Latest / Logosofia no Dia a Dia / Você Tem Um Limitador de Velocidade Mental: Como Removê-lo
Transcript
- Oi, é o Ronny, tudo bem? Curiosamente, a gente vê coisas que demora para a gente entender o que que está acontecendo, porquê. Mas quando a gente entende — ou seja, quando a gente tem o conhecimento, ou adquire o conhecimento, alcança o conhecimento do porquê das coisas acontecerem — fica fácil, né? Por isso que tem aquele ditado assim: "É fácil quando se sabe." E é isso mesmo. E esse é um ditado engraçado, mas assim, há uma verdade muito profunda nisso. Ou seja, é preciso ir em busca do conhecimento que torne fácil ou que torne alcançável aquilo que hoje parece incompreensível e inalcançável. Então tem coisas que a gente observa no dia a dia da vida e a gente demora para entender o porquê que está por trás daquilo — que mecanismo que está aumentando, está regendo aquele processo. Até porque a maior parte do tempo a gente nem considera que são processos. A gente acha que a vida, as coisas estão acontecendo porque sim, sei lá, por qualquer razão. Mas é tudo um processo, ou tudo faz parte de um processo. Eu estava falando no outro dia que me espanta — quando eu mudei de academia, faz um mês e meio, acho que — me espanta que agora essa academia abre mais cedo e ainda me impressiona eu chegar daqui a pouco lá às seis horas da manhã e ter o pessoal saindo, que já chegou às cinco horas. Sei lá, acho que se abrisse às quatro horas, às cinco horas já tem o pessoal saindo que chegou às quatro horas, sei lá. Eu acho que o pessoal é — tem gente em todo tipo de fuso horário. O pessoal não brinca em serviço. E também uma coisa — só que isso tudo bem, eu entendo porque cada um tem que fazer o ajuste na vida, na rotina da vida para caber o cuidado com a saúde. E depois que a gente entende isso, depois que a gente fica preocupado de verdade com isso, a gente encontra esse espaço. Na verdade, a gente não encontra, a gente conquista esse espaço. E esse é um ponto que quando alguém me pergunta: "Ah, mas como é que faz para ter essa disciplina, para ter essa — vamos dizer assim — constância?" Eu falo assim: "Cara, tem que conquistar esse espaço. A vida anterior que eu tinha não me dava espaço nenhum para isso. Dizer que não tinha tempo, não dava para encaixar. Na verdade, tem que batalhar, tem que lutar e tem que arrancar na força esse pedaço da vida." Mas o ponto não é esse. O ponto é o seguinte: eu vi muita gente e vejo ainda, claro, sempre, que está na academia há anos — mais que os resultados — embora do ponto de vista muscular, cria-se músculo, não alcança o resultado de mudar a composição corporal e de ter muito menos gordura no corpo do que tem. Porque a gordura no corpo, obviamente, ela causa um monte de problema. E no caso, o podcast não é sobre saúde. Estou só me referindo àquilo que eu observo no dia a dia, àquilo que eu consigo compreender. E o problema é que enquanto não se entende a causa ou um dos principais elementos, razões pela qual o corpo está na condição que se está, não adianta ir para academia porque é possivelmente só metade do caminho feito. A outra metade tem que ser feita através de uma reeducação alimentar. Não tem jeito. Não tem academia. Você pode passar duas horas por dia na academia, não tem como academia resolver o desafio. No caso, como eu, de um gordo como eu, não tem como resolver academia. É preciso reeducar a mente e o corpo em relação à ingestão de alimentação, nutrientes, alimentação mesmo — alimentação, nutrição e não prazer de comer apenas. E por que que eu estou dizendo isso? Porque enquanto a gente não sabe, enquanto a gente não conhece alguma coisa, não tem o conhecimento sobre qualquer coisa, a limitação parece impossível de se vencer. Concorda? Pensa se você não teve, não vive o problema que eu vivo, que eu vivi especialmente. Pensa em qualquer outra coisa. Quando a gente tem uma — a gente não tem o conhecimento, existe uma limitação naquele aspecto da vida que nos impede de viver uma experiência diferente. Desde o básico: quem não sabe ler e escrever, a criança, quando não sabe ler e escrever, está limitada a interpretar