Latest / Logosofia no Dia a Dia / Tempestades Internas e Momentos Sublimes: A Capacidade Espiritual de Elevação
Transcript
- Oi, é o Ronny, tudo bem? Curiosamente, enquanto se desenvolve uma tempestade aqui fora — aliás, faz muito tempo que não tem uma tempestade essa hora do comecinho da manhã, pelo menos eu não lembro, acho que desde o ano passado. É o mesmo tempo que tem uma tempestade dessa — e isso acontece muitas vezes no próprio mundo interno, né? Quantas vezes a gente sente que o mundo interno tá em ebulição, ou ebulição, ou tem a tempestade, né, caindo, e a sensação é de: meu Deus, que confusão que tá agora. Por outro lado, tem momentos tão sublimes em que a gente encontra em si mesmo, ou dentro de si mesmo, a gente encontra aquilo que é inefável, né, que é difícil de colocar em palavras. Parece engraçado que sejam estados tão diferentes, ou seja, que a gente possa viver estados de pouco ou nenhum controle sobre o estado interno por conta de, né, muitas coisas, e outros que são estados opostos, né, no outro extremo, provavelmente, em que a gente sente uma força — mais do que uma força — a gente sente, a gente tem a sensação de que tem algo de sublime acontecendo dentro de si mesmo, né? Eu tenho certeza que você já experimentou muitos momentos assim. Tem um problema: às vezes a gente não se dá conta disso, né, no momento, durante aquele, aquele trecho, aquela passagem do dia, da vida, da época. Eu tenho procurado não deixar passar esses… a consciência, né, nesses momentos de: puxa, eu estou sentindo algo que assim, que transcende, que ultrapassa em muito o que eu sinto no dia a dia, né, durante a vida corrente. Eu estava me… estou me referindo… que eu estava pensando também nisso, né? Curiosamente, ontem à noite antes de dormir, eu estava imerso dentro de mim, vivendo um desses momentos, sabe? Literalmente sublimes. É como se eu… é como se eu realmente estivesse conectado. Imagina que foi gravado, né? O trovão, acabei de ouvir aqui. É como se nesses momentos sublimes a gente sentisse a altura, né? A gente se elevasse acima das coisas comuns da existência e vida humana. E eu penso que isso não é algo para a gente achar estranho, né? Não é assim… embora seja talvez não tão corriqueiro, não é tão comum no dia a dia, infelizmente. Mas a gente precisa viver isso, começar a ganhar consciência que isso é talvez, né, uma das capacidades mais incríveis que a gente tenha, é essa da gente se elevar acima daquilo que é comum — não fora de nós mesmos, dentro de nós — e experimentar sensações, sentimentos, pensamentos tão elevados que certamente nos aproximam muito mais, né, do pensamento criador do que das coisas terrenas em si. Até porque, em geral, não é por conta das coisas terrenas que a gente se encontra nesse estado, né? Olha que legal. Esse não é o estado que você… o que eu possamos chegar quando a gente tem um acerto enorme assim ou acontece um fato importante no mundo do terreno, né? Tipo, em geral não é, né? Quando: ah, puxa, fui promovido, né, na minha carreira. Eu lembro de muitos momentos em que eu me senti feliz de ser promovido, de alcançar um cargo executivo alto. Mas assim, engraçado, porque tudo o que vem ou que tem origem num fato fora da gente, em geral, não tem a força que têm os sentimentos mais elevados do ser humano. É interessante pensar isso, hein? Olha só. Você entendeu o que eu falei? Veja só. Muitas vezes aí, a gente vive coisas no dia a dia ou na, né, na rotina terrena muito legais. Às vezes são conquistas, são, né, objetivos alcançados, coisas… a gente, né, vai realmente construindo, né, na vida. Coisas muito legais. Com muita propriedade, a gente deve ficar feliz, né, de alcançar essas coisas, porque todas elas são frutos de esforço. Mas, daí para elas terem o significado que nos eleve e nos aproxime do pensamento criador — ou seja, nos aproxime de Deus, talvez mais simples falar isso, né — mas aí dá para entender que a aproximação, esse acercamento a Deus não é um negócio que… não é um negócio de outro mundo, né? É um negócio desse mundo interno. Então é por isso que eu geralmente eu penso nessa forma, né, de me aproximar do pensamento criador. Porque essa é a capacidade que cada ser humano tem. E essa aproximação se dá exatamente, compreendo eu, né, nesses momentos de elevação do estado interno sensível. Dessa capacidade que é uma capacidade espiritual, né? Não é uma capacidade física, né? Não é fisiológica. Não é psicológica. É uma capacidade de fato espiritual, essa de essa parte, né, divina em nós, vibrar por conta de sentimentos muito elevados, por conta de nos darmos conta do que é que existe de mais lindo na vida que a gente vive e que certamente não está nas conquistas terrenas apenas, né? De jeito nenhum. A gente tá entrando… e essas reflexões todas foram por conta disso. E não, o que eu estava sentindo, né, o que eu vivi, o que eu experimentei ontem, não é por conta da… da gente tá entrando no próximo capítulo, no capítulo 13, não. Mas como eu vivi isso ontem antes de dormir, é… nesse momento de, assim, que eu me dei, né, me dei conta no meu mundo interno, tava ali num momento muito propício e tava ali assim vivendo onde eu queria viver, sabe? Essa foi a minha sensação. E ali onde eu queria viver, onde eu estava vivendo, eu tava sentindo aquilo que eu queria sentir o dia inteiro. Mas voltando ao ponto do capítulo 13, a gente entra no capítulo em que… por… é muito incrível. Porque eu nunca imaginei que eu fosse encontrar uma explicação tão linda sobre algo que eu nunca tinha entendido antes na minha vida. Que é exatamente, né, sobre o que eu estou de alguma maneira me referindo: essa aspiração — não é nem uma aspiração, vai, essa atitude mesmo sensível da alma — também é uma aspiração, né? Mas é a atitude sensível da alma que a Logosofia denomina como uma mística. A mística, as coisas que a gente fala: "Ah, não sei o quê é místico", né? Não tem nada a ver com aquilo que eu falava na vida toda. A mística é essa atitude sensível da alma. E tem um significado tão especial, tão lindo para a Logosofia, que eu tenho certeza que você não vai ser a mesma pessoa depois de ler o capítulo 13 e refletir sobre o que está aqui exposto, né? Então, a gente entra com essa sensação maravilhosa nesse capítulo. Espero que você possa aproveitá-lo muito. Boa leitura, boas reflexões, fique bem e até o próximo podcast.