou a gente simplesmente nem se deu conta e simplesmente colocou dentro de nós. E a gente ficou com aquilo como se aquilo fosse preencher essa necessidade que é profundamente espiritual do ser humano, que trata da nossa conexão com o todo. Essas questões, assim, que são essenciais da forma de existir humana. Se nós somos, e isso é plenamente observável em cada ser humano, ou pelo menos na maioria dos seres humanos que, né, isso ainda não foi desarticulado — se nós somos um ser com a configuração, com uma realidade biológica, psicológica, né, mental e espiritual na essência — a gente não ter ativado esse mecanismo de forma completa, acabou atrofiando essa parte do nosso mecanismo. É igual, eu tô lidando com a lesão, né, no anterior de coxa esquerda aqui da minha perna. Já faz, sei lá, um mês e meio, quase dois, e essa lesão me fez parar de treinar a perna como eu treinava. O que que tá acontecendo? O músculo tá perdendo massa. O músculo da perna já não é o músculo que eu tinha há um mês e meio, dois meses atrás. Ele tá atrofiando, claro. Eu parei de fazer treino de perna, ele atrofia. O corpo, assim, ah, você não vai usar o músculo? Beleza, cara. Eu vou consumir esse músculo porque ele gasta muita energia. Vou diminuir, se eu não preciso, eu tiro o músculo. O corpo faz isso sempre com o músculo, né. Não usou, ele atrofia. E é porque ele faz isso, assim, com propósito. E parece um absurdo, mas o propósito é diminuir o gasto energético basal, né, básico da vida de simplesmente respirar e ficar vivo. Porque ele tá sempre preocupado se vai faltar alimento no futuro, então tem que ter um corpo com menos gasto calórico possível. Infelizmente nos dias, né, na humanidade, nos milênios atuais, não falta comida de fato. E o corpo segue tirando o músculo, é um problema isso. Muito bem, mas o ponto é que a atrofia do músculo responde a uma lei, né, a um pensamento criador nessa lógica, nessa verdade de que aquilo que não usa, perde. E o que é verdade pro corpo, obviamente, é só um reflexo do que acontece no mundo metafísico e no nosso ser, na parte metafísica do ser humano. Então, o fato da gente ter entregado pra terceiros, ou literalmente ter terceirizado as grandes questões humanas e a gente ter focado só no dia a dia, praticamente, ter focado na vida material, na vida imediata, no imediatismo, e ter, de alguma maneira, parado de buscar respostas — não de buscar respostas, mas parado de usar, de se esforçar a entender a própria existência e a criação e a vida, de buscar conhecimentos pra isso, de forma que a mente trabalhasse pra isso — porque uma coisa é simplesmente aceitar uma ideia pronta, outra coisa é a mente, como se fosse um músculo, trabalhar para compreender e buscar conhecimentos que respondam essas grandes questões humanas. E a gente deixou atrofiar esse mecanismo mental elevado, né, esse mecanismo mental que devia estar extremamente ativo e capacitado, forte, como um músculo. Esse é um dos resultados que eu tenho mais incríveis na aplicação do conhecimento logosófico na vida: ter sentido essa reativação dessa estrutura mental mais elevada, essa que responde a esses estímulos que são metafísicos, né, essas questões existenciais, essa busca por um destino melhor, essa busca pela felicidade, pela vida plena, pela consciência da vida. Quando eu iniciei essa busca, né, iluminado pelos conhecimentos transcendentes, é como se eu tivesse recolocado aquela parte da engrenagem do meu corpo — no caso metafísico — para trabalhar de novo. É como se eu tivesse passado a treinar de novo minha mente nessas questões que são as questões de cunho mais elevado. E essa repetida, né, esse trabalho, essa busca contínua que eu passei a realizar pelo conhecimento — né, dizia assim, ah, então preciso estudar, eu preciso buscar conhecimento, eu preciso mergulhar nessa fonte de conhecimentos transcendentes para ir encontrando, assimilando a essência disso. Esse esforço repetido, né, continuamente ao longo dos últimos anos todos da minha vida, ele foi trazendo uma condição mental — mas mental de novo, né, não é racional apenas, o quesito meu cérebro faz sinapses melhores — é assim: a mente como uma engrenagem, vamos dizer assim, essencialmente espiritual. A mente é o organismo que está acima dessa organização física biológica, né. A mente é um organismo espiritual que, da mesma forma como o corpo, precisa ser treinada, precisa ser levada à academia, né, precisa ser estimulada para que possa ir se tornando cada vez mais ágil, mais capaz na busca por esses assuntos, conhecimentos e objetivos. Porque não adianta a gente manter a mente ativa com atividade profissional o dia inteiro, apenas, porque aí é como se eu treinasse o músculo só na parte, limitado à parte específica da vida material terrena. É preciso treinar o músculo completamente, inteiro. Então no caso é preciso que a mente possa ser exercida, exercitada, vai, a capacidade dela ser exercida e ela exercitada nessas questões de fundo da vida. Então o método que eu adotei, né, que foi esse método que a Logosofia oferece e apresenta, que é o processo de evolução consciente, para mim significa, e significou desde então, uma prática de um órgão meu que estava basicamente dormindo a vida inteira, né, e estava lá subutilizado. E que na medida que eu comecei a estudar, buscando para encontrar o conhecimento superior que pudesse explicar minha vida e minha existência nas questões mais essenciais e existenciais, esse órgão começou a criar uma capacidade, a desenvolver uma capacidade que todos nós temos em potência. Então a questão parece que é sair de uma posição passiva que a gente como humanidade adotou há muito tempo, como se a gente estivesse assim — a gente terceirizou, foi terceirizando esse pensamento sobre a existência e vendo se alguém nos dizia algumas palavras, algumas frases, alguma coisa que pudesse satisfazer nossa necessidade, nossa busca espiritual. E essa terceirização nos deixou numa situação muito frágil. Esse órgão que era o órgão que deve — é o órgão que deve fazer a conexão da própria vida com a criação — ele foi deixando de cumprir essa função e foi atrofiando. Então agora é hora da gente voltar. Esse trabalho diário com conhecimento é um trabalho de voltar à capacidade que a gente eventualmente perdeu na história e que a gente foi deixando de lado. Lembrei também: minha mente superior, minha mente na capacidade superior, não pode acontecer igual ao apêndice humano, que era algum órgão que lá atrás tinha algum uso e virou nada. Virou um apêndice. Então assim, a gente está tratando, e eu fiz muitas reflexões quando eu me movi para o tópico seguinte, que são os resultados da realização desse conhecimento no aspecto espiritual da vida. E é exatamente nesse aspecto espiritual em que a gente deixou, terceirizou para tantas outras fontes as respostas que a gente devia estar buscando e a gente permitiu que esse órgão atrofiasse. Então, no mínimo, é hora da gente colocar a mente na sua capacidade mais elevada para treinar e para crescer e para fortalecer-se todo dia. Essa é uma das razões pelas quais eu estudo todo dia, me coloco frente a essa... Eu não vou para a academia todo dia? Muito bem, eu também preciso me colocar nessa situação de ir para o treino dessa capacidade mental para que vá crescendo, vá se tornando mais real a capacidade de compreender, de entender, de perceber a vida de uma forma cada vez mais elevada também. Então, é uma decisão, né? Vão ou vão ficar onde a gente está? Eu vou. Eu fui. Eu estou indo todo dia. E eu espero que você esteja comigo. Boas reflexões, fique bem e até o próximo podcast.