Latest / Logosofia no Dia a Dia / Por Que Você Não Pode "Desver" Uma Verdade Sobre Si Mesmo (E O Que Fazer Com Isso)
Transcript
- Oi, é o Ronny, tudo bem? Eu estava chegando à conclusão aqui de que, de fato, depois que a gente vê uma realidade — que a gente abre os olhos a uma realidade, que a gente desperta para uma realidade, que a gente percebe algo que é real — realmente não dá para desver. Você não tem como dizer assim: "Vou fingir que eu não vi essa realidade". Tipo assim, isso não existe. Se a gente falar isso para nós mesmos, é tipo assim "me engana que eu gosto", porque você sabe que é real. Não dá para negar algo que é real só porque a gente quer fingir que não existe. Isso parece óbvio e bobo, mas isso é muito próprio ainda da psicologia humana. Eu observo em mim — vê se você não observa em você também de algum modo — mas assim, é como se a gente perceba alguma coisa, né? No caso, tô me referindo obviamente à vida, à existência. Nós estamos nessa jornada, essa busca de cada um de nós por uma vida muito mais plena, ampla, de novos horizontes e determinando novos significados para toda a experiência humana. E aí a gente percebe alguma coisa — claro, geralmente a gente percebe alguma coisa guiado por algum conhecimento, algum insight, como a gente fala. E o conhecimento logosófico, o tempo todo nos seus ensinamentos, tá nos fazendo assim abrir os olhos. Tá abrindo nossos olhos para alguma coisa nova que a gente não tinha percebido. O ponto é que quando a gente percebe que tem uma realidade dos pensamentos... E a Logosofia apresenta os pensamentos como eu nunca tinha visto antes, em nenhum lugar. Embora a palavra seja super antiga mesmo, mas é uma concepção totalmente nova. Vai ter uma lição desse livro que vai tratar sobre os pensamentos — a gente vai mergulhar nela especificamente — mas tô só citando porque é uma das verdades mais palpáveis da vida metafísica. Porque pensamento não é físico, não é material, não se pega com a mão. Mas quando a gente começa a perceber a atuação de pensamentos na própria mente e na mente dos demais, é tipo assim: "Uau!". Eu lembro da sensação das primeiras vezes que eu percebi a atuação de um pensamento, porque isso parte, acaba dando para a gente a possibilidade, a habilidade de perceber um dos maiores princípios que está por trás disso, que é assim: nós não somos os pensamentos que habitam nossa mente. Os pensamentos são agentes desse mundo mental, mas não somos nós. Quer dizer, existe eu e existem os pensamentos que orbitam, que habitam minha mente, que orbitam minha mente. E aí sim, nesse grupo, nesse conjunto de pensamentos, tem aqueles que eu criei. Tem aqueles que eu permiti que fizessem parte da minha mente, que eu gostei, que tem a ver, tem afinidade com o que eu quero para a vida. E tem vários pensamentos que são moradores muito antigos e que atrapalham muito minha conduta, minha vida, minha felicidade e me fazem perder muito tempo. Enfim, tem muito pensamento que atrapalha. Eu tenho certeza que você vai olhar para si mesmo e vai perceber a mesma coisa. Ou pelo menos alguns, talvez não tantos que atrapalham como eu, mas ainda assim algum vai ter, você vai achar. Então, quando a gente olha para isso, fala assim: "Poxa, dá para a gente fingir, depois que a gente entende a realidade dos pensamentos?" — e de novo, nós vamos chegar na lição que isso vai ficar muito óbvio e cada um vai poder fazer muitas observações sobre si mesmo, vai ser muito legal. Mas quando a gente observa isso, vê, percebe e comprova a existência de um dos pensamentos, você fala assim: "Poxa, eu não posso mais fingir que não existe pensamento". Só que a mente, muitas vezes, ela quer comodidade. A nossa mente está acostumada a buscar o fácil, a buscar o cômodo. Esperar pelo final de semana para descansar, a noite para descansar, as férias, sei lá, aposentadoria. A gente tem essa característica triste de querer sair da luta, do esforço. Isso é próprio da nossa mente que tá voltada a essas coisas terrenas ainda. Mas a mente quer meio que dizer: "Não, cara, relaxa aí, Ronny. Não se preocupa com o pensamento, não". Mas não dá para desver. Não dá para fingir que eles não existem. Quando eu tô mais desatento e meio que esqueço — entre aspas — que existem esses pensamentos, é exatamente quando minha mente vira terra de ninguém. Minha mente vira praça pública, tipo assim: quem gritar mais alto leva. Aí qualquer coisa pode acontecer. E aí não é de se estranhar que a gente, como ser humano, seres humanos de — poxa — boa índole, boa vontade... Nós todos que estamos aqui nesse conjunto, nesse grupo, não tem ninguém de má