Latest / Logosofia no Dia a Dia / Como Transformar Sua Vida Aplicando Conhecimento Todos os Dias (Não Só Depois de Estudar Muito)
Transcript
- Oi, é o Ronny, tudo bem? Bom, na vida tudo é progressivo, né? Não tem nada que seja assim realizado ou alcançado num piscar de olhos. A gente acredita que tem, às vezes, né? E fica desejando, ou a gente fica sonhando, se iludindo muitas vezes com alguma coisa que a gente vai conquistar, geralmente sem esforço, né? E pra mim isso é muito familiar de falar, porque há uma propensão em mim ainda a acreditar, quando eu baixo a guarda, quando eu não penso, que algum resultado, alguma coisa vai acontecer por ordem de magia, sei lá. Então, acho que deve ser generalizado, né, no ser humano, essa propensão ao fácil mesmo. E se eu tiver um caminho fácil, eu vou propender a ele, sabe? A tendência é querer o caminho fácil, né? Se tiver um atalho aí que me resolva tal ou qual situação, puxa, vou pegar o atalho, né? É claro que a gente tem que ter sempre a inteligência pra poder escolher o caminho e escolher aquilo que vai fazer a gente mais feliz e vai resolver ou encaminhar todos os desafios da vida. Então, não é que a gente não tem que pensar e escolher o melhor caminho, claro que sim. Mas tudo é um processo, e eu penso que às vezes eu esqueço disso. Com o conhecimento transcendente, eu vejo que é realmente assim — é talvez a maior prova de que é um processo mesmo. Porque conhecimento, e a gente aprende isso desde pequenininho, a gente tem que aprender em um crescente, né? Nossas aulas na época que a gente era criança, a matéria, o que era ensinado pra gente, obviamente foi criando, desde pequenos, uma condição especial. Foi criando talvez os fundamentos pra depois a gente poder estudar, por exemplo, o conhecimento que explicava as coisas que a gente soube explicar, né? Sobre a vida na Terra, sobre até o próprio universo. Quer dizer, o conhecimento mais elevado a gente não teve na infância, né? A gente teve depois, né? E muito conhecimento elevado eu não tive, porque cada área tem a sua linha de conhecimentos e eu sou somente um cara generalista aí no nível de formação superior. Não há… eu não mergulhei em nenhuma linha de conhecimento da física, da química, da biologia, da matemática, né? Agora, se a gente aprende desde criança os fundamentos que a gente vai depois utilizando, ou que são necessários, são totalmente dependentes para os conhecimentos que vêm depois, quando a gente pensa no conhecimento transcendente, o processo tem que ser muito similar. Então, assim, não dá pra dar salto. Ao mesmo tempo que a gente não estuda na terceira série, quarta série, quinta série, nem nenhuma outra série antes da gente se formar no ensino médio, a gente não estuda física quântica, né? Basicamente ninguém estuda isso. Estuda-se física, estuda-se às vezes algo mais profundo, mas física quântica tem que ser assim pro cara que já tem um muito bom fundamento em física. Porque é um negócio que tá, pelo menos da minha capacidade, muito além da minha capacidade mental de compreender. Então, voltando — conhecimento transcendente, mesma coisa. A gente quer responder tanta coisa profunda, a gente quer preencher esse vazio, né, que a gente sente desde sempre, mas a gente esquece, eu acho. Ou a gente fica com essa ilusão de que nesse tipo de coisa da vida vai ter um milagre, né? Sei lá, vai cair do céu mesmo cada uma das respostas que a gente sempre quis. O que é um engano. Igualmente ao que a gente viveu durante décadas que a gente esteve na escola, né? Quase duas décadas cada um de nós, praticamente duas décadas cada um de nós esteve na escola, no mínimo, né? É a mesma coisa, não tem como a gente cortar caminho, né? A gente vai ter que percorrer as etapas preparatórias antes que as grandes respostas estejam acessíveis. Especialmente porque não é uma questão de encontrar uma resposta, né? Diferente do conhecimento comum, que muitas vezes