Latest / Logosofia no Dia a Dia / Confissões de um Rebelde: Por Que a Logosofia Convenceu o Cético
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- Oi, é o Ronny, tudo bem? Você é daqueles que tem que "ver para crer"? Eu acho que todos nós, de certa maneira, somos assim. Somos muito desconfiados, especialmente porque há tanta intenção de enganar os outros no mundo. É impressionante. Hoje em dia, começa com notícias falsas, imagens manipuladas. Agora, na era da inteligência artificial, não dá para tomar nada como verdade. O que vemos na internet — notícias, fotos, vídeos — desafia a capacidade humana de diferenciar a verdade do engano. Curioso, não é? Deveríamos estar caminhando para nos tornarmos uma humanidade mais confiável, mas o estado moral atual mostra que temos muito a superar. Estou pensando nisso porque sou daqueles que precisam de provas para coisas que não tenho capacidade de entender. Ou, pelo menos, de um caminho factível para que eu mesmo comprove. Assim como me reservo o direito de deixar algumas questões em dúvida. O que eu não faço é simplesmente negar algo que desconheço como se fosse mentira. Por que, em geral, temos dificuldade de compreender algo e a reação é sempre desconfiar? Ou, pelo menos, colocar em xeque? Essa é uma limitação que precisamos suplantar. Quando adentramos uma área como a que a Logosofia apresenta, que para mim era totalmente misteriosa, o que eu sabia sobre o "mundo interno"? Nada. A própria expressão "mundo interno" é algo que nos faz pensar. A concepção que a Logosofia apresenta sobre o ser humano é de uma originalidade tão grande que talvez essa seja a melhor definição para a parte da existência que ignoramos por tanto tempo. Conforme começamos a observar em nós mesmos a existência desse mundo — especialmente porque a Logosofia é como uma grande lanterna que joga luz para dentro —, o conceito de "mundo interno" começa a ficar óbvio. Deixa de ser uma alegoria e fica claro que há, de fato, um vasto mundo a descobrir, conhecer e, especialmente, a se familiarizar. É a parte da nossa existência da qual estávamos distantes, como se estivéssemos separados de nós mesmos. Mas não adianta a Logosofia apenas nos dizer que existe um mundo interno, porque, na teoria, isso não transforma a vida. É preciso experimentar a realidade da vida mental consciente para deter, de fato, o conhecimento. É preciso mergulhar nesse oceano lindo que cada um de nós tem para descobrir as maravilhas que já estão à nossa disposição. E essa é uma das garantias mais importantes que a Logosofia dá. Estou unindo o tópico anterior com o seguinte, sobre a difusão logosófica, onde González Pecotche traz um conceito fundamental: a troca do crer pelo saber. Isso foi fundamental para que eu me desse a chance de conhecer a Logosofia. Eu nunca aceitaria uma suposta verdade se não pudesse comprová-la todo dia, se ela não fizesse mais sentido e não se tornasse mais verdade dentro de mim mesmo. Nunca. Se você tem alguma dúvida, se está conhecendo a Logosofia agora e se pergunta se esse conhecimento tem mesmo o potencial de transformar a vida, vou dizer o seguinte: eu era um dos maiores rebeldes que a Terra já viu. Estou exagerando, claro. Mas eu nunca aceitei nada sem questionar, desde as ordens da minha mãe na adolescência. Você imagina o quadro desse rebelde. Essa rebeldia me atrapalhou muito, mas estou dizendo isso para o seguinte: quando me deparei com a Logosofia, já como um jovem adulto, eu nunca aceitaria acreditar na palavra dela se fosse apenas para crer, para aceitar sem questionar. Essa parte rebelde de mim nunca deixaria isso acontecer. Mas há uma particularidade incrível no conhecimento logosófico. Tudo o que ele apresenta, especialmente aquilo que mais toca o nosso sentir e a nossa compreensão, conecta-se com algo desse mundo interno. Essa é sempre a ponte que utilizei e ainda utilizo para comprovar uma porção a mais de verdade. Às vezes é uma frase, um ensinamento, um conceito que, ao ser apresentado, eu sinto — mais do que compreendo — que se conecta a algo dentro de mim. Eu aproveito essa sensação como uma dica, uma ponte para comprovar. Passo a experimentar aquilo da forma que consigo, para poder sentir dentro de mim mesmo a força dessa verdade. É tão maravilhoso poder estar de frente a um conhecimento que indica que é para saber, não para crer. Que não é para acreditar em nada, mas para comprovar dentro de si mesmo, para experimentar na própria vida cada uma dessas verdades. Isso é sensacional. Essa é a garantia de que não só não seremos enganados mais uma vez, mas, especialmente, de que essa capacidade humana de conectar uma porção de verdade com a própria vida é o plano. O conhecimento logosófico vai capacitando a mente a compreender e a comprovar, dentro de si mesma, cada uma dessas porções de verdade que ele revela. Que garantia melhor poderíamos pedir? A Logosofia afirma que não é possível, nem devido, crer. Cada um de nós tem que experimentar, tem que saber. Se você está começando agora, a garantia que essa afirmação nos dá é um sinal muito forte de que, primeiro, o caminho é dentro de cada um; e segundo, que esse caminho consiste em ir conectando a própria vida a essa verdade que se revela para a nossa inteligência. Vivemos muito fora de nós mesmos. Mas essa inversão, deixando a cada dia de viver um pouco para fora para viver para dentro, nos permite enfrentar a vida externa com muito mais segurança, tranquilidade e serenidade. Espero que essa reflexão lhe dê a sensação de que este é um caminho de conectar o que se compreende com a vida interna. É uma jornada intraindividual, que cada um realiza dentro de sua própria perspectiva, em busca daquilo que sempre quis. Boa leitura, boas reflexões. Fique bem e até o próximo podcast.