Latest / Logosofia no Dia a Dia / Eu Não Quero Que Minha Vida Passe — Eu Quero Que Ela Seja Vivida
Transcript
- Oi, é o Ronny, tudo bem? Eu fui dormir ontem sob influência de horas e horas que eu passei ontem muito únicas na minha vida. E isso é sempre uma razão de eu parar e passar a refletir, a pensar sobre o que que é a vida. Eu não sei se você sente também isso de vez em quando, mas tem hora que eu tenho a sensação de que a gente se aproxima tanto do real, e se aproxima tanto da verdade, que a gente tem uma certeza tão forte, tão grande... A força é tão avassaladora, essa sensação. E por outro lado, nem sempre a gente tá na posição interna que corrobora essa sensação. No dia a dia, é como se a gente fosse caindo sempre de volta naquela sensação de que "puxa, mas nossa, mas agora eu tenho que cuidar disso, daquilo". E aí eu passo às vezes dias ainda oscilando entre as coisas do dia a dia, as coisas que eu tenho que cuidar, os problemas para resolver, um monte de decisão para tomar, correr atrás disso, daquilo. E aí esqueço um pouco. Então, eu oscilo muito ainda entre essas sensações de sentir o eterno da vida através de experiências diversas, mas especialmente quando eu encontro uma posição interna. Eu sinto isso quando eu encontro uma posição interna que eu me vejo vibrando na mesma frequência da verdade que eu busco. Isso é... Às vezes é um detalhe que faz isso, sabe? A gente, eu acho que a gente tem que observar isso com muito cuidado e com muita atenção, porque são momentos em que a gente se alinha, a gente entra na mesma frequência daquilo que a gente sempre, sempre aspirou, sempre quis, sempre intuiu, sempre buscou. E nesses momentos que a gente consegue se alinhar a isso, a gente tem que observar essa posição tão interna. Para ver se a gente marca essa posição, sabe? Se a gente tira uma foto linda dela, se a gente pinta ela no quadro mental, se a gente borda ela no tecido do tempo das horas da vida, e deixa isso marcado para que a gente nunca mais se esqueça e que isso possa nos guiar todo dia. De que eu quero viver cada vez mais na mesma frequência daquilo que me faz sentir o eterno, permanente, o pleno da vida. E infelizmente a minha posição interna oscila entre essa certeza e os estados de desatenção quanto a isso. Porque as coisas do dia a dia tendem a me puxar para fora de mim mesmo. Então eu fico oscilando. Tem hora que eu recordo disso e encontro essa posição, encontro esse lugar dentro de mim, e tem hora que as coisas me puxam para fora de mim mesmo. Por quê? Porque a preocupação com aquilo, com o outro, com não sei o quê, com blá blá blá, com o quê, enfim. É muita distração. Se a gente olhar o que acaba acontecendo, parece que a gente se permitiu mesmo criar muitas distrações na vida. Ou talvez as necessidades da vida terrena e as naturais experiências da vida terrena, a gente vivesse como se fossem o objetivo da vida. Então elas tomaram dentro de nós um tempo e um espaço muito grande. E é esse espaço que nos distrai. Esse espaço que essas coisas ocupam dentro de nós, na mente, acabam distraindo — a mim, pelo menos, muitas vezes ao longo do dia — me distraem disso que eu tava me referindo antes. E eu não quero me distrair. Eu não quero. Eu quero cada vez mais sentir dentro de mim essa posição inequívoca. Porque quando eu experimento o sabor disso, sério, o sabor que tem a verdadeira vida. O sabor que tem a verdade. O sabor que tem as sensações que o coração sente quando a gente está vivendo aqueles momentos assim, dentro de nós... Está vivendo a vida. É como se quando a gente volta para dentro de si mesmo e tem algumas experiências da vida que nos permitem experimentar isso... Como eu encontro muito essa situação, essa condição, quando eu mergulho nesse conhecimento que a Logosofia oferece. Porque esse conhecimento, ele forma... Ele tem essa função de me ancorar de volta. Tem algumas coisas na vida que também me ancoram. Tem algumas coisas que