a resposta resolve a dúvida, o conhecimento transcendente, por se tratar do conhecimento de si mesmo e que se relaciona e está intimamente vinculado ao conhecimento sobre a criação, sobre Deus, sobre as leis que regem tudo, é um conhecimento que não tem… a gente não vai encontrar a resposta, né? Aquela frase que vai falar assim: agora minhas inquietudes acabaram. Por quê? Porque diferente do conhecimento comum, é preciso que a própria consciência seja a juiz, né? Seja o que vai verificar que de fato se compreendeu algo, né? No caso, se tem mesmo um conhecimento que na vida já se fez presente na própria consciência. Até porque quando um conhecimento transcendente, quando a gente consegue assimilá-lo e incorpora à vida, ele muda a conduta, ele muda a colocação frente à vida. E essa é uma das coisas mais fantásticas, mais fenomenais do conhecimento transcendente. Porque diferente do outro, que a gente estudou quase duas décadas e que serve obviamente para muita coisa da vida terrena, uma parte do que a gente estudou literalmente não serve, né? Isso é um problema — a gente estuda tudo e cada um de nós depois vai para uma área e acaba usando mais uma coisa e quase não usa o resto, né? Mas enfim. Mas diferente do conhecimento comum, o conhecimento transcendente tem essa função primordial de moldar a argila, né? De trabalhar na argila, que é a nossa vida, que é a nossa existência, e permitir que a gente vá manipulando essa massa em obras, né, em construção, sempre em melhoramento e superação. Então é um conhecimento que afeta na raiz da nossa vida o presente, o futuro e até o passado. Quantas vezes eu compreendi passagens da minha vida, cada vez de uma forma diferente, conforme eu estou compreendendo e vou entendendo o mecanismo das leis universais que, por exemplo, regem todos esses processos. Então não é à toa que o método logosófico vai delineando de uma forma clara também uma reiteração ascendente de estudo. Porque não é questão de só a gente ler e mal ilustrar a mente, porque também pode até ler — pode ler o conhecimento mais incrível do mundo, a fração mais incrível do mundo do conhecimento transcendente — e também ler sem atenção. Ou ler e aquilo ficar totalmente na superfície da mente e se perder quando a gente parte para o próximo parágrafo, sei lá. Veja, a questão é que a nossa colocação interna determina o que a gente aproveita daquilo que a gente está estudando. Então tem lá um trecho dentro desse capítulo que a gente está no curso de iniciação logosófica — tem um dos tópicos que é: que estudos devem ser realizados antes e quais depois. E é exatamente uma explicação muito lógica da Logosofia, do método logosófico, sobre esse estudo, essa dedicação que é uma constante em que a gente vai cumprindo esses passos necessários básicos. Começa obviamente por uma ideia muito clara, ou o mais clara possível, sobre a concepção desse conhecimento transcendente, e o próprio método sugere os passos seguintes em termos de temas e tudo mais. Veja, só de fazer uma passagem geral pelos ensinamentos logosóficos e poder ter uma ideia clara da concepção, da força, da potência e da importância vital para a vida e para a existência de um conhecimento que apresenta conceitos evolucionários, como a Logosofia apresenta, é suficiente para mudar a forma como a gente experimenta a vida no dia a dia. Então, assim, conforme a gente realiza isso, daí partir para se aprofundar, para nos aprofundarmos nos temas seguintes depois dessa imagem clara, é sensacional. Mas sem uma imagem clara sobre a concepção logosófica como um todo, seria como a gente mergulhar apenas um pedacinho de uma das ciências comuns que a gente estudou, sem entender o resto daquilo. Não dá para entender uma derivada de matemática sem conhecer e dominar uma equação de segundo grau. Então, assim, não dá para a gente ignorar o resto ou a base e querer ir direto para as grandes fórmulas mirabolantes. É