Latest / Logosofia no Dia a Dia / Você Acha Que É Livre? A Verdade Sobre os Pensamentos Que Vivem Sua Vida Por Você
Transcript
- Oi, é o Ronny, tudo bem? Eu tava aqui recordando, como sempre, né? Eu sempre procuro fazer a leitura, as reflexões que, sabe, surgem da leitura, e que recordações da minha vida... Como é que eu vou ligando cada coisa que eu leio ou cada coisa que eu entendo, né, cada trecho que eu entendo, compreendo, o que vai fazendo cada vez mais lógica na minha mente, eu vou tentando vincular isso à vida de alguma forma. Esse é o primeiro exercício que a gente faz com o ensino logosófico. Então, por isso que, né, não dá para ficar sem ler, porque sem ler a gente fica sem o conhecimento para vincular à vida. E por isso que a gente tem que ir à fonte, né? A gente precisa cavar essa fonte todo dia, de preferência, né, todo dia, para poder ir encontrando essas frações, essas porções de tesouro. Eu tenho vivido muita coisa, né? Muita coisa na minha vida, quem não tem vivido. Mas o que que é diferente de hoje e do que era no passado? E por isso que eu falo assim: às vezes eu vou buscar no passado alguma coisa, alguma recordação, porque me dá essa visão mais clara de uma trajetória percorrida. E não tem coisa mais legal, né, do que a gente ver uma trajetória que a gente mesmo percorreu ao longo do tempo em que a gente supera a forma de ser. É muito legal isso, né? Porque a sensação é que a gente finalmente vai, assim, a gente vai se encontrando, sabe? De se encontrar, de encontrar si mesmo, encontrar quem de fato, ou quem eu posso ser. E cada vez que eu descubro quem eu posso ser, de ser um ser melhor, né, para mim mesmo, primeiro sempre, eu vou me encontrando mais com o verdadeiro eu mesmo. Então, eu vou deixando de ser aquilo que eu não era ou, vamos dizer, eu vou deixando de ser algo que eu achava que eu era, mas que na verdade eu não sou aquilo. Porque essa operação favorece essa descoberta, né, que a gente acha que a gente é de um jeito, como se aquilo nos definisse, né, nos limitasse. Mas nos limita assim, enquanto a gente não supera aquilo. Então, eu tava dizendo que eu tava lembrando, vou dar exemplo prático. Eu tava lembrando que quando eu era jovem, eu tinha, assim, preocupações muito grandes com muitas coisas. Mas daquilo que eu não sabia, quando eu não tinha alguma informação, aquilo me deixava muito agoniado. Caso típico, assim, se uma, sei lá, uma pessoa combinou de ligar ou de aparecer, e a pessoa não ligou, não apareceu, sei lá. Eu começava a pensar... Que pensamentos que vinham, vinham os piores. "Ah, aconteceu alguma coisa, que será que aconteceu, aconteceu o pior". Aconteceu alguma coisa, claro, né, que a pessoa atrasou, não viu ou não ligou, tal. Mas o que vinha de pensamento era sempre assim: "Aconteceu o pior". Sabe aquela coisa que você fica preocupado e começa a imaginar, os pensamentos começam a sugerir um monte de coisa ruim? E isso, tenho certeza que cada um já viveu isso várias vezes, né? Ou que tava esperando uma resposta de alguém para alguma coisa, né, algum assunto na vida, tal. Sei lá, de emprego, de qualquer coisa. E aí aquilo não vem no tempo que você esperava, e aí a sensação, o que parece é que deu tudo errado. Aí você fica imaginando que deu tudo errado, não sei o quê, e tal. E muitas vezes tinha uma outra explicação, e era só um atraso naquela notícia, naquela decisão, naquela formalização, não sei, o que seja, na ligação, na... Mas era um atraso movido por coisas mais lógicas até, por razões, por causas mais normais. Igual, típica coisa é mãe, né? Quando você não... A gente era mais jovenzinho, a gente saía de casa. Na minha época eu saía de casa muito mais solto, né, do que hoje em dia se sai. Então, quando eu tinha, sei lá, 10, 12, 13 anos, vivia na rua, né? Praticamente depois da aula. E esquecia de aparecer na hora do jantar ou não subia na hora combinada, a mãe ficava