a gente vive que é como se elas também cumprissem essa função de: "Cara, volta para dentro de si mesmo. E dessa posição contempla o mundo, contempla a vida, contempla a sua existência". Mas eu não vivo isso todo dia em termos de experiências. As experiências da vida terrena não são todo dia que eu tenho isso. Eu tava falando... Me referindo que ontem, particularmente, eu vivi isso. Mas as experiências do dia a dia em geral não me dão essa condição. Então, o que que eu faço é buscar essa condição, essa alavanca, esse caminho, esse retorno para essa posição interna de contemplar a vida e a existência de dentro de mim mesmo para fora, e não de fora para dentro. Eu busco isso e tenho encontrado isso — essa condição, essa alavanca, essa força, essa engrenagem que faz isso comigo — no conhecimento logosófico. E isso me reforça muito. E eu queria... Esse é o ponto que eu queria trazer para você assim como uma reflexão a fazer: a gente ainda precisa recordar, ser recordado ou ser trazido de volta para dentro de nós mesmos, porque a gente ainda oscila entre essas posições e a tendência é ser puxado sempre. E é muito triste quando eu vivo... Quando eu sou puxado, sabe? Quando vivo isso de ser puxado para fora de mim mesmo. E passo um tempo fora de mim mesmo. Depois quando eu consigo retornar, eu me sinto triste. Porque não é uma tristeza assim "ai, coitadinho". É uma tristeza de: "Cara, pô, eu quero tanto, eu gosto tanto, é tão feliz, é tão pleno quando eu vivo a vida dessa perspectiva — de estar de dentro de mim mesmo. Por que que eu fiquei tanto tempo fora de novo? Perdido ou entretido com tanta distração, com tanta obrigação, necessidade, problema e não sei quê, blá blá blá blá". Quando a gente pensa nessa verdade que a gente busca, ou nessa vida plena que a gente realmente... Quando sente esses momentos: "Ó, poxa, eu quero viver isso todo o dia, o dia todo". E sem se perguntar, eu penso assim: o que que cabe a mim fazer para isso, para que isso aconteça? Porque tem uma parte disso, dessa resistência que a gente vive a sentir, experimentar isso, é por conta do que a gente ainda tá vivendo nessa maneira realmente inconsciente, que é viver a vida mantendo as coisas realmente bem na superfície da mente. A inconsciência... E a Logosofia descreve isso. A inconsciência realmente é uma névoa, assim, que mantém tudo numa névoa, num cinza da mente, assim, que como se fosse um estado em que a mente... A gente não consegue conectar aquilo à vida e fica só uma conexão bem sutil, bem espaçada, quase circunstancial — ou talvez circunstancial mesmo. E a vida vai passando. E eu tenho lutado contra isso, porque eu não quero mais que a vida passe. Eu quero que a vida seja vivida. Eu não quero mais que minha vida seja passada. E eu preciso ainda muito. Ainda... E eu quero precisar a vida inteira. Quero precisar minha existência inteira, porque é no Conhecimento Transcendente — nesse caso, o conhecimento que a Logosofia oferece — que eu tenho encontrado esse imã, sabe? Eu tenho acionado esse imã e eu tenho conseguido retornar para dentro de mim mesmo, reafirmando cada vez que eu retorno. E eu retorno às vezes algumas vezes por dia, ou às vezes retorno muitas vezes por dia. Tem dia que às vezes eu retorno pouco — muito ruim ainda. Mas eu tenho retornado cada tanto, cada época, a cada dia um pouquinho mais. E nesse retorno, eu vou reafirmando essa convicção do que eu quero, do que eu sou e do que eu quero viver cada vez mais. A gente entra no tópico seguinte dessa lição sobre a Logosofia, que é... Esse é um tópico que vai nos colocar frente a essa questão. E vai nos colocar mais com uma dose generosíssima de esperança de que a gente vai alcançar essa condição cada vez mais. O tópico chama Firmeza na Determinação de Superar-se. E eu tenho certeza que você vai sentir essa dose de esperança, de estímulo que eu tô me referindo agora. Boa leitura, boas reflexões. Fique bem e até o próximo podcast.