preciso capacitar a mente para que a inteligência possa desempenhar o seu movimento cada vez mais liberta daquilo que nos impede hoje de nos elevarmos. E essa talvez seja das particularidades, dos detalhes desse método que eu penso que é muito importante, que eu tenho em conta sempre — e você talvez já tenha refletido sobre isso muitas vezes também — que, assim, enquanto a gente conhece, ou seja, quando a gente toma contato e vai absorvendo esse conhecimento, estudando esse conhecimento, lendo esse conhecimento e absorvendo, a gente vai na verdade já preparando a mente de forma que aquilo que nos impediu até então de nos elevarmos, de superarmos, de ir para frente e para cima, nos elevarmos — porque a palavra elevar é muito boa — vai sendo eliminado. Então, concomitante ao estudo, na medida que se conhece esse mecanismo, na medida que a gente mergulha dentro de si e começa a perceber esses agentes do mundo mental, especialmente os pensamentos, e aqueles que já são deficiências psicológicas nossas, ou os pensamentos que muitas vezes nos iludem… Quantos pensamentos me iludem? De vez em quando eu ainda pego um ou outro todo dia, querendo me afastar desse mundo interno, querendo me levar para fora de mim mesmo, querendo que eu me perca. Olha só, é incrível isso. Você vai perguntar: mas por que será que tem pensamentos fazendo isso com a gente? Porque o pensamento, como uma entidade psicológica, mental, de vida própria muitas vezes — até porque não é à toa que a gente muitas vezes fala ou faz alguma coisa e fala: poxa, não queria ter feito nem falado — como se fosse aquele diabinho do desenho animado que manda a gente falar alguma coisa, falar na nossa orelha alguma coisa, no ouvido. Esse pensamento, de ter vida própria muitas vezes, eles estão lutando por continuar tendo vida na nossa mente, tendo espaço na mente. Então muitos desses pensamentos são incompatíveis com o novo estado interno, com a nova vida, com a nova forma de viver e experimentar a vida. Então vai haver luta mesmo — eles vão resistir. Mas são trabalhos concomitantes. Então esse método, eu fico muito bem impressionado toda vez que eu paro para refletir sobre ele, porque é um método que, enquanto nos ilustra, enquanto me dá essa capacidade — para cada um de nós — de ilustrar a mente e com isso ver ou perceber que a inteligência começa a se mover de uma forma diferente, nos possibilita ir identificando esse nosso espaço mental interno de cada um para que a gente perceba aquilo que até hoje nos impediu e tem nos impedido e continuará a nos impedir se a gente não começar um trabalho de classificação e de limpeza, realmente de superação desse conjunto de pensamentos que hoje habitam a mente de cada um. E, como um todo, habitam o espaço mental, o mundo mental da sociedade que a gente vive. Então a Logosofia começa explicando esse estudo e prática no individual, que é dentro desse trecho que a gente está também, mas é muito clara essa necessidade de se entender que o estudo, leitura, estudo reflexivo, meditado, a percepção que vai se ganhando da concepção desse conhecimento anda ˜pari passu˜ com o trabalho — ou seja, com o sentar-se no ateliê interno e, como eu sempre gosto de lembrar, ir trabalhando nessa obra de arte que é a própria vida. Fazer da vida uma obra de arte. É impossível ela não ser sempre uma obra linda, mas cabe a cada um de nós colocar as mãos na obra todo dia. E é nesse sentido que eu percebo que o método logosófico está sempre me apoiando para que cada conhecimento possa ir fazendo a diferença na minha vida todo dia. A gente não aprende o conhecimento logosófico para um dia a gente mudar a vida quando tiver bastante conhecimento acumulado. Essa é a maravilha desse conhecimento. É para cada fração que a gente seja capaz de compreender que possa mudar a forma como a gente olha, experimenta, vive a vida já — hoje. Boa leitura, boas reflexões. Fique bem e até o próximo podcast.