preocupada. E obviamente, se aparecesse, se atrasasse muito, né, por qualquer razão, tivesse na casa de amiguinho, tal. Aí a mãe ficava muito preocupada e começava a imaginar coisa, que tinha acontecido coisa ruim com a gente. Isso é típico de mãe, né, com criança. Porque o instinto da mãe, né, fica... Aciona uma série de defesas ou de, né, de temores. Mas 99% das vezes a explicação era muito mais simples, né? Teve uma vez, inclusive, né, lógico, sem noção, né? Eu tinha acho que uns 16 anos aí, eu dormi fora e não avisei que eu tinha dormido na casa de um amigo. Eu não... Na época eu não tinha celular, não tinha nada disso, né? Então eu não liguei para avisar, esqueci. Bom, obviamente que na madrugada, à noite, minha mãe foi em delegacia me procurar, ver se foi em hospital. Foi o caos, né? Claro. Por quê? Porque na incerteza, né, na ignorância acerca do que tá acontecendo, passa-se todos os piores pensamentos na mente, né? Lógico, a culpa era minha, totalmente irresponsável, claro. Mas assim, a explicação era muito mais lógica: é dormir na casa do amigo. Só esqueceu de avisar, né? A mãe, coitada. Coitada da mãe. Bom, e por que que eu estou lembrando dessas coisas? Porque assim, a segunda parte desse terceiro capítulo é exatamente dedicada a esse tema que a gente pode ir entendendo cada vez mais como defesas mentais. O que são as defesas mentais? Quer dizer, o que que... Por que que a Logosofia trata disso e está tratando disso nesse começo do livro que explica o mecanismo da vida consciente? Isso é importante a gente entender. A defesa mental, ela só faz sentido do ponto de vista que a gente... Quando a gente começa a entender que existem pensamentos na mente que são esses responsáveis por fazer-nos reagir ou agir sempre da mesma forma referente aos fatos e circunstâncias da vida. Então, há uma grande parte da humanidade que, claro, vive de acordo com o pensamento da moda ou pensamento do momento ou o pensamento da massa. Você tem certeza que você conhece muita gente que vive assim. Vive sob influência dos pensamentos que tão voando por aí no mundo, no momento, né? Então, tem desde essas coisas mais óbvias e mais menos problemáticas, como aquelas pessoas que seguem a moda para se vestir, para se... E seguem fielmente, né? E ficam gastando dinheiro para estar sempre na moda, por exemplo. E coisas mais sérias, que é aqueles que seguem ideologias, não importa de que lado de ideologias, de forma cega. Seguem, às vezes tem gente que segue lunáticos, né, gente totalmente maluca, e faz coisas horrorosas. Mas no dia a dia, tirando esses extremos todos, tem gente que, como muita gente, que sofre porque acha que está pensando, mas o verdadeiro, o ato de pensar, ele carrega algumas características e exige uma liberdade interna que não é toda a humanidade que tem. Pelo contrário, acho que é a menor parte, bem, bem pequena parte. A gente acha que a gente é livre, né? E de vez em quando eu volto a esse assunto da liberdade, né? Eu gosto sempre de me perguntar: "Como verdadeiramente eu sou livre?" Porque a gente acha que é 100% livre. Desde que a gente alcançou autonomia financeira, né, na vida, e pode fazer as escolhas de aonde ia morar, com quem ia morar, enfim, né, sem pedir autorização ou permissão pros pais, a gente acha que a gente é livre, que a gente tem 100% da vida na mão para escolher o que quer viver. A grande verdade é que a gente é, em geral, vítima das escolhas que fazemos por conta de muitos pensamentos. Acreditar, como eu acreditava, que eu vivia a vida que eu queria, é uma falácia. Eu vivia a vida que os pensamentos mais predominantes na minha mente me faziam viver. E vou dizer que é o mais difícil de perceber. Depois, na medida que eu fui... Ainda que eu fui conhecendo a realidade dos pensamentos que a Logosofia apresenta, né, joga essa luz sobre essa realidade da vida mental, e eu comecei a identificar pensamentos