Latest / Logosofia no Dia a Dia / Detox Mental: Como Saturar a Mente com Pensamentos Elevados
Transcript
- Oi, é o Ronny, tudo bem? Bom, temos um problema. Mas tudo bem. Quando a gente tem um problema e sabe que tem um problema, a gente começa a não ter um problema, né? O pior é quando a gente ignora um problema e a gente não sabe que ele existe. Como é que você vai vencer? Como é que você vai suplantar um problema se você nem sabe que ele existe? Pois é. Eu tenho um problema, né? Particularmente eu. Durante muitos anos, décadas, desde a infância, meu corpo foi saturado de comida ultraprocessada, açúcar, né? Até pelos hábitos da época, cultura, minha gula. E, obviamente, adorava, né? O sabor daquelas porcarias todas, ah, é impagável. Não tem como o chuchu e o brócolis serem tão gostosos como as comidas ultraprocessadas. Eu sei. Quem gosta muito de... Tem gente que adora esses vegetais. Eu gosto também. Mas é que eu acho o sabor das coisas, dessas porcarias todas, muito bom. E não é à toa que são assim, né? Eles são industrializados para serem assim. E o paladar meu já foi estragado desde a infância, né? Porque se consumia muito açúcar e criança saudável era criança gordinha, né? Eu tenho, na minha composição biológica, as minhas células todas receberam, e os receptores das células acabaram se acostumando a se ligar, a receber, a, vamos dizer assim, a guardar, ou a, vamos dizer assim, eles se acostumaram a ser ligados a um monte de elementos que são toxinas, né? Que são elementos que não ajudam a saúde celular. E talvez uma boa parte de nós todos sofremos o mesmo problema. Quer dizer, o corpo, na parte celular, ele foi intoxicado ao longo de muitos anos. E isso a gente continua fazendo, né? De vez em quando eu como uma porcaria também, óbvio. Em geral, até algum açúcar, tudo, eu como. E o ponto é que para a química do corpo, do ponto de vista biológico, isso é um problema. Por quê? Porque acostumados a tudo isso, né? Nossos corpos estão pedindo sempre mais disso. Então o organismo acaba, a gente acaba acostumando o organismo e viciando o organismo numa série de elementos que depois o corpo fica querendo mais. Até porque tem as sensações todas que afetam a parte neurológica também. Então assim, quem que quando não está agoniado com alguma coisa, ansioso, angustiado, não gosta de um chocolate, por exemplo, né? Ou de um doce. Porque o açúcar, obviamente, gera uma reação química. E o chocolate também, com uma série de elementos que ele tem lá no cacau, quando é chocolate de verdade, ele também afeta de forma positiva, né? Reações positivas na parte neurológica, aquela sensação boa, né? De delícia, parece quase uma droga. Bom, e as drogas também. Então assim, não é à toa que tudo isso, o álcool, esses elementos todos que não são elementos necessariamente benéficos, né? Alguns são negativos, outros são neutros, outros podem ser benéficos em pouca quantidade. Esses elementos todos são uma intoxicação que o meu corpo particularmente, acho que bastante gente também viveu isso, acabou sofrendo. Como é que desintoxica um corpo assim? Não é uma coisa que você fala assim, ah, vou fazer um detox. O pessoal fala assim, ah, vou fazer um detox no final de semana, ou essa semana, na segunda-feira eu vou fazer um detox. Legal. Faz segunda-feira, terça. Mas assim, o corpo está sofrendo disso há décadas, não é uma semana. Então a desintoxicação é um processo. Não é uma coisa que você faz em um mês. É um processo de muitos anos de novo. Por quê? Porque é um processo em que tem que substituir algo que praticamente faz parte do corpo. Ou seja, faz parte da estrutura. É como se o corpo está viciado, está alterado, está intoxicado com elementos que infelizmente foram se acumulando ao longo de décadas. Por isso que é um processo de mais alguns anos, vários anos, talvez décadas, para o corpo poder se transformar sob a influência de elementos mais saudáveis. Bom, se isso é uma realidade, aí você fala, Ronny, mas você não é médico, né? Não, não sou. Nem químico, nem biólogo. Mas essa é uma realidade. Com os detalhes, obviamente, e avaliações disso, deixo para os experts. Mas vamos pegar, transpor essa realidade para algo ainda mais importante. O que aconteceu com a nossa mente, não ao longo dos primeiros anos de vida apenas. Nossa mente, como, vamos pensar assim, do ponto de vista coletivo, a mente do ser humano, através dos tempos, muitos séculos, muitos séculos, milênios, vem, na sua maioria, sendo preenchida ou saturada de materialismo. Você pode até falar assim, ah, Ronny, mas que exagero, né? Não é só de materialismo que a gente vive. Sim, eu concordo com você. Mas pensa no quão forte é a influência da matéria na mente humana desde sempre. É só pensar quanto tempo o ser humano guerreia, né? Ou briga, ou se mata, ou... Enfim, há quanto tempo se batalha por bens físicos, por posse, por territórios, por tudo isso. Ou seja, desde as épocas instintivas, onde o ser humano era praticamente instinto, quando era ainda começo do desenvolvimento humano, que só se preocupava com sobrevivência, de alguma forma a gente foi conseguindo sobreviver, mas o pensamento e essa influência material seguiu muito forte na mente. Nossas