figuras e imagens. Ela não tem acesso ao conhecimento que está escrito em letra. Não fala uma língua x? Não tem acesso ao que está sendo conversado, o que está acontecendo, o que está escrito naquela língua. Muito bem. E assim por diante. Mas vamos agora pensar o seguinte: na vida de cada um de nós, o problema é que a gente nem sabe o que a gente não tem acesso. Hum, pensa nisso. Já pensou nisso? Você fala assim: "Oi, Ronny, mas o que que da vida a gente não sabe?" Porque a gente acredita que a gente já sabe o que é a vida. A gente acredita que a gente vive a vida de forma muito intensa. Veja, eu não estou me referindo à intensidade das experiências que a gente vive — que podem ser assim no limite, podem ser intensas, como se fosse cada dia realmente matar um leão. E tem muitos dias que é isso. Mas a intensidade dos fatos, circunstâncias e experiências da vida não significa a intensidade da vida, do viver, do experimentar, do ser. E o que que eu estava me referindo no começo, quando eu falei que quando a gente não sabe, a gente fica parado, limitado — é assim: a nossa razão, olha que incrível, e essa parte desse capítulo todo, mas na segunda metade desse capítulo assim, começa uma explicação de abrir o entendimento de qualquer um, como está abrindo o meu. A razão, a nossa razão — ou seja, a faculdade de racionar, de julgar, de compreender, o entendimento também — ele está sempre limitado pela própria capacidade, que é limitado na função que ele se formou, que é a função comum. Como a gente utilizou a vida inteira, praticamente, e a humanidade há milênios utiliza muito praticamente somente a razão para as coisas comuns, para essa vida fora de nós mesmos, a nossa razão passou a ser um limitador. Olha que doideira que é isso. A nossa razão, a nossa faculdade, essa capacidade de emitir uma razão, um julgamento, uma avaliação sobre qualquer coisa, ela acabou se tornando um limitador dentro de nós mesmos. Só assim: "Ó, Ronny, espera aí. Mas a razão é uma ferramenta poderosíssima da nossa mente, é positiva." Claro. O problema é que essa razão está praticamente acorrentada na vida terrena. Olha só. A nossa razão é de fato, na maior parte de nós, ela é a razão do homem, do ser humano comum, do ser humano voltado para a vida material, terrena, fora de si mesmo. A razão comum — essa razão limitada que existe em cada um de nós — ela basicamente é ao mesmo tempo uma ferramenta que nos ajuda a viver e realizar as coisas do dia a dia na vida, mas ela é extremamente inapta para nos guiar ou nos impelir, nos impulsionar no conhecimento sobre o mundo transcendente, sobre a vida na sua composição, no seu plano mais amplo, sobre a realidade da vida consciente, espiritual, mental. Olha que você fala: "Putz, Ronny, espera aí, mas agora também você pegou pesado, hein?" Essa forma que a gente, a nossa razão, ela é um limitador para nós mesmos no avanço para esse nível de conhecimentos transcendentes — é exatamente isso. E veja, pensa sobre isso. A razão, ela é formada pela compreensão, pelo entendimento que tem, pelos conhecimentos que tem na mente. Como a gente ficou alheio e cresceu alheio — porque o ser humano não aprende isso na escola, em lugar nenhum — como a gente ficou alheio ao conhecimento transcendente, causal, conhecimento do mundo mental, a começar com o mundo mental que existe dentro de cada um de nós, a nossa razão se tornou um limitador. Igual, já viu limitador de velocidade? Tem, tem veículos de carro. Você tem limitador de velocidade. O cara não consegue. O cara pode pisar no acelerador. Hoje em dia, os motores são potentes, bem potentes, mas não adianta. A empresa vai lá e determina um limitador de velocidade. A gente tem um limitador de capacidade na mente. Aí você fala: "Bom, então, pera aí, qual que é a solução?" Bom, tem duas coisas que eu vejo que entendi que você pode me ajudar até ver se tem alguma coisa a mais. Mas assim, primeiro é que a busca que a gente está fazendo pelo conhecimento transcendente, a busca que a gente faz nesse conhecimento logosófico, nos ensinamentos logosóficos, vai criando — desde o início — criando a capacidade de ter ou de despertar