e fui, comecei a realmente começar a organizar melhor minha mente. Ah, em relação assim: quais eram os pensamentos que iam operar, que vão, né, que viver na minha mente, e quais que eu quero que saiam, para que não seja mais vítima de muita coisa que eu não quero mais viver. E veja, há pensamentos ainda hoje que sutilmente ainda me tiram... Ainda me tiram durante um período, né, durante uma parte do dia ou do momento de uma experiência, ou às vezes no ápice de uma experiência da vida, sabe assim, naquele momento de tensão — eu chamo de transe, né — quando tá assim muito, tá no pico da tensão daquele momento sobre uma experiência qualquer... Há pensamentos que aproveitam desse momento crítico, desse momento aquecido na mente, né, e muitas vezes ainda me tiram do eixo, sabe assim? Me fazem perder essa consciência ou me fazem, vamos dizer assim, me tiram de mim mesmo e me fazem às vezes seguir com eles em várias conjecturas que geralmente não ajudam a vida. Quantos pensamentos de pessimismo, de negativismo, de que a vida é difícil, de que a gente não vai conseguir, de que isso é impossível. Não é possível, não vai dar, não consigo. Isso tudo não é uma reflexão. Quando a gente essa... Esse tipo de sensação que a gente tem mental quando a gente tá enfrentando desafios na vida, isso não são características naturais nossas. Essas, abre aspas, essas reflexões que não são reflexões, são sim um reflexo, em geral, de pensamentos negativos que querem que a gente desista, querem que a gente se submeta às condições atuais e que a gente não dê o passo, não dê o salto que precisa ser dado para alcançar uma condição muito melhor em qualquer um dos aspectos da vida. É a hora que a gente tem a referência daquele salto assim que parece um salto mortal, né? Só que é um salto mortal que dá medo, né? Eu gosto daquela referência de... Várias... Eu já citei em outros podcasts, aquela referência do filme do Indiana Jones que ele tem que dar um passo, né, que lá no filme é um passo de fé, porque ele não via a ponte. Ele não via o chão que ligava um lado ao outro de um precipício, mas tava lá — é que, né, era uma ilusão de ótica — e ele não via. Então, ele tinha que dar o passo na confiança suprema de que haveria ali uma ponte. E é mais ou menos isso, né? Isso é... Por isso que isso dá uma imagem muito eloquente de que assim: quantas vezes a gente precisa dar um passo em busca daquilo que a gente quer ser, em busca daquilo que a gente quer viver verdadeiramente. Mas esse passo geralmente nos confronta com muitos medos, muitos receios, porque esses pensamentos que acabaram limitando nossa vida ao longo de sempre, do tempo todo, vai, desde sempre, eles seguem alguns deles limitando hoje, nos impedindo hoje de sermos e vivermos a vida que a gente quer ser e viver. Isso é muito sério, muito sério. A hora que a gente entende e começa a observar que dentro da nossa mente, dentro de nós — não está fora, não tem ninguém fora de nós nos impedindo de sermos e de vivermos aquilo que a gente anseia e quer profundamente —, essas limitações estão dentro da nossa mente na forma de pensamentos que tentam nos manter amedrontados, atrelados ainda na mesma posição de antes. Então, essa segunda parte do capítulo 3, ela é sensacional porque a Logosofia vai jogar essa luz e vai colocar o caminho, vai apresentar qual o caminho pra gente sair dessa condição ainda vulnerável e entender que o próprio processo de evolução consciente e a vida sendo vivida, se transformando numa vida cada vez mais consciente, representa, constitui-se na construção de defesas mentais ou redunda na construção, na existência de defesas mentais que protejam cada um de nós frente a essa horda de pensamentos que ainda operam nossa mente e que a qualquer momento querem nos impedir de sermos mais felizes. Espero que você aproveite. Boa leitura, boas reflexões, fique bem e até o próximo podcast.