Latest / Logosofia no Dia a Dia / As Distrações Invisíveis Que Te Afastam Do Que Realmente Importa Na Vida
Transcript
- Oi, é o Ronny, tudo bem? Sabe o que eu tava pensando aqui? Que a pior distração que existe é aquela distração que a gente não percebe, que nos distrai daquilo que é mais importante para a vida. Você já pensou nisso? Porque a gente tá acostumado a falar em distração e geralmente a gente considera isso as coisas que a gente faz para passar o tempo. "Ah, eu fui pegar uma distração qualquer aqui". Sim, mas eu tô me referindo àquilo que na nossa vida, no dia a dia, nos distrai do que é mais importante para a vida de cada um de nós. É claro que essa pergunta, ela exige primeiro... A primeira resposta é assim: "Bom, o que que é mais importante para minha vida?" Isso tem que ser de alguma maneira parte do nosso pensar. A gente tem que estar pensando nisso, ou pelo menos de tanto em tanto pensar sobre isso. O que que é o mais importante de nossas vidas? E isso... Acho que é uma reflexão que em geral a gente não faz sempre, e ela faz falta, sabe? Exatamente porque dela, dessa resposta — ou dessa imagem, dessa compreensão, e é uma compreensão que tem que ser, certamente tem que ser superada sempre, tem que estar sempre mais ampla, mais clara — dessa imagem, dessa resposta, a gente consegue partir para observar no dia a dia como a gente permite que a vida diária, os acontecimentos, o acontecer da vida diária terrena nos distraia disso que a gente tem que de vez em quando lembrar: o que que é o mais importante na vida. Isso é uma verdade para mim, sabe? Eu imagino que de alguma maneira você possa reconhecer que isso também ocorre com você, nem que seja bem pouquinho. Mas é muito difícil a gente se dar conta e não ser distraído por tanta coisa que tem para fazer aqui. Agora assim, se a pessoa acredita que o objetivo da vida é simplesmente cumprir todas essas tantas coisas ou aproveitar todas as tantas coisas que tem aqui, então teoricamente não há distração. Quem acha... Por exemplo, tem gente que considera que a vida é dinheiro. Então, tudo que é ganhar dinheiro para ele é o objetivo principal, não é distração. Por outro lado, para mim não é assim. E eu sei que para você também não. Então, a pergunta para nós é bem característica. Se nós estamos numa jornada sempre em busca de uma consciência maior sobre a vida, sobre a existência — isso significa viver a vida cada vez com mais plenitude, encontrar os motivos e o alicerce da felicidade humana dentro de cada um de nós e não nas coisas que acontecem fora de nós, enfim, muitas formas de falar isso — mas se a gente tá em busca, então, e nessa jornada de busca pela verdade, pelo conhecimento, pelo despertar da consciência, muita coisa que acontece no nosso dia a dia acaba sendo uma distração. É duro, viu? Eu vou te falar, eu acho isso muito difícil de perceber primeiro e, depois que a gente percebe, é difícil fazer frente a isso. Porque é um apelo. Há um apelo muito grande nesse acontecer das coisas todas — e dos eventos, dos problemas, desafios, necessidades, trabalho, tudo que tem que fazer. E isso tudo, como é uma necessidade — ou são premências, são coisas que a gente mesmo também cria para si mesmo, necessidades que a gente acaba criando — a gente faz isso, faz aquilo, quer fazer isso, quer fazer aquilo. O problema é que tudo que eu vivo, ou todo o tempo do meu dia que não está de alguma maneira vinculado a essa jornada de busca, a esse processo, é como se fosse uma distração. E claro, tem que fazer. Não é que a gente não vai fazer as coisas da Terra. A gente vai fazer, a gente vai continuar vivendo a vida terrena igualmente. Porém, a gente tem que olhar para isso de uma forma a perceber que se muita coisa do dia a dia — a nossa rotina, nossos pensamentos — nos distraem, eles estão impedindo aquilo que cada um de nós mais quer, ou pelo menos aquilo que cada um de nós intui que quer muito alcançar. E aí, a Logosofia chega num momento muito importante nessa hora, que é assim: nós temos tesouros dentro de nós, verdadeiros tesouros. Mas é tão difícil, distraídos por tudo que ocorre aqui no dia a dia... É tão difícil a gente se dar conta desse tesouro e a gente lapidar essas pedras preciosas, ou a pedra preciosa que nós