Latest / Logosofia no Dia a Dia / Polaridade: O Eixo Invisível Que Define Toda a Sua Vida
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- Oi, é o Ronny, tudo bem? Você sabe já, né, que um dos temas que mais me interessa, que eu digo, de realmente, assim, cultivar a minha mente para buscar conhecimento, e que sempre me impressionou muito, é o conhecimento ou essa parte da criação que se refere ao cosmos, né. E tem um, e particularmente sobre a Terra, tem um aspecto dessa história que me deixa, assim, sempre muito impressionado, porque a gente tem que considerar as coisas como sempre, como um exemplo, né, ou como, talvez, como um exemplo, mas como um princípio que, ao observar, a gente pode sempre tirar alguma coisa disso para a vida, né, esses princípios grandes. Estava sempre pensando, quando eu penso sobre minha vida, eu penso sobre, assim, qual é o eixo da minha vida. Assim, se eu fosse um planeta, né, se eu fosse a Terra, e eu girasse em torno de um eixo, como a Terra gira em torno de um eixo imaginário, né, como é que seria esse eixo? Como é que seria, quais seriam os polos dele, né, o polo norte, o polo sul, que definem o eixo imaginário da Terra? Por que que eu fico imaginando isso? Porque me impressiona a gente viver e ter a vida na Terra, ter essa atmosfera, por uma única razão, que ela se mantém e permite a vida. O nosso eixo magnético, né, ou seja, existe esse giro do núcleo líquido de ferro e níquel, lá no centro da Terra, como a Terra está em constante rotação, há um movimento desse núcleo líquido, né, e esse movimento, como é de metais, ele gera uma corrente, correntes elétricas, devem ser muitas, não sei, e gera um eixo, é como se fosse um dínamo, e que gera o campo magnético da Terra, que todo mundo já ouviu falar, porque é por isso que a gente tem a localização para a bússola, por exemplo. A bússola aponta o norte magnético, não aponta o norte geográfico, né, ele é ponto magnético, então tem o polo norte magnético, que é o da bússola, e tem o polo norte geográfico, que é o ponto geográfico mais ao norte, mais em cima, assim, né, se fosse falar da Terra. Eles não são o mesmo ponto, porque o campo magnético está deslocado do eixo da Terra imaginário. Enfim, detalhes que não são da minha área, né, eu não sou geólogo, nada disso. Mas o ponto é o seguinte, qual a importância desse campo magnético para a nossa vida? Porque a gente acha que não tem nada a ver com a gente, né. O campo magnético da Terra, que cria praticamente um escudo magnético ao redor do planeta, tamanha a potência desse escudo, desse campo magnético, que ele cria um negócio que é como um escudo. Aí você fala assim, Rony, mas um escudo geralmente protege de alguma coisa, e esse protege do quê? Pois bem, o escudo magnético da Terra, o campo magnético da Terra, protege a Terra do vento solar, que são as partículas que o Sol emite, que saem do Sol, né, que são, enfim, enviadas pelo Sol para todos os cantos, numa velocidade e numa potência, se não tivesse nosso escudo, ia arrastar nossa atmosfera embora. Ou seja, se a gente não tivesse um campo magnético protegendo a gente do vento solar, essas partículas que vêm do Sol continuamente, já teriam levado toda a atmosfera da Terra. A atmosfera, toda essa quantidade de ar de oxigênio e nitrogênio e gás carbônico, todos esses gases que a gente vive sob efeito deles, teriam ido embora, teriam sido varridos da Terra. Assim, para mim, cada vez que eu lembro disso, eu fico tão impressionado, porque eu falo assim, puxa, a gente só tem vida na Terra, obviamente, além de não ser a origem da vida, mas só mantém a vida na Terra porque há um campo eletromagnético que protege a gente do tal do vento solar, que são essas partículas que emanam do Sol. Se você pensar nisso, você fala assim, puxa Ronny, é incrível isso, a gente mal se fala disso, isso tinha que ser ensinado na escola, não lembro se eu aprendi isso na escola, lembro de ter aprendido isso depois. Porque me fez pensar muito sobre, se a Terra parasse de girar, a gente perdia o campo magnético, sabe? Lógico, a Terra não vai parar de girar, ponto nesse. Mas assim, a vida, o movimento do planeta gera essa capacidade de manter sua atmosfera como está e manter a vida terrena como é. E a minha vida, de certo modo, eu poderia considerar que a minha vida também gira em torno de um eixo. Vamos pensar nisso, os conceitos que cada um de nós tem acabam fazendo a gente viver a vida de um modo específico, concorda comigo? Então a gente sabe que os conceitos são os motores da vida, mais ou menos, porque a gente vive a vida de acordo com os conceitos que a gente tem, isso é muito óbvio. Tem gente que, eu sempre recordo isso, que é o extremo do exemplo, mas que serve de referência. Tem gente que acha que vida é dinheiro, que tempo é dinheiro, então a pessoa vive para o dinheiro, ponto. Tem gente que acha que a vida é curtir a vida doidado