índole aqui, tenho certeza, senão não estava aqui. Ainda assim, de vez em quando escapa aquela conduta, aquela frase, aquela reação, você fala assim: "Opa, nossa, que é isso? De onde saiu isso? Para que isso?" Você fala: "Ô, para que isso? Calma aí". Por quê? Porque é isso, porque a mente virou praça pública. Eu estou falando sobre os pensamentos porque essa é uma realidade que, como qualquer outra que a gente comprove como real, não dá para desver. E é basicamente — ou parte — desse conhecimento dos próprios pensamentos, do mundo interno, a grande característica talvez dessa jornada, desse conhecimento: essa luz que a Logosofia joga para dentro de nós. Aponta um holofote enorme, não para a gente ficar assustado com o que tem dentro de nós — muito pelo contrário. Mas é o primeiro passo, talvez, dessa jornada da Evolução Consciente: realmente iluminar a própria vida do ponto de vista do mundo interno de cada um de nós, onde a gente possa começar a descobrir tudo que existe nesse mundo interno. Isso é maravilhoso, porque eu passei uma boa parte da minha vida ignorando o que que tinha no meu mundo interno. Até o próprio conceito de mundo interno é um conceito original da Logosofia também. Porque é toda essa realidade dos pensamentos, dos sentimentos, toda essa engrenagem psicológica, mental, sensível, que é essa realidade que não é material, é espiritual, é metafísica. É de outra esfera. Mas é tão real e presente como o nosso próprio corpo biológico, claro. Essa parte psicológica a gente já sabe que existe há muito tempo. Os pensamentos que ainda a gente pouco entende sobre eles. Mas a Logosofia, ela tem essa característica de ir fazendo um movimento que eu nunca tinha feito antes com o conhecimento que eu tinha adquirido na formação. A formação realmente nossa escolar e profissional não cria a possibilidade de conhecer a si mesmo. Cada um se tornando apto a conhecer a si mesmo. Poxa, eu acho essa uma característica tão maravilhosa do conhecimento logosófico. Você imagina que a gente pode simplesmente ir se tornando capaz de compreender, de conhecer a si mesmo e de entender por que que a gente passa pelo que passa, vive o que vive? Por que que a gente se afeta como se afeta? Por que que a gente sofre como sofre? Por que que a gente tem as reações, as sensações, a conduta que a gente tem ainda? Isso tudo, quando a gente pensa no conhecimento logosófico, vai formando um hall de características que diferem o conhecimento logosófico extremamente bem do que existe e que eu tinha conhecido até então — e que eu continuei lendo muito ao longo dessas décadas todas. E eu não encontrei nada parecido com isso. E isso me faz valorizar muito esse conhecimento. A gente tá, obviamente, entrando no próximo tópico, que é exatamente Características Fundamentais do Conhecimento Logosófico. E nesse tópico vai ficando claro que a gente está de frente, está frente a algo que é, para mim, único, sério. É um tesouro. E eu não sei se às vezes eu tenho medo de perder essa clareza, sabe? Perder a consciência de que o que tem aqui, sério, é um tesouro. Porque é evolucionário, não é nem revolucionário. É evolucionário. É para fazer uma revolução na vida — ou melhor, é para fazer uma evolução na vida. E isso significa fazer da vida algo muito maior do que é hoje. Então, você imagina... Você já imaginou a vida sendo muito maior do que é hoje? Você já imaginou o que que a gente tá ainda sem experimentar, sem viver, sem poder desfrutar da vida terrena e dessa existência terrena — que também é uma existência espiritual — porque a gente não conhece, não descobriu, não entendeu ainda e não percebeu ainda? E eu penso que o conhecimento logosófico tem essa propriedade, verdade. De, de fato, promover na vida de cada um de nós aquilo que antes era, para mim, impensável. E eu não consigo deixar de... Eu tô quase saboreando, sabe? Eu tô sentindo e eu tô recordando, tô percebendo coisas em mim. A cada dia — você faz na hora, não é uma coisa que você percebeu há 30 anos atrás, há 20, não. A cada dia, ao mergulhar nesse mergulho diário que eu faço no conhecimento logosófico, eu vou percebendo uns detalhes, eu vou percebendo umas coisinhas assim, sabe? Vai se ampliando cada dia um tantinho mais do que a minha visão, do entendimento consegue ver sobre tudo isso. E o gosto disso é tão maravilhoso. Provavelmente porque é o gosto, é o sabor do eterno, do permanente. Numa vida que a gente tá tão acostumado a saborear apenas coisas de forma circunstancial. Espero que a leitura possa te dar sensações e fazer reflexões muito úteis para você. Bom estudo. Fique bem e até o próximo podcast.