ou de colocar em movimento a razão superior. É como se a nossa mente funcionasse para os dois planos, para o plano inferior, plano terreno, das coisas, mas ela também pode funcionar. Toda a engrenagem mental pode funcionar para o plano transcendente. E é como se a gente tivesse duas engrenagens. Na verdade não são duas, mas é como se elas atuassem. Elas — a mente atuando nesses dois planos — ela de fato é como se fossem duas mentes mesmo. Então, primeiro ponto é: na busca e nesse esforço da gente ir compreendendo aquilo que a gente nunca compreendeu, e iluminando, ilustrando a inteligência acerca dessa realidade que a gente não conhecia, é que a gente vai se alimentando desse conhecimento transcendente. Esse alimento vai nutrindo essa capacidade da própria mente e da razão de despertar como uma razão superior. E aí finalmente a razão começa a fazer seus movimentos livre dessa amarra — de uma razão somente voltada das coisas comuns. Esse é um primeiro passo. Não, mas esse é um passo real. Essa é uma realidade, essa é um fato que vai acontecendo. E eu observo como em mim isso foi acontecendo ao longo dos anos e especialmente os últimos anos da minha vida. Nossa, assim, a razão superior, ela vai — eu sentindo assim que ela vai tomando uma capacidade que eu não tinha antes. Eu não tinha. Mas é fruto desse mergulho no conhecimento transcendente, nessa constância, nesse querer de verdade — ter a liberdade de poder discernir, de compreender a vida, o mundo, de compreender minha existência de outra forma, sem as amarras que a razão comum impõe. Por obviamente, coitada, foi formada só nos conhecimentos comuns. Então, não é nem má intenção, é só incapacidade mesmo. Agora, tem outro aspecto. Ou seja, tem uma outra — vamos dizer assim — uma outra porção dessa realidade, da verdade que eu — e aí, assim, eu estava aqui viajando lindamente no estudo hoje mais cedo. Porque essa parte final desse capítulo 7, a Logosofia trata e apresenta a sensibilidade humana de uma forma como assim — ai, eu fiquei assim, você precisa ver minha cara. Eu estava estudando assim, eu nem ia estudar. Eu estava só revendo os estudos anterior, mas assim, eu comecei de novo a mergulhar nisso e fui anotar algumas coisas que chamaram a atenção. Você pegar uma — "Nossa, falei: 'Esse ensinamento aqui, eu tenho que guardar isso daqui.'" A Logosofia vai — eu já li isso tantas vezes já. Mas a Logosofia tem essa capacidade. Ela vai colocando, nas porções cada vez maiores de conhecimento, de verdade à nossa disposição. E na verdade não é o ensinamento que muda cada vez que a gente lê. É a nossa — exatamente a capacidade. É exatamente o que eu estava falando antes. Eu penso assim: "Agora a razão entendeu algo sobre a sensibilidade, curiosamente, que a razão comum não tinha condição de entender." E aí, então assim, eu não vou nem seguir hoje, não vou falar ainda sobre a sensibilidade. Mas assim, minha dica para você, minha sugestão é assim: leia nas páginas finais do capítulo 7 que assim — a nossa, a explicação que vem sobre o que que acontece com a gente quando a gente entende e percebe que a sensibilidade, essa engrenagem maravilhosamente, essa engrenagem divina que cada um de nós já tem. Quando a gente começa a entender o papel que ela vai cumprir e pode cumprir nesse caminho da Evolução Consciente, aí a gente se sente assim — o ser humano mais capaz do mundo, ou pelo menos a gente se sente livre de todas aquelas limitações da própria razão comum, assim como as limitações, as deficiências psicológicas da nossa incapacidade ainda mental na medida de que ela existe. Sei lá, eu podia definir isso de várias formas, mas eu sei sim. Eu estou tão encantado com voltar a essa parte final do capítulo 7, onde a Logosofia trata do papel da sensibilidade, essa força que a gente tem divina. Esse — essa força que reside aí na capacidade do coração. Ai, não é do coração físico, mas é também, mas é essa capacidade que diz, que fala sobre tudo o que é de mais inocente, puro, sublime, divino que existe em cada um de nós. Bom, por hoje é isso. Boa leitura, boas reflexões, bom estudo, fique bem e até o próximo podcast.