somos, mas que muitas vezes — certamente — precisa de alguma maneira ser lapidada ainda. Nós somos geralmente uma pedra preciosa bruta. E é preciso lapidar. E essa lapidação é um processo contínuo, eterno. A perfeição não tem um fim. Não tem um dia que fica perfeita. A perfeição, eu entendo, que é uma busca — exatamente essa constante superação. Mas o ponto que eu tava me referindo, a distração, é assim: a Criação — ou seja, Deus, o Criador — nos dotou de uma engrenagem, de um mecanismo nesse mundo interno de cada um de nós, tão maravilhoso. Inclusive essa é especialidade da Logosofia: nos apresentar e permitir que cada um vá conhecendo com a mão na massa, na prática, experimentando em si mesmo essa realidade que se mostra ser uma grande engrenagem divina, maravilhosa. É um mundo maravilhoso que existe dentro de cada um de nós. Mas que, de novo, tem sempre a chance da gente ficar perdida nas coisas, nas distrações da vida diária, nas coisas tão externas à própria vida. Então, o mistério que se apresenta — e aí a Logosofia apresenta uma ferramenta, uma solução para esse mistério, que é assim: como é que a gente vive a vida terrena que a gente tem que viver e vai continuar vivendo, mas que essa vida terrena sirva para a jornada, o grande propósito, a busca e essa aproximação cada vez maior, a identificação cada vez maior com a verdade de cada um de nós que vive? Eu não quero mais que a vida terrena me distraia do que eu quero ser e quero viver. Eu não quero. E as distrações não são só as atividades em si. As distrações são também os conceitos que eu admiti como verdade e que já não servem a esse objetivo meu. São vários preconceitos que eu tenho na minha mente que me amarram, que me impedem de viver a vida que eu quero e ser quem eu quero ser integralmente. Por quê? Porque a gente fica tentado sempre a se adaptar ao conceito comum da vida. A vida terrena, essas coisas que acontecem, a vida que acontece fora de nós, fica nos puxando, nos tentando o tempo todo a vivê-la como se ela fosse o fim, como se ela fosse o objetivo, como se estivéssemos na Terra para viver as coisas fora da gente. Mas é por isso que eu preciso — e precisei — de um conhecimento como o logosófico, para me colocar no trilho. Que trilho é esse? Esse é o trilho em que a engrenagem, essa engrenagem divina, perfeita que existe em cada um de nós... E esse livro vai explicar muito dessa engrenagem para a gente: a mente, a sensibilidade, pensamentos, enfim. Essa engrenagem, ela é colocada em movimento com conhecimentos que a movimentam. Então, o que a gente faz todo dia, quando a gente lê o ensinamento logosófico, é... Se coloca à frente esse conhecimento de várias formas — colocar em andamento, pelo menos, começar a recuperar essa grande engrenagem que é o próprio mundo que cada um de nós tem em si mesmo. Porque aí, a gente começa a perceber que essa engrenagem é um verdadeiro tesouro. E esse tesouro, esses valores todos, essa potência, ela precisa ser colocada em movimento, que ela tá parada há sei lá, séculos, milênios. De algum ponto na história a gente deixou de cultivar esse mecanismo, a gente perdeu a consciência sobre essa realidade, esse mundo interno de cada um de nós. E o conhecimento logosófico, ele tem também esse objetivo, eu entendo. Que é o de colocar em movimento essa engrenagem que tava lá quase totalmente enferrujada, parada, travada. E aí sim, na medida que essa engrenagem começa a se soltar dessa ferrugem, dessas travas, é possível entender que a vida vai deixando de ser apenas os fatos que acontecem no dia a dia e as circunstâncias e acontecimentos, e passa a ser — passa a se tornar — um grande campo experimental para se vivê-la, senti-la e percebê-la com outra plenitude, já com a consciência começando a despertar para todo isso. Esse tópico curtinho — não é o capítulo, não, é um tópico ainda dentro da lição sobre a Logosofia — esse tópico que é Um Poderoso Reconstituinte Psicológico e Espiritual, ele tem um ensinamento que para mim é lindo, porque é exatamente a imagem que me encanta, sabe? Sobre esse valor, esse tesouro que a gente tem dentro de nós mesmo. Eu vou deixar você lê-lo e aí você vai ver qual que é o ensinamento. Boa leitura, boas reflexões. Fique bem e até o próximo podcast.