mentes, mesmo a gente já conseguindo hoje todo mundo viver e comer, basicamente, e quando isso não ocorre é porque há um problema na gestão dos recursos, não é um problema que falta comida. Não falta comida na Terra. O que falta é a gestão correta de recursos. Então, teoricamente, hoje não seria mais o caso da humanidade viver como vivia há dez mil anos atrás, o ser humano. Mas a nossa mente está saturada, foi saturada e segue sendo saturada de influência material, da influência da matéria, do que é físico, do que é palpável com a mão, das sensações que as coisas físicas permitem sentir, experimentar, dos prazeres. Então, a gente vem sendo saturado e a mente foi. Qual o problema maior? Como eu estava falando no exemplo do corpo, a mente foi sendo saturada de pensamentos que respondem a essa realidade da matéria. Então, qual que é o problema hoje? Que a gente, basicamente, tem uma mente que foi inferiorizada por essa realidade material. Não é à toa que a logosofia designa essa mente como sendo a mente inferior do ser humano. Você fala, Ronny, mas se tem uma mente inferior, tem uma superior? Bom, tem. E a logosofia nesse ponto é muito clara e lógica ao apresentar que tem, mas é que como a gente passou, nós, como humanidade, passamos aí milênios alimentando basicamente a mente inferior, essa cresceu tanto que quase virou unicamente nossa. E que a mente superior existe praticamente em potência, em potência estática, em possibilidade, mas ela é muito pouco desenvolvida. Por quê? Porque, obviamente, a gente veio alimentando a mente com esses pensamentos de índole inferior, muito ligados à matéria, onde há ambição, a ganância, o egoísmo. E aí você pode encontrar várias dessas características negativas que acabam até, às vezes, definindo o ser humano. É uma pena, mas a gente quantas vezes não observou alguma situação, alguma experiência, ou a própria humanidade que a gente faz parte e falou assim, nossa, como nós somos egoístas, como o ser humano é egoísta, como o ser humano é materialista, como o ser humano é ganancioso, como o ser humano... Enfim, a gente identifica características psicológicas na generalidade da humanidade porque é muito forte, de fato, essa influência. Não é à toa, né? A gente não é crítico de teoria. É só observar a própria vida. Eu vejo a influência desse materialismo, desses pensamentos todos, na minha mente inferior, ou seja, na minha mente, ainda sendo uma influência forte ainda. E eu luto exatamente para reverter essa intoxicação. Ah, e como é que então se reverte uma intoxicação? Muito bem. O que eu também comprovei de forma muito clara, na medida que a gente vai assimilando pensamentos de outra índole... Então, assim, o que a ciência logosófica é para mim? Ela é uma fonte de conhecimentos, de pensamentos, de elementos de índole superior, metafísica. Ou seja, o ensinamento logosófico é um pensamento que não está vinculado a essas substâncias que me intoxicaram tanto, minha mente, a ponto de basicamente ter uma mente inferior muito ativa e cheia de pensamentos. A minha mente foi inferiorizada, mas eu não quero seguir assim. E essa foi uma decisão que eu não tinha entendido de forma consciente e clara, mas eu sentia desde sempre a necessidade de... eu preciso mudar, eu preciso deixar de viver assim, eu preciso deixar de ser assim, porque traz muito sofrimento viver a vida sob o comando de uma mente que está materializada praticamente inteirinha, uma mente que vai fazer, como fez a mim mesmo, viver muitos momentos tristes e... Essa vida que a maioria de seres humanos vive é de muito sofrimento. Por quê? Porque a gente erra constantemente. Por quê? Porque movidos por uma mente saturada de pensamentos materialistas ligados a essa realidade material e extintiva, a vida segue sendo um grande mistério e uma grande dificuldade, um grande problema, porque não se entende nada do que se vive, não se entende as experiências humanas que cada um de nós é chamado a viver e não se consegue nem muitas vezes manter as relações, os vínculos, os sentimentos. Por quê? Porque essa mente cheia de pensamentos inferiores obviamente não está com o objetivo, não vai conseguir entregar para nós o cultivo do que há de mais elevado. Ela vai entregar o cultivo do que há de mais inferior, de mais material. É, mas é meio triste falar assim, né? Puxa, até desanimo. Não, e veja, eu não estou falando isso para nos desanimar, mas estou falando isso como uma constatação de uma realidade que na minha vida eu fiz e faço. Ou seja, nós estamos, se você se identifica de alguma forma ou em alguma proporção com o que eu estou falando e narrando, nós estamos intoxicados. Nossas mentes estão repletas dessa substância mental que está vinculada à matéria. E o risco é passar a vida e seguir a vida vivendo com essa influência inferior na própria mente. Então, como eu estava retomando a ideia da mudança, como é que a gente faz um detox disso? Não é, obviamente, lendo um dia ou outro, um pensamento positivo, feliz e bonito, como é, por exemplo, o ensinamento que a logosofia oferece. É bonito, é gostoso, é legal de ler, entusiasma, mas, por si, isso sozinho não é suficiente. Agora, quando a gente vai com