e vive curtindo a vida doidado. E assim por diante, aí tem todas as coisas no meio, normais. Mas a gente, de fato, isso é importante reconhecer, a gente tem e vive uma vida de acordo com os conceitos que a gente tem sobre ela. Por isso que as pessoas vivem a vida de forma diferente, ponto. Então é como se os conceitos fossem o nosso eixo, ao redor do qual, ou ao redor dos quais os conceitos, gira a nossa vida. Faz sentido isso? Dá para emprestar essa imagem da Terra para a nossa vida? Dá, não é? Porque é como se o nosso eixo fosse essa base, esse centro do nosso ser e a nossa vida gira ao redor disso. Tanto é que a gente atrai, cada um de nós atrai pensamentos, atrai pessoas, atrai situações para a própria vida, de acordo com os conceitos que tem, de acordo com o tipo de vida que vive. As coisas não são aleatórias, a gente já observou isso. Então agora estamos chegando no ponto que eu acho mais interessante. Então significa o seguinte, que se a minha vida gira em torno dos conceitos que eu tenho, e dos pensamentos que eu cultivo, que vivem em minha mente, a questão é assim, eu preciso ir alterando, modificando, superando esse eixo central da minha vida, para que a vida vá girando em torno de um eixo cada vez mais elevado. Por quê? Porque eu busco o que é elevado. Eu busco o que é, vamos dizer assim, o que está num nível, a verdade num nível que não é os fatos. Eu busco a causa. Cada um de nós busca o conhecimento que não encontrou na vida diária. E por isso que a gente está aqui, juntos. E parece então que é uma questão da gente ir realmente absorvendo, daí a necessidade de um conhecimento transcendente, e aí para mim fica clara essa imagem da logosofia como essa fonte de um conhecimento transcendente, que eu não encontrei outro igual, e por isso que eu não abro mão. Porque assim, eu preciso desse conhecimento que a logosofia oferece para ir transformando esse eixo ao redor do qual minha vida gira. E aí eu me sinto como um planeta mesmo, como a Terra. Até porque, olha que interessante, de acordo com os conceitos que a gente tem, com os pensamentos que operam e que giram, se movimentam na mente, o nível de defesa que cada um de nós tem frente a todas as circunstâncias, fatos e aos pensamentos de cunho negativo que vivem no mundo também, na mente dos outros, enfim, no geral, começam a mudar. Então assim, se a gente pudesse pensar nessa imagem da Terra com esse campo magnético, protegendo a Terra de tudo que vem de fora, eu vejo a mesma imagem minha, sua, de cada ser humano, que na medida que a gente vai se vinculando ao conhecimento transcendente, é como se a gente fosse estabelecendo um campo magnético potente que vai protegendo a vida dentro de nós, na nossa atmosfera interna, de forma a que os fatos, circunstâncias e outros pensamentos nos afetem menos. Por quê? Porque vai solidificando, vai consolidando, vai desenvolvendo, vai permitindo o desenvolvimento dessa vida interna de superação, de elevação, de evolução, de forma protegida. E eu lembro quando eu era um jovem adulto, que eu não tinha esses conhecimentos, não entendia muito pouco sobre esse mundo interno, por exemplo, eu era muito vulnerável, muito vulnerável aos pensamentos do dia a dia, dos outros, das coisas que os outros falavam, os acontecimentos do dia a dia no mundo, e eu me alterava muito em relação ao que os outros falavam, faziam, enfim. Eu era muito frágil do ponto de vista da minha mente como um escudo, esse meu campo magnético não tinha. Minha vida girava em torno de um eixo que era feito, que era constituído por conceitos muito limitados, muito comuns, muito materiais, porque são os conceitos que eu tinha sobre a vida. Estou me referindo com essa reflexão ao tópico seguinte, que é muito curioso, do livro Exegese Logosófica, que se chama Polaridade. E a logosofia apresenta exatamente, para mim, essa imagem de um eixo mesmo, em que a vida começa a girar em torno de um novo eixo, e as consequências disso são simplesmente sublimes. Eu sei porque eu vivi, minha vida girava em torno de um eixo no passado, e hoje eu venho constituindo um novo eixo, esse eixo imaginário, mas na verdade ele é real, constituído por pensamentos, conceitos e conhecimentos que vão erigindo, vão blindando a vida interna de muitas das coisas que antes me afetavam. Ou seja, é real, é possível, todo dia, avançar um pouquinho mais na transformação desse eixo central ao redor do qual a vida de cada um de nós gira. Mas para isso é preciso de conhecimentos transcendentes. É isso que eu faço no ensinamento logosófico, eu busco conhecimentos transcendentes para ir transformando e solidificando um eixo que gire, que estabeleça uma vida em torno daquilo que é permanente, daquilo que tem essência permanente, eterna, e não mais uma vida que gira em torno do que é circunstancial. É isso que eu busco. Boa leitura, boas reflexões. Fique bem e até o próximo podcast.