frequência, ou seja, constância, saturando a mente, não saturando, mas, vamos dizer, oferecendo à mente elementos de ordem elevada, pensamentos de ordem mais elevada, como esse conhecimento transcendente, com o tempo e a constância, há essa mesma possibilidade de nós irmos saturando a mente de novo, mas agora com elementos de outra índole. Aí você fala, mas a mente já estava saturada. Pois é, a mente não é um negócio físico, então não tem limite físico, não tem que se preocupar, mas não vai caber pensamento bom, pensamento elevado. Assim, no extremo, a gente pode ver mentes que, você fala, dificilmente vão ter espaço para pensamentos elevados, mas essas são as mentes mais doentes da humanidade, não é o caso de nenhum de nós. Então, nas nossas mentes ainda tem muito espaço, e é nesse espaço que a gente precisa ir saturando de elementos que tragam vida, e os elementos que trazem vida real são elementos que têm essa essência que transcende o material, ou seja, são elementos, é a essência, são átomos, são pensamentos, são conhecimentos que estão muito além, acima, dessa limitação material das coisas da vida e dos fatos. Esse processo de ir assimilando esses elementos constantemente, durante a vida, porque não tem um tempo, qual o tempo que demora, Ronny? Dois anos e três meses. É um processo constante. Igual a alimentação, não dá para fazer um detox e depois se entregar de volta à porcaria. O corpo não vai se transformar, não vai fazer uma transformação celular. Para fazer uma transformação celular e o corpo realmente trabalhar numa outra condição, dali em diante, é preciso mudar os hábitos alimentares, para que o detox vá ocorrendo na medida que o corpo processa os elementos melhores, novos, mais elevados. E aí, então, o corpo vai alcançando uma condição biológica melhor ao longo dos anos. Bom, obviamente que o que está embaixo está em cima e vice-versa. Como diria o Hermes Trismegisto nas lendas que narram sobre a existência e a influência dessa figura. Então, mentalmente, ou seja, metafisicamente, é claro que é o mesmo processo. É preciso saturar a mente desses pensamentos, desses elementos elevados, constantemente, e vai ser um processo para fazer durante a vida toda. Fala, Ronny, mas não tem fim, pô? A gente já está muito acostumado ao tratamento que tem fim, né? Porque esse não é um tratamento apenas. Essa é a jornada da transformação pessoal. É a jornada da descoberta do... vamos dizer... do despertar. O despertar para uma realidade que a gente praticamente ignorava e realizar essa jornada que não é só desintoxicar a mente, mas é de despertar essa capacidade superior da mente. E aí começa, de fato, a construção de uma vida, ou seja, começa a se eregir, né? Começa a se moldar dentro de si mesmo, começa a se esculpir dentro de si mesmo uma nova vida. Uma vida com ou sob a influência desses elementos mais nutritivos, desses elementos mais elevados, esses elementos... na verdade, os elementos que mais nos aproximarão e nos aproximam e nos aproximarão do pensamento criador. Você vê que é uma questão que parece tão simples, e é simples. Mas o que não é simples é realizar esse processo, que é um processo de desintoxicação. Assim como não é simples realizar com o corpo, também não é simples realizar com a mente. Mas é para isso que o conhecimento logosófico veio também, para proporcionar esses elementos, para que a gente possa ir incorporando esses elementos de alta capacidade nutritiva para a mente que começam por exatamente fazer frente aos pensamentos inferiores. Olha que legal. A primeira parte desse processo é que, na medida que a gente vai permitindo, vai ingerindo esses elementos, a gente vai assimilando esse conhecimento na mente, o primeiro benefício é que começa uma luta mental. Começa esse bem todo, esses pensamentos elevados começam a antepor resistência àquele movimento automático dos pensamentos inferiores na mente. E a gente começa a sentir os efeitos benéficos quase imediatamente de ter pensamentos de uma índole muito mais elevada na própria mente. E esse processo então começa. E começa essa conquista de volta de um terreno que a gente tinha perdido para o materialismo geral, cruel e baixo no qual a gente, como humanidade, foi se submetendo. E aí esse processo segue em possibilidades maravilhosas. Porque quando esse processo começa a conter essa influência dos pensamentos materialistas inferiores na mente, começa o despertar dessa capacidade superior, ou dessa mente superior, como a gente queira chamar, que aí tem outras possibilidades. É sobre isso, o conhecimento logosófico é sobre isso e faz isso. Ou seja, permite experimentar essa realidade. E o que cada um de nós busca, eu digo por mim, claro, tem tudo a ver com isso. Porque é nessas possibilidades superiores que cada um começa a se identificar com aquilo que sempre intuiu, sentiu, pressentiu e sempre buscou. Ainda que a gente não soubesse nem definir o que é ou o que era. Bora desintoxicar a mente? É o que a gente está fazendo aqui todo dia, juntos. Obviamente com conhecimento logosófico como elemento ativo e um processo guiado como que a logosofia ensina a realizar. Boas reflexões. Fique bem e até o próximo podcast.